EDUCADORES
06 fevereiro, 2014
Projetando avaliação diagnóstica
Olá, gente...
Um dos maiores desafios educadores enfrentam hoje é como diferenciar o ensino dentro da sala de aula. E o melhor momento para refletir sobre esse assunto é justamente o início do ano letivo. Para escolher um cenário comum, o professor de determinada disciplina do Ensino Médio, ou o polivalente do Fundamental, pode ter alunos que trabalham em sensíveis e diferentes níveis de conhecimentos da disciplina ou componente curricular.
Alguns alunos podem estar aquém da curva média da classe, enquanto outros podem estar numa posição bastante avançada. Mesmo os estudantes que, aparentemente, parecem estar num mesmo nível de aprendizagem, podem apresentar muitas diferenças no domínio efetivo de conhecimentos ou nos pré-requisitos de aprendizagem.
Neste sentido, o cenário sobre o domínio de conhecimentos numa sala de aula é muito variado tendo em vista as diferenças individuais, caracterizando específicos momentos na apropriação e desenvolvimento dos níveis de competência.
Com essas considerações, um planejamento de aprendizagem rígido ou inflexível, desconsiderando esses aspectos da diversidade, pode criar situações de frustração e desânimo ao grupo mais avançados e prejudicar o estímulo à aprendizagem, ao grupo que apresentam maiores dificuldades no processo.
Localizar o ponto exato das dificuldades de cada aluno é tarefa muito complexa, tendo em vista o formato e organização da sala de aula em todos os sistemas educacionais brasileiras. Porém, isso não pode soar como desânimo à docência.
A construção e o emprego de bons instrumentos diagnósticos de avaliação, pode melhor precisar e identificar as lacunas do conhecimento de cada aluno e facilitar ao professor elaborar um plano de intervenção eficaz.
Este é o momento onde a avaliação individualizada desempenha um papel crítico para identificar as reais lacunas do conhecimento de um aluno e construir um plano de itinerários pedagógicos personalizados, visando melhorar, garantir ou avançar no desenvolvimento da aprendizagem.
Pode a princípio parecer muito difícil ou impossível. Contudo, à medida que se exercita essa prática docente, rapidamente passa a se transformar em rotina que em pouco tempo contribuirá com resultados satisfatórios e a alegria da docência.
Experimente!
Pense sobre o assunto e encaminhe suas experiências relacionadas com o tema.
Postado por Michel Assali
27 janeiro, 2014
Volta às aulas
Olá, gente...
Volta às aulas! Que saudades!
A volta às aulas marca sempre um encontro. Encontro com amigos, com professores, com gente nova e nova gente.
Troca de fotos, exibição dos bronzeados, contação de histórias das viagens e dos muitos micos que pagamos como turistas.
Renovados e cheios de esperança, a comunidade escolar volta aos burburinhos, aos risos, aos sorrisos largos e aos abraços apertados e acolhedores.
Que delícia!
A volta às aulas é tão marcante quanto o início das férias, com um sentimento que os diferencia: saudade.
Ah! Que saudade!
É momento de "matar" a saudade e de reviver momentos muito felizes.
Bom retorno ao ano letivo.
Um Feliz Ano de 2014.
Postado por Michel Assali
02 janeiro, 2014
Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
Olá, gente...

Que o Ano Novo seja abençoado e traga muita paz, saúde, amor e alegrias para você e seus familiares.
Postado por Michel Assali

Que o Ano Novo seja abençoado e traga muita paz, saúde, amor e alegrias para você e seus familiares.
Postado por Michel Assali
11 dezembro, 2013
Liderança digital
Olá, gente...
Com a sociedade cada vez mais dependente da
tecnologia recai sobre as lideranças
educacionais aproveitar o poder das tecnologias digitais para a criação de
culturas escolares relevantes, transparentes, significativas, envolventes e
inspiradoras.
Nesse sentido, cabe às
lideranças a iniciativa para uma preparação de um ambiente favorável que
permita ampliar o sentimento de orgulho junto à comunidade, no sentido de
promover acolhida e implantação de projetos inovadores que envolvam a utilização
de novas tecnologias na educação.
Para tanto, há a
necessidade de inovar também a forma de exercer a liderança para essa nova
cultura, exigindo vencer a insegurança e o receio das mudanças e incorporar
conhecimentos que possam superar medos e equívocos que frequentemente
acompanham esses momentos.
Para isso é preciso exercer a auto-avaliação e
colocar sobre a mesa os medos e equívocos forçando-os a passar por análise
crítica, seleção e incorporação de inovações. Vencida essa etapa de superação, os
líderes podem dar início um plano de trabalho para o uso efetivo da tecnologia
para visando melhorar a inúmeras facetas da liderança, ficando o desafio do como quando e onde
começar.
A liderança digital,
jamais deve ser centrada apenas nas aquisições de ferramentas ou dispositivos
sofisticados mobilizando um orçamento farto.
O foco principal da liderança digital deverá ser direcionado para a formação
de uma mentalidade estratégica de forma a obter o melhor aproveitamento dos
recursos na transformação de uma nova cultura escolar que possa impactar
qualitativamente o ensino.
Trata-se da construção de uma nova liderança cujos
resultados trarão mudanças na cultura escolar, fazendo-se repercutir nos
currículos, programas, comportamentos e práticas modificando e inovando os
espaços e tempos do ambiente escolar.
A liderança digital requer, portanto, uma
mudança no estilo de liderança, ou seja, na forma de gerir diretrizes,
capacitação, apoio e acolhimento, como elementos indispensáveis para uma
mudança progressiva e sustentável.
Pense sobre o assunto e encaminhe seus
comentários.
Postado por Michel Assali
29 novembro, 2013
Como conversar com meninas!
Olá, gente...
Compartilho com vocês o texto de Lisa Bloom, “How to talk to little girls”,
traduzido abaixo, COMO CONVERSAR COM MENINAS.
Trata-se de um excelente
artigo para reflexão sobre os modelos de educação de meninas nos tempos do
consumo material e político nesse início de século.
Obtive esse material a partir do blog www.lobjttrouve.net
de Juliana Moore e estou reblogando.
Vale muito a leitura, a
reflexão e a discussão do problema.
Como conversar com meninas
“Eu fui a um jantar na casa de uma
amiga na semana passada, e encontrei sua filha de 5 anos pela primeira vez. A
pequena Maya tinha os cabelos castanhos e cacheados, olhos escuros, e estava
adorável em seu vestidinho rosa e brilhante. Eu queria gritar, “Maya você é tão
fofa! Veja só! Dê uma voltinha e desfile esse vestidinho rosa, sua coisinha
linda!”
Mas eu não fiz isso. Eu me contive. Como sempre me
contenho quando conheço garotinhas, negando meu primeiro impulso, que é dizer o
quão fofas/lindas/bonitas/bem vestidas/de unhas feitas/cabelo arrumado elas
são/estão.
“O que há de errado nisso? É a conversa padrão de
nossa cultura para quebrar o gelo com as meninas, não é? E por que não
fazer-lhes um elogio sincero para elevar suas auto-estimas? Porque elas são tão
lindas que eu simplesmente quero explodir de tanta fofura quando as encontro,
sinceramente.”
Guarde este pensamento por um tempo.
Esta semana a ABC News informou que quase metade
das meninas de 3 a
6 anos se preocupam por estarem gordas. No meu livro, Think: Straight Talk for
Women to Stay Smart in a Dumbed-Down World, eu revelo que 15 a 18% das meninas com menos
de 12 anos usam rímel, delineador e batom regularmente; distúrbios alimentares
estão em alta e a auto-estima está em baixa; e 25% das jovens mulheres
americanas prefeririam vencer o America’s Next Top Model a ganhar o prêmio
Nobel da Paz. Até universitárias inteligentes e bem sucedidas dizem que
preferem ser ‘gostosas’ a serem inteligentes. Recentemente uma mãe de Miami
morreu durante uma cirurgia estética, deixando dois filhos adolescentes. Isso
não pára de acontecer, e isso parte o meu coração.
Ensinar as meninas que a aparência delas é a
primeira coisa que se nota ensina a elas que o visual é mais importante do que
qualquer outra coisa. Isso as leva a fazer dieta aos 5 anos de idade, usar base
aos 11, implantar silicone aos 17 e aplicar botox aos 23. Enquanto a exigência
cultural de que as garotas sejam lindas 24 horas por dia se torna regra, as
mulheres têm se tornado cada vez mais infelizes. O que está faltando? Um
sentido para a vida, uma vida de ideias e livros e de sermos valorizadas por
nossos pensamentos e realizações.
Eu me esforço para falar com as meninas assim:
“Maya,” eu disse, me ajoelhando até ficar da sua
altura, olhando em seus olhos, “prazer em conhecê-la”.
“O prazer é todo meu,” ela disse, com a voz já bem
treinada e educada para falar com adultos como uma boa menina.
“Hey, o que você está lendo?” Perguntei, com um
brilho nos olhos. Eu amo livros. Sou louca por eles. Eu deixo isso
transparecer.
Seus olhos ficaram maiores, e ela demonstrou uma
empolgação genuína, mas contida, sobre o assunto. Ela pausou, no entanto,
tímida por estar com um adulto desconhecido.
“Eu AMO livros,” eu disse. “E você?”
A maioria das crianças gosta de livros.
“SIM,” ela disse. “E agora eu consigo ler sozinha!”
“Que incrível!” eu disse. E é incrível, para uma
menina de 5 anos.
“Qual é o seu livro preferido?” perguntei.
“Vou lá pegar! Posso ler pra você?”, sobre a nossa heroína que adora rosa mas é perturbada por um grupo
de garotas na escola que só usam preto. Infelizmente, o livro era sobre garotas
e o que elas vestiam, e como suas escolhas de roupas definiam suas identidades.
Mas depois que Maya virou a última página, eu conduzi a conversa para as
questões mais profundas do livro: meninas más e pressão dos colegas, e sobre
não seguir a maioria. Eu contei pra ela que minha cor preferida é o verde,
porque eu amo a natureza, e ela concordou com isso.
Em nenhum momento nós discutimos sobre as roupas, o
cabelo, o corpo ou quem era bonita. É surpreendente o quão difícil é se manter
longe desses tópicos com meninas pequenas, mas eu sou teimosa!
Eu falei para ela que eu tinha acabado de escrever
um livro, e que eu esperava que ela escrevesse um também, algum dia. Ela ficou
bastante empolgada com essa ideia. Nós duas ficamos muito tristes quando Maya
teve que ir pra cama, mas eu disse a ela para da próxima vez escolher outro
livro para lermos e falarmos sobre ele. Ops! Isso a deixou animada demais para
dormir, e ela levantou algumas vezes…
Aí está, um pouquinho de oposição a uma cultura que
passa todas as mensagens erradas para as nossas meninas. Um empurrãozinho em
direção à valorização do cérebro feminino. Um breve momento sendo um modelo a
ser seguido, intencionalmente. Meus poucos minutos com a Maya vão mudar a
multibilionária indústria da beleza, os reality shows que diminuem as mulheres,
a nossa cultura maníaca por celebridades? Não. Mas eu mudei a perspectiva de
Maya por pelo menos aquela noite.
Tente isto da próxima vez que você conhecer uma
garotinha. Ela pode ficar surpresa e incerta no começo, porque poucos perguntam
sobre sua mente, mas seja paciente e insista. Pergunte-a o que ela está lendo.
Do que ela gosta ou não gosta, e por quê? Não existem respostas erradas. Você
apenas está gerando uma conversa inteligente que respeita o cérebro dela. Para
garotas mais velhas, pergunte sobre eventos atuais: poluição, guerras, cortes
no orçamento para educação. O que a incomoda no mundo? Como ela consertaria se
tivesse uma varinha mágica? Você pode receber algumas respostas intrigantes.
Conte a ela sobre suas ideias e conquistas e seus livros preferidos. Mostre
para ela como uma mulher pensante fala e age.”
Gostou do artigo? Encaminhe seus comentários.
Postado por Michel Assali
27 novembro, 2013
Recursos didáticos - o livro
Olá, gente...
Em época de divulgação de
resultados de processos de aprendizagem tais como, ENEM, SARESP, vestibulares,
etc., é muito comum surgirem discussões e comentários a respeito dos recursos pedagógicos,
com destaque à comparação entre livros didáticos.
Nesse
sentido, o livro passa a ser o centro das atenções, tanto pelos professores
como pelos pais que, de modo geral e equivocadamente colocam nesse material boa
parte da responsabilidade da aprendizagem, acrescentando predicados de
qualidade e de crítica.
Completar
um livro, ou seja, trabalhar todos seus capítulos e suas páginas é indicador
muito pobre para definir a realização de um bom curso, qualquer que ele seja.
Um
livro é apenas uma coleção de tópicos, com exercícios e textos sob cada tópico,
impressos numa sequência, segundo seu autor. Autor esse, desconectado do
contexto escolar em que o livro será utilizado.
O
livro não sabe as prioridades pessoais ou escolares de um professor e nem
conhece os seus alunos. Um livro didático não consegue nem identificar
quaisquer prioridades mesmo através das linhas que agrupam todos os capítulos.
Independentemente
do quão bom um livro seja considerado, será
apenas uma ferramenta didática, assim como um filme, uma música, a internet,
etc. Um texto, seja ele em livro ou apostila de qualquer disciplina, não
passará de um recurso de apoio a objetivos claros e focados no aprendizado e
elaborado pelos atores diretamente ligados ao processo – os professores.
E
objetivos são proposições de pessoas para pessoas e não de ferramentas para
pessoas. Isto vale dizer que a qualidade de um ensino não está no valor da
ferramenta mas na sua utilização por pessoas que farão delas o sucesso.
Não
foi o carro “Ferrari” que produziu melhores técnicos em design e mecânica,
foram as pessoas que fizeram um “Ferrari” para excelência; Não é o dispositivo
“Apple” que melhora a qualidade das pessoas, mas as melhores pessoas melhoram a
qualidade do dispositivo “Apple”.
Portanto,
não são os recursos didáticos que fazem a qualidade de ensino. São as pessoas,
ou seja, os professores e educadores que constroem toda a excelência de um
ensino de qualidade.
Em
educação é preciso investir cada vez mais nas pessoas! São elas que fazem a
educação!
Pense
sobre isso e encaminhe seus comentários.
Postado
por Michel Assali
22 novembro, 2013
Armas da distração
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| Armas de distração em massa |
Olá, gente...
O acesso às novas tecnologias têm aumentado significativamente, principalmente entre os jovens, ocasionando um grande aumente do uso das redes sociais e exposição à quantidade considerável de estímulos visuais e sonoros.
Por um lado isso é muito bom na medida em que a democratização do acesso à comunicação e favorecido pela internet a todo cidadão. Por outro lado, essa tendência vem produzindo uma geração de distraídos, promovendo um acesso superficial à informação e , por consequência", uma superficialidade na produção de conhecimento.
Sites, blogs, microblogs, fotologs, vídeos, músicas, aplicativos, etc. Tudo junto e ao mesmo tempo, podem ser entendidos como "armas de distração em massa", com o perigo de produzir uma grande geração de distraídos.
E, tudo isso já está chegando à sala de aula, com muita rapidez.
Portanto, é conveniente perguntar:
¨- Estamos preparados para dar suporte e atendimento a esse jovem?
¨- Sabemos que novos hábitos e habilidades desenvolver para o século 21?
¨- Estamos suficientemente organizados e esclarecidos para a formação de novos hábitos educacionais?
¨- Os ambientes escolares viabilizam o envolvimento, compromisso e participação?
¨- A equipe de educadores está devidamente integrada para atuar utilizando as novas tecnologias na sala de aula?
- Num mundo dominado pela informação e pelo desejo de ser social, como deveria ser desenvolvido o pensamento dos alunos?
São tantos os questionamentos. E preciso que os educadores promovam essas e outras discussões com objetivos de produzir novas metodologias que possam contemplar essa nova geração digital.
Isso requer leituras, pesquisas, discussões e práticas.
É preciso enfrentar os desafios!
Você teria alguma sugestão ou questionamento para compartilhar.
encaminhe seus comentários!
Postado por Michel Assali
¨
18 novembro, 2013
Habilidades educacionais para o Séc. 21
Olá, gente...
Muito se tem falado sobre a educação para o Século 21, com ênfase nas novas tecnologias e, por consequência, a exigência de novos hábitos e habilidades a serem desenvolvidas. Porém, a definição dessas habilidades não são prerrogativas a serem desenvolvidas apenas nos alunos.
Todo o sistema de ensino de uma rede, seja pública ou particular, deverá estar engajado no processo, uma vez que os novos hábitos atingem a todos os participantes do processo, indistintamente. Pais, professores, governos e instituições precisam se ocupar de estudos necessários à organização e estrutura de uma escola que atenda às urgências da sociedade.
Não basta enunciar e anunciar as tendências, os conceitos e concepções educacionais. A tradução destes em ações e compromissos deverá se efetivar de forma a contemplar o direito de todos os estudantes visando alavancar uma educação de abrangente e de qualidade.
É preciso, discutir, dizer e fazer acontecer.
As habilidades mais discutidas e consensuais emanadas das necessidades sociais a serem desenvolvidas no Século 21, podem ser sintetizadas assim:
- Pensamento crítico e resolução de problemas: a capacidade de tomar decisões, resolver problemas e tomar as medidas e decisões necessárias.
- Comunicação eficaz: a capacidade de sintetizar e transmitir idéias nos formatos escrito e oral.
- Colaboração: a capacidade de trabalhar eficazmente com os outros, incluindo os de diversos grupos e com pontos de vista opostos.
- Compromisso e responsabilidade: capacidade de assumir suas atitudes e ações.
- Criatividade e Inovação: a capacidade de ver o que não existe e fazer algo acontecer.
Convém ressaltar que tais habilidades podem se desenvolver de forma diferente para cada aluno. Não podemos exigir que todo aluno desenvolva igual e eficazmente tais habilidades. Porém, a escola e a família terão que se unir para que cada aluno possa dominar pelo menos uma das habilidades.
Com o foco nessas habilidades faz-se necessário o desenvolvimento profissional docente, com o aperfeiçoamento do pensamento sistêmico, crítico e criativo do professor. As conversas e diálogos pedagógicos devem ser orientados para que os resultados sejam alcançados, possibilitando a melhoria da prática docente e a construção de um clima colaborativo de aprendizagem profissional.
Isso permite aprender com os colegas e aprender com os alunos.
Pense sobre essa questão e encaminhe seus comentários.
Postado por Michel Assali
06 novembro, 2013
31 termos da Neurociência que todo professor deve saber
Olá, gente...
As contribuições da Neurociência na educação e em especial na aprendizagem, tem possibilitado agregar ao trabalho docente novas concepções e conceitos sobre o funcionamento do cérebro e da mente, e seu impactos na elaboração de metodologias eficazes de aprendizagem.
Segue abaixo uma pequena lista de termos da Neurociência que o professor precisa conhecer para melhor iniciar seus estudos nessa área tão interessante e do conhecimento sobre educação.
31 termos da Neurociência que todo professor deve saber
Conhecimento
Isso se refere ao
processo mental pelo qual nos tornamos conscientes do mundo, que nos permite usar essa informação para
resolver problemas e fazer sentido do mundo. Este conceito é um pouco
simplificado, mas refere-se a cognição, ao pensamento e de todos os processos
mentais relacionadas ao pensamento.
Sistema Nervoso
Central
Esta é a porção do
sistema nervoso compreende o cérebro e a medula espinhal.
Axônio
Esta é a extensão
fibrosa minúscula do neurônio, trata-se
de uma extensão do corpo da célula, levando o sinal que chega ao corpo celular para
outras células alvo (neurônios, músculos, glândulas).
Cerebelo
Esta é uma grande
estrutura localizada na porção posterior de nosso encéfalo, e ligeiramente abaixo do cérebro e na parte superior ao tronco encefálico. Esta
estrutura é muito importante no controle motor, no equilíbrio e no planejamento
dos movimentos, bem como no aprendizado e memória sensorial,perceptiva e
motora..
Córtex cerebral
Esta é a camada mais
exterior dos hemisférios cerebrais do cérebro. O córtex controla toda a
atividade consciente, incluindo planejamento, resolução de problemas, linguagem
e fala. Ela também está envolvida na percepção e atividade motora
voluntária.
Dendritos
Extensões
protoplasmáticas que brotam principalmente dos corpos celulares de
neurônios. Dendritos captam os impulsos elétricos E os conduzem em direção
ao axônio do neurônio. Um único nervo pode possuir muitos dendritos. Os
dendritos podem aumentar em tamanho e número, em resposta às habilidades
aprendidas, experiências e armazenamento de informações. Novos dendritos
podem crescer como ramos de neurônios frequentemente ativados. Proteínas
especiais podem estimular o crescimento de dendritos.
Amígdala
Parte do sistema
límbico no lobo temporal. A amígdala se acreditava primeiro a funcionar
como um centro do cérebro para responder apenas à ansiedade e ao
medo. Quando a amígdala está num estado de tensão, o medo, a ansiedade ou
ativação induzida, a nova informação vinda através das áreas de entrada
sensoriais do cérebro não pode passar através do filtro afetivo da amígdala e
obter acesso aos circuitos de memória, sendo assim bloqueada. A amígdala é também
um modulador afetivo da memória.
Dopamina
Um neurotransmissor
associado com atenção, tomada de decisão, função executiva e de aprendizagem
relacionada a estímulos e recompensas. Exames revelam uma maior liberação
de dopamina, enquanto as pessoas se envolvem em ações de brincar, rir, fazer
exercícios físicos, ou receber o reconhecimento (por exemplo, o elogio) na
realização de atividades.
Funções Executivas
Processamento
cognitivo da informação que ocorre em áreas do córtex pré-frontal que exercem
controle consciente sobre suas emoções e pensamentos. Este controle
permite que a informação padronizada seja utilizada para organizar, analisar,
classificar, conectando, planejando, priorizando; fornecendo assim um seqüenciamento
com auto-monitoramento, auto-correção, avaliação, abstrações e resolução de
problemas. Atua concentrando a atenção e relaciona informações para as ações
apropriadas.
Ressonância Magnética
Funcional
Este tipo de imagem
funcional do cérebro utiliza as propriedades paramagnéticas de hemoglobina que
transporta oxigênio no sangue para demonstrar que as estruturas cerebrais são
ativadas e em que grau durante vários desempenho e atividades
cognitivas. Durante a maioria das pesquisas de aprendizagem, os indivíduos
foram examinados enquanto estavam expostos a ações visuais, auditivas ou,
estímulos táteis. O examine revelar em tempo real as estruturas do cérebro que
são ativadas por essas experiências.
Glia
Estas são células
especializadas que nutrem, dão sustentação, fazem a defesa e complementam a atividade dos neurônios no
cérebro. Os astrócitos são os mais comuns e parecem desempenhar um papel
fundamental na regulação da quantidade de neurotransmissores nas sinapses.
Massa ou matéria
cinzenta
A matéria ou massa cinzenta
refere-se à cor cinzento acastanhada dos corpos de células nervosas (neurônios)
do córtex exterior do cérebro, em comparação com a substância branca, que é
composta principalmente de células de suporte e feixes de axônios que fazem a
ligação. Os corpos de neurônios são mais escuros do que a outra matéria do
cérebro, de modo que o córtex ou camada exterior do cérebro aparece cinzento
escuro e é chamado de "matéria cinzenta" porque os corpos dos neurônios
são mais densos nessa camada.
Hipocampo
Um cume no chão de
cada ventrículo lateral do cérebro que é constituído principalmente por matéria
cinzenta, que tem um papel importante nos processos de memória. O
hipocampo tem entradas sensoriais e as integra com padrões relacionais ou
associativos de memórias pré-existentes, ligando assim as informações do novo
input sensorial em padrões armazenáveis de memórias relacionais.
Sistema Límbico
Este é um grupo de
estruturas funcionalmente ligadas ao desenvolvente no cérebro (incluindo a
amígdala, córtex cingulado, hipocampo, septo e gânglios basais). O sistema
límbico está envolvido na regulação da emoção, memória e processamento de
comunicação sócio-emocional complexa.
Memória de longo prazo
Memória de longo prazo
é a memória criada quando a memória de curto prazo é reforçada através da
análise e associação significativa com os padrões existentes e o conhecimento
prévio. Este reforço resulta em uma mudança na estrutura física dos circuitos
neuronais, com estabelecimento efetivo de sinapses.
Metacognição
O conhecimento sobre o
próprio tratamento e estratégias que influenciam sua própria aprendizagem, que
pode otimizar a aprendizagem de informações futuras. Depois de uma aula ou
de avaliação, a reflexão pode reforçar as estratégias eficazes quando as
crianças são solicitadas a reconhecer as estratégias de aprendizagem de sucesso
que elas usaram.
Mielina
A substância gordurosa
que cobre e protege os nervos. A mielina é uma camada de tecido que
reveste os axônios (fibras nervosas). Esta bainha em torno do axônio age
como um isolante, garantindo que o axônio aja como condutor em um sistema
elétrico, e, assim, permite que as mensagens enviadas pelos axônios não sejam
perdidas quando eles viajam para o próximo neurônio. A mielina aumenta a
eficiência da viagem do impulso nervoso e cresce em camadas, em resposta a uma
maior estimulação de uma via neural.
Mielinização
A formação da bainha
de mielina em torno de fibras nervosas.
Circuitos neuronais
Os neurônios se
comunicam uns com os outros, através do envio de mensagens codificadas através
de ligações eletroquímicas. Quando a estimulação de padrões específicos
entre os mesmos grupos de neurônios é repetida, os seus circuitos de ligação
(dendritos) tornam-se mais desenvolvidos e mais acessíveis a estímulos e
respostas eficientes. Este é o lugar onde a prática (estimulação repetida
das conexões neuronais agrupados em circuitos neuronais) resulta em recuperação
mais bem sucedida.
Neurônios
As células
especializadas do cérebro e do sistema nervoso com função de armazenamento,
controle e processamento das informações no interior do cérebro, medula espinal
e nervos. Os neurônios são compostos por um corpo principal da célula, um
único axônio importante para os sinais elétricos de saída e um número variável
de dendritos, para receber a informação codificada em todo o sistema nervoso.
Neuroplasticidade
Refere-se à notável
capacidade do cérebro para alterar a sua organização molecular, da
microarquitetura e funcionamento em resposta a ferimentos ou novas
experiências. A formação de dendritos e a destruição dos neurônios (poda) permitem que
o cérebro possa reformular e reorganizar as redes de conexões em resposta ao
uso aumentado ou diminuído destas vias.
Neurotransmissores
Moléculas (aminoácidos,
aminas ou purinas) do cérebro que são armazenados em vesículas nos neurônios e
que são liberados na fenda sináptica pelos impulsos elétricos que chegam na porção terminal do axônio (terminal
axonal). Uma vez liberado nessa fenda
sináptica, ligam-se a proteínas receptoras localizadas nos dendritos do neurônio seguinte na via. . Essa ligação
do neurotransmissor com o receptor na célula seguinte pode gerar um estímulo elétrico,
propagando o sinal, que assim vai viajando ao longo do próximo nervo. Os
neurotransmissores no cérebro incluem serotonina, o triptofano, a acetilcolina,
dopamina, e outros, que as informações de transporte através das sinapses e
também circulam através do cérebro, bem como hormônios, para influenciar
maiores regiões do cérebro. Quando os neurotransmissores estão esgotados,
pelo excesso de informação que viaja através de um circuito nervoso sem
interrupção, a velocidade de transmissão ao longo do nervo diminui para um
nível menos eficiente.
Numeracia
A capacidade de
raciocinar com números e outros conceitos matemáticos. Conceitos infantis
de número e quantidade contribuem no desenvolvimento da maturação cerebral e
experiência.
Occipital (áreas de processamento
e memória visual)
Esses lobos
posteriores processam a entrada óptica cerebral,
entre outras funções.
Oligodendrócitos
Os oligodendrócitos
são as células gliais que se especializam para formar a bainha de mielina em
torno de muitas projeções dos axônios, no SNC.
Lobos parietais
Lóbulos parietais ( um
em cada lado) processa dados sensoriais do cérebro, entre outras funções.
Padronização
Padronização é o
processo pelo qual o cérebro percebe os dados sensoriais e gera padrões,
relacionando a informação nova com material previamente aprendido ou a
segmentação do material em sistemas padronizados que tenha usado antes. A
educação possibilita o aumento dos
padrões que as crianças podem usar para conhecer, reconhecer e comunicar. Como
a capacidade de ver e trabalhar com padrões se expande, as funções executivas
são reforçadas. Sempre que um novo material é apresentado de modo a que as
crianças possam estabelecer relações, pode gerar uma maior atividade do
neurônio (formação de novas ligações neurais) e atingir padrões mais bem
sucedidos para a memória de armazenamento de longo prazo e de recuperação.
Córtex pré-frontal (de frente,
peças exteriores dos lobos frontais)
O córtex pré-frontal
(CPF) é um cubo de redes neurais com entrada e saída para quase todas as outras
regiões do cérebro. No CPF relacional, as memórias de trabalho ou de curto-prazo podem
ser mentalmente manipuladas e/ ou estimuladas para se tornarem memórias de
longo prazo e as emoções podem ser avaliadas de forma consciente. Quanto
às funções executivas, as redes dirigidas pelo CPF irão responder à entrada,
através dos mais altos níveis de cognição. Estas funções incluem a
avaliação da informação, previsão, ação, consciência emocional e resposta,
organização, análise, classificação, ligação, planejamento. O CPF atuará
priorizando o auto-monitoramento da sequência, a tomada de decisão consciente, a auto-correção, bem como a avaliação,
abstração, dedução, indução, resolução de problemas, focalização da atenção,
sendo capaz de relacionar informações para o planejamento e direcionamento das
ações.
Serotonina
Um neurotransmissor
utilizado para transportar as mensagens entre os neurônios. Muito pouca
serotonina pode ser uma causa de depressão e falta de atenção. A
ramificação dendrítica é reforçada pela serotonina secretado pelo cérebro
predominantemente entre a sexta e oitava hora de sono (REM).
Memória de curto prazo (memória de
trabalho)
Esta memória pode
armazenar e manipular informações para uso no futuro imediato. A
informação só é realizada em memória de trabalho por cerca de um minuto.
Sinapse
A sinapse é a unidade
processadora de sinais do sistema nervoso. Trata-se da estrutura microscópica
de contato entre um neurônio e outra célula (geralmente outro neurônio ou uma
fibra muscular), através da qual se dá a transmissão de mensagens entre as duas.
A fenda sináptica é o local onde os neurotransmissores como a dopamina, são
lançados, transportando as informações em todo o espaço que separa as extensões
do axônio de um neurônio a partir do dendrito que leva para o próximo
neurônio. Antes e depois de atravessar a fenda sináptica como uma mensagem
química, a informação é transportada em um estado elétrico quando se percorre o
nervo.
Mais...
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contribuição? Encaminhe para aumentarmos a lista.
Postado por Michel Assali
Postado por Michel Assali
01 novembro, 2013
Ensinar diferentemente
Olá, gente...
Sabemos que a
pressão por inovação na sala de aula tem sido uma demanda social com impactos
acentuados no trabalho docente. O que muita gente ainda não entende é que para
o professor, principal ator do processo junto ao aluno, a inovação na sala de
aula não é assim um procedimento fácil, mesmo que este tenha domínio de
conhecimentos e habilidades da docência.
Trabalhar com o
uso das novas tecnologias requer um apoio técnico de elevado nível e estruturas
físicas complexas. Porém o desafio maior reside muito mais nas metodologias
pedagógicas do que na instalação ou aquisição de equipamentos tecnológicos sofisticados.
Considerando a
grande dispersão da atenção provocada pelas tecnologias, o trabalho docente
exige preponderância para a formação de novos hábitos de pensamento e de formas
de estudar, bem como a diferentes e atualizadas concepções de currículos,
programas e avaliações.
E os desafios não
param por aí. Há que se pensar nas dificuldades de aprendizagem, na inclusão,
na superdotação, em fim, no todo e nas partes envolvidas no processo.
Ou seja, é preciso
de muito estudo, pesquisa e o desenvolvimento de habilidades e competências
para a formação docente do século 21.
Novas exigências
da docência:
1- Ao colaborar com outros
educadores, concentre-se nas
discussões sobre padrões e
avaliações ou
outros temas pedagógicos e menos em assuntos pessoais.
2- Ao colaborar com outros
educadores, enfatizar o que você tem em comum.
3- Experimente coisas novas.
Grandes professores estão sempre se adaptando às tendências
e exigências e dispostos a experimentar novas ideias. Se puder, envolva um colega nessa empreitada.
4- Incorporar o currículo para seus
alunos.
Faça o seu melhor para ver os alunos, famílias e comunidades
como o seu público primário e não colegas de seu setor, departamento ou prédio.
5- Estabelecer sempre um Planejamento
Pedagógico.
É nesse contexto que currículo, programa, recursos didáticos
e avaliação, prevalecem para um trabalho eficaz. Decorre dessa organização seus
limites e possibilidades de novas idéias e novas ferramentas.
6- Abrace a mudança da melhor maneira.
Sem estresse. As mudanças vem por aí e certamente vão mexer
com a zona de conforto. Não tenha receio nem ofereça tanta resistência.
Analise, critique mas extrai o que existe de melhor. Toda mudança incomoda,
porém faz com que seu conhecimento aumente.
7-Treine a troca de conhecimentos.
Pode parecer complicado, porém a troca de
conhecimento e experiências pedagógicas é fundamental em qualquer momento,
principalmente quando mudanças ocorrem.
As trocas são temerosas, pois exige das
pessoas envolvidas a exposição aos colegas ou grupo de trabalho, ocasionando
medos e insegurança em relação à sua avaliação profissional. Ora, se temos a
noção de que a avaliação visa aperfeiçoar uma situação, a exposição nas trocas
de idéias deve ser entendida como momento de crescimento profissional da
própria pessoa e do coletivo.
Sabemos que não é tão fácil, mas pode-se
desenvolver essa habilidade tornando a troca de idéias e experiências como
aspecto fecundo e proveitoso para a formação da identidade docente. Isso pode ajudar a superar
diferenças nas abordagens metodológicas, organização curricular entre
professores, níveis de ensino e áreas de ensino.
Ao contrário de
muitas profissões, tudo o que você acredita como educador está em exibição para
o mundo, e aberto ao elogio e crítica, que podem vir de todos os lados.
Devemos lembrar
sempre que mais importante do que toda a coleta de dados, ou estatísticas
elaboradas por diversos órgãos ou instituições, o grande desafio da
aprendizagem concentra-se na relação direta professor-aluno na sala de aula.
Pratique!
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Postado por Michel
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