02 Fevereiro, 2012

Ensinar o desejo do mar


Olá, gente...


Uma das melhores formas de gerar capital social positivo parece passar pelo fomento da “ação propositada” que decorre de dois fatores. O primeiro é o interesse pessoal, o querer - isto é, a noção clara do que se faz e porque se faz. O segundo é um forte sentimento de que a motivação é pessoal, intrínseca e da responsabilidade própria. A pessoa motiva-se. Não motiva a pessoa. Como podem as organizações e os seus líderes estimular a ação propositada dos colaboradores?

Ghoshal e Bruch apontam uma imagem de Antoine de Saint-Exupéry, o célebre escritor e aviador francês, autor de O Principezinho: «Se queres construir um navio, não mandes os homens para a floresta cortar madeira, aplaná-la e juntar as placas. Em vez disso, ensina-lhes o desejo do mar.»

Nesta perspectiva, em vez de arranjar soluções prontas, os gestores e professores devem suscitar questões e desenhar visões apelativas, ou seja, aflorar o desejo do mar.

O desejo do mar pode ser ensinado pelos seguintes meios:

-É necessário «dar espaço» às pessoas - para que elas criem interesses. Pessoas comandadas não têm escolha, não têm vontade (a não ser a de escapar ao controle!)

-É preciso, pois, que as instituições concedam liberdade de escolha às pessoas e que estas percebam que têm essa liberdade. Cada um dos autores deste livro pode dispor-se a fechar-se em casa durante uma semana para terminar a obra. Mas o sentimento seria seguramente de grande raiva e desconforto se o nosso «patrão» nos obrigasse a permanecer em casa para fazer o mesmo trabalho. O que nos perturba não é «ficar fechado em casa» - é «ser obrigado a ficar fechado em casa».

-É necessário facultar às pessoas a possibilidade de lidarem com proble¬mas difíceis - ainda que situados dentro do seu limite de capacidades. Por regra, os problemas fáceis não são sedutores. As mentes e os corações das pessoas são ativados por desafios complicados.

-É importante que as pessoas tenham destinos relevantes. É por essa razão que a organização deve clarificar o ponto que deseja atingir. E deve fazê-lo de uma forma que seduza os seus membros. É provável que, para isso, necessite de envolver as pessoas na determinação desse mesmo destino.

Quando o desafio é complexo e o destino partilhado, é mais provável que o esforço coletivo se sobreponha ao individual. O “nosso” trabalho passa a ser mais importante do que o “meu” trabalho.



In Cunha, Rego e Cunha (2007). Organizações Positivas, Lisboa: Dom Quixote e blog do Prof. José Matias Alves, de Portugal.

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Postado por Michel Assali

Começo de ano letivo


Olá, gente...
     Estamos iniciando mais um novo ano letivo... Apesar de todas e quaisquer expectativas as escolas públicas ou particulares acolherão seus alunos com a esperança de atender os objetivos das crianças, dos jovens, das famílias e das diferentes comunidades.
     A preparação da escola para esses novos alunos, requer momentos indispensáveis de reflexão e planejamento da equipe de educadores de cada unidade escolar. Avaliar criteriosamente o ano anterior, analisando os aspectos dificultadores e facilitadores da proposta pedagógica, possibilitará elaborar um planejamento cada vez mais eficaz e eficiente visando atender as necessidade do novo aluno e dos novos tempos.
     Isso exige seriedade e muito trabalho coletivo.
     É tempo de planejar...juntos

     Bom início de ano letivo e um excelente trabalho para todos

Postado por Michel Assali

03 Janeiro, 2012

Feliz Ano Novo!


Olá, gente...


Agora que começa o Ano Novo, que tal renovar promessas, encaminhar outras, elaborar novos planos, pensar no “Plano B”, idealizar ações, organizar pensamentos, enfim... Renovar, retomar, reviver, anunciar, seguir em frente!
A época é propícia para tais reflexões e encaminhar ações.
Vivenciamos o aspecto religioso e social do Natal e da Passagem de Ano. Curtimos a família, os amigos e os companheiros de trabalho.
De uma pausa agora para que você pense em VOCÊ. Isso mesmo, você!
Pesquisando em textos espanhóis, sugiro abaixo, propostas adaptada para desenvolver a criatividade e a felicidade:
- procure que todos os dias algo te surpreenda;

- procure surpreender pelo menos uma pessoa todos os dias;

- anote todos os dias o que te surpreendeu e como surpreendeste os outros;

- quando algo te parecer interessante, siga-o;

- reconheça que se fez alguma coisa bem feita, isso te dá prazer;

- para manter o prazer por algo, incremente a sua complexidade;

- deixe tempo para a reflexão e lazer;

- descubra o que mais gostas e o que odeias na vida;

- comece a fazer mais o que gostas e menos o que "odeias";

- descubra uma forma de expressar o que te faz mover;

- olhe os problemas sob todos os pontos de vista possíveis;

- acolha todas as ideias possíveis;

- procure ideias originais.
- lembre-se: a felicidade está em pequenos detalhes, pequenos gestos e pequenas ações.

Seja feliz!

(Csíkszentmihályi, citado por Alsina e outros (2009). 10 Ideias clave - El aprendizage creativo. Barcelona:Grao)

Postado por Michel Assali

22 Dezembro, 2011

Feliz Natal!

Olá, gente...
Após um ano intenso de trabalho, é momento de fazer uma pausa mental para que possamos apreciar tudo que construímos ou ajudamos a construir ao longo do ano de 2011. Se olharmos para trás veremos o caminho foi longo e que a caminhada não foi em vão. Em muito participamos, realizamos e superamos.
Os problemas, erros e contratempos fizeram parte da jornada e nos ajudam a corrigir nossa jornada além de nos motivar à superação dos desafios.
Aprendemos, convivemos e reaprendemos o tempo todo. Sem dúvida, a soma dos momentos felizes supera os demais. Portanto, fomos felizes!
Que o Natal preencha nossos corações com momentos de muita fé, paz, alegria e amor.
Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações!

Postado por Michel Assali


Natal: 7

Recados Animados de Natal







06 Dezembro, 2011

Problemas em educação: se não tê-los, como sabê-los?


"Penso que só há um caminho para a ciência ou para a filosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte vos separe - a não ser que encontrem outro problema ainda mais fascinante, ou, evidentemente a não ser que obtenham uma solução. Mas, mesmo que obtenham uma solução, poderão então descobrir, para vosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderão trabalhar, com um sentido, até ao fim vossos dias". Karl Popper


São os problemas e as perguntas que mobilizam a pesquisa e a evolução do mundo.

Logo, em educação assim como em qualquer outra atividade, os problemas devem ser sempre vistos como elementos mobilizadores das reflexões sobre as necessidades para que a educação avance sempre no sentido de garantir acesso, permanência e qualidade para as crianças e jovens.

Nesse sentido, enfrentar problemas e encontrar soluções deverão ser habilidades a serem desenvolvidas com o emprego de posturas e ações tanto heurísticas como quanto científicas. Para tanto todas as formas de dados e informações a respeito de um problema devem estar disponíveis sob a forma de diversos canais de informação e comunicação, para todos os segmentos da instituição escolar: alunos, pais, professores, gestores e órgãos centrais e de controle.

Além disso, a criação de espaços e tempos para as discussões e propostas de soluções dos problemas específicos da escola, deverão integrar o calendário escolar, com objetivos de subsidiar a elaboração de planos de ações exequíveis, com acompanhamento, controle e avaliação, visando a consecução de objetivos da comunidade escolar.

Os problemas unem forças, transformam a informação em conhecimento, produzem alternativas e soluções, mobilizam, enriquecem e ensinam.

Portanto, não tenhamos medo. Que venham os problemas!

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Postado por Michel Assali

30 Novembro, 2011

Conselho de Classe e Série: espaço e tempo de avaliação e tomada de decisões



Olá, gente...

Final de ano letivo requer dos educadores predisposição pegagógica para o encaminhamento dos trabalhos de encerramento e diversas tomadas de decisões tendo em vista o processo da avaliação escolar.
A avaliação, enquanto processo referencial, interativo e formativo, deve ser compreendida como uma ação capaz de fornecer informações precisas e qualitativas sobre os processos de aprendizagem, visando produzir tomadas de decisões que se traduzam em ações conjuntas para a melhoria da aprendizagem e do desenvolvimento das potencialidades do aluno.

O Conselho de Classe, Série e Termo, que ocorre ao final de cada bimestre ou trimestre, tem como objetivo realizar a análise do processo ensino-aprendizagem, levantando hipóteses sobre a situação individual e coletiva do desempenho dos alunos. Deve ser visto como um meio, uma ferramenta, um indicador das dificuldades e avanços dos alunos, bem como um instrumento para avaliar a eficácia e eficiência dos planos de ensino e do trabalho docente.

Neste sentido, a participação de todos os docentes no referido Conselho é fundamental para que se possam realizar as intervenções necessárias e imediatas, oferecendo-se todas as possibilidades para que a aprendizagem ocorra, tendo em vista o sucesso do aluno.

A participação da equipe docente, liderada pelos gestores da escola, não tem apenas caráter legal uma vez que possibilita ao desenvolvimento de responsabilidades para com o processo, pois favorece:

- a postura do educador frente ao processo ensino-aprendizagem;
- a coerência entre prática pedagógica e a proposta da escola ;
- aproximação e melhor relacionamento entre professor e aluno ;

- a coerência entre critérios de avaliação adotados pelos diferentes professores;

- as intervenções necessárias nos aspectos relacionados à recuperação contínua, reforço ou atividades diversificadas visando a superação das dificuldades de aprendizagem.

- levantamento de grupos de alunos, para encaminhamentos ao reforço e atendimento especial do professor na recuperação contínua ou recuperação paralela;

- acompanhamento de todo o processo ensino-aprendizagem pela coordenação pedagógica para atuação imediata, orientando o professor sobre sua didática, metodologia e critérios de avaliação.

Após o Conselho, os dados coletados devem ser traduzidos em representações gráficas, relatórios de acompanhamento, tendo em vista o planejamento da etapa ou ano letivo seguinte, de forma a permitir uma visão geral dos resultados, para redirecionamento da ação e intervenção pedagógica.

Esse procedimento de análise permite que a equipe escolar se auto-avalie, elabore propostas alternativas e priorize ações, para que todos tenham oportunidade de aprender, garantindo o direito do aluno a um ensino de qualidade e o cumprimento da Proposta Pedagógica.

"A ética só é eficaz quando criamos condições para que as identidades se construam pelo desenvolvimento da sensibilidade e pelo reconhecimento do direito à igualdade." (Parecer CEB l5/98. Mello).
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Postado por Michel Assali

17 Novembro, 2011

EaD e as novas tecnologias (I)


É inegável que as novas tecnologias da informação e comunicação potencializaram a Educação à Distância (EaD), propiciando um conjunto de recursos favoráveis ao crescimento dessa modalidade de ensino.


Jamais na história mundial houve tanta comunicação escrita e oral entre pessoas que habitam espaços distantes e diferenciados e que nunca tiveram contato presencial.

Estas novas ferramentas, integradas nas tecnologias de comunicação já existentes, abriram inúmeras oportunidades de fazermos parte de grupos, comunidades e salas de aula virtuais.

A possibilidade de interação neste aspecto se dá por meio dos ambientes virtuais de aprendizagem que ao serem bem desenhados, estruturados, avaliados e subsidiados por equipes especializadas, podem desenvolver um educação a distância de excelente qualidade.

A interação no ciberespaço permite desenvolver diversas habilidades necessárias à formação de competências básicas para a formação do aluno no ensino superior e atender ao desenvolvimento individual e às exigências das demandas profissionais do mercado.

Neste aspecto, as tecnologias digitais têm um duplo papel: propiciam trocas em múltiplas direções e, ao mesmo tempo, lançam novidades que desafiam constantemente os grupos a analisar e explorar as possibilidades abertas por elas, auxiliando na tomada de consciência de que se está em um processo de aprendizagem constante e sempre inacabado.

Neste sentido, a diversidade de ferramentas que a internet disponibiliza e a forma de como a informação é distribuída e entregue aos participantes da EaD, favorecem uma mudança de paradigmas no ensino e aprendizagem, por caminhos nunca antes percorridos, possibilitando uma viam de mão dupla entre os processos cognitivos individuais e coletivos, promovendo a autonomia, seleção e organização de um novo jeito de aprender.

Ao contrário do que alguns críticos vêem nessa modalidade de ensino, as formas de aprender pela EaD, se aproximam cada vez mais da forma como os seres humanos interagem e constroem sua inteligência e seu desenvolvimento cognitivo, não diferindo das princípios e concepções de educação da LDB 9394/96.

Postado por Michel Assali

10 Novembro, 2011

Ensino a distância e interação (II)

  
   Considerando que os maiores desafios da EAD consistem em “aproximar” os alunos para que se sintam incluídos e pertencentes a um grupo de estudos ou de trabalho, as novas tecnologias da informação e comunicação possibilitaram aprofundamento de estudos e pesquisas visando criar ambientes virtuais de aprendizagem que pudessem substituir ou compensar as “distâncias” e gerar aprendizagens.
   As preocupações com um planejamento que estruture uma seqüência didática e a previsão de recursos materiais e tecnológicos, que possam facilitar e estreitar os processos de interação e diálogo com o aluno, compõe aspectos fundamentais para o sucesso do EAD.
   Neste sentido, as novas tecnologias mediadas principalmente pelo uso computador e internet podem proporcionar a criação da Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador (ACAC), tendo em vista a quantidade de ferramentas que favorecem o sentimento de pertinência a um grupo de estudos, por conseguinte à vinculação de atividades colaborativas.
   Tendo por fundamentação teórica as concepções de aprendizagem baseadas no construtivismo de Piaget e no sócio interacionismo de Wygostsky, a EAD pode atingir plenamente os objetivos da aprendizagem, uma vez que bem planejados, estruturados e avaliados.
   As novas tecnologias permitem o emprego de diversas ferramentas que agregam tanto os meios de comunicação clássicos como os meios de comunicação em massa, uma vez que disponibilizam: textos, guias, artigos, teses, áudios, vídeos, correio eletrônico, fórum, listas de discussão, portais, site e blogs como ferramentas assíncronas, assim como, teleconferências, videoconferências, chats, etc., como ferramentas síncronas.
   A organização e disponibilidade dessas ferramentas possibilitam desenvolver no ambiente virtual de aprendizagem um espaço que dialogue com o aluno facilitando a interação e dando suporte à construção eficaz de sua aprendizagem.
   Portanto a construção de um ambiente virtual de aprendizagem deve levar em conta aspectos para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e não cognitivas, fazendo com que o aluno seja constantemente desafiado, interessado e nunca se sinta isolado.
   É inegável a grande contribuição das novas tecnologias para a EAD, se constituindo como uma modalidade perfeita e suficiente para gerar conhecimento e aprendizagem. Porém, por si somente não terão tanta eficácia e eficiência para provocar, motivar à aprendizagem.
   A figura do professor, tutor, mediador, torna-se fundamental para completar o processo e aprimorar os resultados, promovendo a interação e o trabalho colaborativo. Analogamente a um ”técnico de time de futebol”, o professor tutor, mediador, tem papel fundamental, estimulando, provocando, intervindo e facilitando a comunicação entre os envolvidos nos processos interativos síncronos e assíncronos dos ambientes virtuais de aprendizagem.
   Nesse sentido, a moderação, o planejamento, os materiais didáticos e as ferramentas do AVA, tendem a produzir um ambiente de estudo prazeroso, instigador, interativo e colaborativo, onde todos ganham e todos aprendem.

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Postado por Michel Assali