EDUCADORES

26 setembro, 2016

10 dicas para tornar suas apresentações mais efetivas



Olá, gente.

Pesquisando em diversos sites e blogs o tema apresentações para aulas, palestras, reuniões, etc., é possível verificar uma vasta literatura sobre a utilização das tecnologias como ferramentas poderosas de comunicação.
Softwares como Power point, Sway, Google apresentações, Prezi, Keynote, entre outros, possibilitam uma série de recursos para tornar as apresentações muito interessantes.

Porém, se não for bem utilizada a apresentação tende a ser enfadonha, chata e sonolenta. Encontrei no Blog Efetividade algumas dicas e acrescentei outras obtidas em livros especializados as quais compartilho como vocês, com o objetivo de melhorar uma apresentação.

Aí vão as dicas:

1-Os slides não são a apresentação. Nunca esqueça que a atenção deve estar em você, e não nos slides. Você não deseja competir com eles pela atenção do seu público.

2- Procure permanecer no lado esquerdo da tela – onde se iniciam as frases ou palavras nas telas. É o ponto onde os olhos da plateia iniciam a leitura, deixando você em destaque para ser bem visto.

3-Siga uma sequência lógica. Se possível, comece rabiscando num papel quais os pontos que você precisa abordar.

4-Seja legível. Se você vai escrever algo no slide, todo mundo precisa conseguir ler. Mas escreva o mínimo possível. Use fontes sem serifa (Arial, Verdana, Helvetica…) nos títulos, e serifadas (Garamond, Goudy, Palatino…) no conteúdo.

5-Siga a regra dos 10, 20 e 30. O primeiro número (10) refere-se à quantidade aproximada de telas a compor a apresentação; o segundo número (20), ao tempo aproximado em minutos para a duração da apresentação; o terceiro número (30) refere-se ao tamanho aproximado da fonte (letra) a ser utilizada no slide.

6-Slide não é relatório. Se você precisar comunicar um longo conteúdo textual, imprima-o e entregue à plateia – se possível, antes do início da apresentação. Nos slides, sempre que possível, substitua as palavras por um gráfico ou imagem, para complementar o que você vai dizer.

7-Menos é mais - especialmente quando estamos tratando de efeitos visuais e sonoros. Faça todos os itens do slide aparecerem ao mesmo tempo – ninguém na plateia espera ser surpreendido 90 vezes durante a sua apresentação.

8-Distribua um folheto – antes! - a não ser que sua intenção seja fazer surpresas, distribuir um folheto com todos os slides ANTES da apresentação ajudará a manter as pessoas prestando atenção em você, e não no slide. Se você tem dúvidas se o público prestará atenção na apresentação se já tiver imagens de todos os slides em mãos antes da apresentação, há algo errado com a apresentação, ou com o público.

9-Conheça as estatísticas – estudos recentes mostraram que apresentações de slides apenas com títulos, gráficos e imagens levam a uma retenção de conteúdo 28% maior que a dos slides tradicionais com listas de itens, e uma capacidade 78% maior de aplicar a informação recebida.

10-Lembre-se - você é a apresentação principal e não as suas telas pu slides.

Existem por aí outras e novas dicas. Você tem mais a contribuir?
Encaminhe para compartilhar bem como seus comentários


Postado por Michel Assali

19 setembro, 2016

10 passos a considerar na elaboração de um projeto educacional envolvendo alunos.

Olá, gente...


Diversos alunos me procuraram para uma rápida orientação sobre a construção de projetos educacionais eficazes. Comentei sobre os principais aspectos a serem considerados na elaboração de projetos, sugeri literatura a respeito do tema e comentei a respeito da postagem que publiquei no blog em 2014, a qual reproduzo abaixo.

Tenho insistido em diversos momentos que todo professor ou pedagogo, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, de forma a garantir a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe. Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho em esforços para produzir educação, ou seja, se envolver em elaborar projetos inovadores que produzam ações de impactos na aprendizagem e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência concretiza os ideais de qualificar cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência.
Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo, um “passo a passo” com sugestões e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais.

Confira: 10 passos a considerar na elaboração de um projeto envolvendo alunos.

1.            Regimento da escola: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais da escola considerando o sistema de avaliação, o registro de notas ou menções, as disciplinas envolvidas e o período mensal de vigência da atividade no calendário escolar.

2.            Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

3.            Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de ideias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

4.            Lista de conceitos, saberes e habilidades: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos, saberes e habilidades que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

5.            Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno. 

6.            Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E, se possível, registrados por escrito evidenciando a responsabilidade de cada um.

7.            Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalharem juntos para descobrir o que produzirão ao final das ações e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, controle e orientação, contribuindo nas intervenções e correções de rumo, solução de problemas e tomadas de decisão.

8.            Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

9.            Apresentações: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

10.         Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranquilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota ou menção representativa da avaliação do projeto.

Convém mencionar que esses passos poderão ser agrupados em pequenos blocos com mesmos objetivos e não nenhuma intenção em criar dificuldades na elaboração de um projeto, mas lembrar ao leitor a reflexão sobre tais aspectos.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros passos?
Encaminhe para partilhar.


Postado por Michel Assali

12 setembro, 2016

Pare com isso, educador!

Olá, gente...


Atendendo a algumas solicitações de colegas coordenadores, estamos postando novamente o texto “PARE com isso” no sentido de contribuir com materiais para discussões nos horários de trabalho pedagógico das escolas e outras atividades pedagógicas. Inexiste a intenção de ditar normas, regras ou concepções de educação exigindo para tanto a necessidade de pesquisas de aprofundamento.

Igualmente não existe nenhuma intenção de crítica ao professor nem aos sistemas e modelos de ensino, mas apenas o ensejo de provocar reflexões sobre a rotina escolar, que possam resultar em ações de melhoria e inovação.

Então, vamos parar com algumas coisas:

- Pare de modelar a localização do aluno na sala. Permita que cada aluno seja responsável pela sua aprendizagem.
- Pare de impedir que os alunos possam usar smartfones. O problema não está na tecnologia, mas, no modelo de ensino e aprendizagem.
- Pare de racionalizar tanto o processo educacional, utilizando gráficos estatísticos para explicar e justificar problemas. O processo é mais humano que técnico.
- Pare para rever os momentos chatos e inaproveitáveis da aula. É possível transformá-los em momentos ricos de aperfeiçoamento profissional e melhorar a qualidade da aprendizagem.
- Pare de tratar os melhores professores, como meros cumpridores da obrigação. Incentive, elogie e aprenda com eles.
- Pare de responsabilizar somente você pelo insucesso da aprendizagem. Além de outros fatores, mostre a cada aluno que também é responsável por seu sucesso.
- Pare com as aulas improdutivas e monológicas. Procures desenvolver aprendizagens significativas e evolventes que despertem interesse e curiosidade.
- Pare de realizar provas apenas para classificar, mas que sejam indicadoras de intervenções necessárias visando superação de dificuldades e aumento da qualidade de ensino.
- Pare de simplificar o ensino e a aprendizagem e procure elevar as expectativas e os níveis de compreensão e melhoria.  
- Pare com aulas chatas e tristes. Promova a alegria, a curiosidade e a capacidade de fazer a pergunta certa no momento certo.
- Pare de considerar que pais e comunidades nada têm a contribuir na vida escolar. Convide-os a desenvolver temas e palestras considerando seus talentos individuais e conhecimentos profissionais.
- Pare de demonizar as mídias sociais e use-as a seu favor. Vídeos, podcasts, imagens, textos, etc, se tratados de forma pedagógica podem se transformar em poderosos recursos pedagógicos de aprendizagem.
- Pare de considerar apenas os professores como únicos responsáveis pelos problemas de aprendizagem. Faça um exercício de observação de sistemas, mas não espere o sistema ideal para começar a trabalhar bem.
- Pare de reclamar tanto dos gestores e administradores. Faça muito bem sua parte exija com justificativas relevantes as necessidades para um trabalho de qualidade.
- Pare de tratar a educação como apenas um serviço. Considere os objetivos da educação como possibilidades de auto-conhecimento permitindo sua visão de mundo.

Portanto, pare com isso!

Se você tem mais contribuições, encaminhe, por favor.
Vamos compartilhar!


Postado por Michel Assali

05 setembro, 2016

Atitudes do professor em desafiar a si mesmo


Olá, gente...


Desafiar a si mesmo é uma atitude que extrapola os atletas olímpicos. Todos os mortais e não somente os “deuses do Olimpo”, precisam pensar e repensar em desafios e projetos para a vida profissional e social.

A velocidade e dinamismo da sociedade impactam a escola e, mais do que nunca, impõe ao professor novos desafios e a necessidade de reinventar-se como educador em busca de novas competências profissionais para a educação do século 21.
Já tratamos dessas questões em diversas postagens anteriores, bastando que você acesse esses post no blog.

Pensando ou pouco mais sobre o trabalho docente, sugerimos abaixo uma lista de atitudes que o professor busque em desafiar a si mesmo. Cada item pode ser discutido e desenvolvido pelo leitor de acordo com seus interesses, possibilitando assim temas para pesquisas e artigos sobre a formação docente. Lembre-se que a repetição de nossas atitudes formam nossos hábitos. E nossos hábitos formam nossa vida.

A ordem da lista abaixo é aleatória. Cabe a você estabelecer a importância e a prioridade dos itens.

Atitudes do professor em desafiar a si mesmo:

- Certifique-se de cada unidade tenha um tema significativo em pelo menos uma das aulas da semana.
- Constantemente leia artigos que envolvam temas sobre o trabalho e papel do professor na sala de aula.
- Descrever a abordagem sobre aprendizagem que você mais utiliza em sala de aula e discuta com algum colega nas reuniões pedagógicas.
- Quando em contato com alguns dos pais verifique se este têm alguma  ideia de como você desenvolve a aprendizagem da sua turma.
- Valorize as perguntas e também as respostas de seus alunos e caso seja necessário e motivador, pontue essas ações.
- Conheça modelos de aprendizagem com o uso das TICs, tais como o Ensino Híbrido.
- Livre-se da mesa do professor por completo.
- Participe por sua própria conta em cursos, seminários, etc. com colegas de trabalho.
- Leia um conteúdo ou artigos sobre educação que tratam de temas opostos ao que você acredita.
- Sorria para cada estudante, todos os dias.
- Prepare a aula todos os dias. Quanto mais preparo, menos estresse na sala.
- Fique em casa quando estiver doente.
- Crie junto com seus alunos novos modelos de instrumentos de avaliação.
- Admita quando você estiver errado.
- Mostre-se honesto e coerente nas reuniões de equipe.
- Execute completamente cada unidade do livro ou material didático adotado.
- Coloque altas expectativas em relação aos seus alunos.
- Compartilhe textos, vídeos e sugestões didáticas sobre ensino e aprendizagem.
- Pense em aulas completamente diferentes do seu habitual, começando como se fosse recém formado.
- Comece a aprender uma nova língua.

Se você achou a lista interessante, compartilhe!
Caso tenha algo a acrescentar encaminhe nos comentários do blog.

Postado por Michel Assali



29 agosto, 2016

Mensagens que o aluno precisa ouvir do Professor



Olá, gente...


Diante de todas as turbulências da sociedade e velocidades das tecnologias que impactam a escola e a sala de aula, os relacionamentos entre professor e aluno tornam-se difíceis e desafiadores exigindo dos professores aperfeiçoar o trabalho individual e coletivo e revisão de conceitos teóricos e práticos de docência.

Dentre as diversas questões, realizamos uma coletânea de mensagens que os professores podem usar para desarmar as relações professor-aluno e ajudar a construir relacionamentos alunos que podem durar por muito tempo.

Experimente!

- Não é o quanto você sabe, mas o que você faz com o que você sabe. Sei que isso pode ser difícil agora. Mas isso contribui para criar novas habilidades para outros temas.

- Eu me importo com você. E aqui é o lugar e a aula que planejei para você.
A palavra "inteligente" não significa nada. Então, eu e você não a usaremos mais.

- Você faz parte do nosso objetivo. Acredito que você pode fazer grandes coisas e, eu estou aqui para ajudá-lo a fazer.

- O passado é o passado, hoje é hoje. Fracassos passados ​​ou erros sumiram. Se o passado é verdadeiramente relevante para hoje, vamos usá-lo como aprendizagem.  Caso contrário, vamos superá-lo e seguir em frente.

- Sua pontuação numa prova reflete uma pequena parte de seu verdadeiro potencial. Você é muito mais que isso.

- Você tem que se cuidar mais que apenas esperar pena dos outros. Você é capaz de superar suas dificuldades.

- Se você realmente se preocupa com a qualidade do que você diz e faz na vida, tudo se torna mais fácil.

- O mais  importante competidor com você é você mesmo. Você está em sua própria jornada. Não compare o capítulo 2 da sua jornada com a de alguém que esteja no capítulo 8 da dele.

- Você deve se sentir confortável durante a aprendizagem. Caso contrário converse com seu professor a respeito disso.

- Os erros nos ajudar a crescer. Somente ao reconhecê-los, aprendemos a superá-los, pois assumir riscos implica em cometer erros. Veja o caso dos atletas olímpicos.

- Eu também sou um ser humano, uma pessoa.  Eu ensino, mas eu sou muito mais parecido com você do que você pensa. Às vezes eu vou cometer erros. Às vezes eu vou precisar da sua ajuda.

- Neste momento eu sou o seu (sua) professor (a) para a vida. Se você precisar estarei aqui e no futuro em alguma parte da vida.

- Você é o mais importante para mim. Acompanho, vejo e ouço o que você faz ou deixa de fazer. E isso afeta minha vida e sua vida.

- Você é capaz de ser o que desejar. Às vezes poderá ser difícil, mas nunca impossível.

Você teria mais alguma contribuição? Encaminhe para aumentarmos essa lista.


Postado por Michel Assal

22 agosto, 2016

A importância de ensinar e desenvolver habilidades sócio-emocionais (Parte II)

(Continuação da Parte I)

Olá, gente...


A sociedade superou a fase da subsistência e começa a exigir novas habilidades, incluindo-se nessas exigências as habilidades sócio-emocionais, com impactos sensíveis nas relações e redes sociais.

A escola tem um grande poder em contribuir com a modificação dos comportamentos sócio emocionais, razão pela qual é um ambiente propício e privilegiado para esse desafio.
Trabalhar e desenvolver as competências emocionais não é tarefa tão simples ao professor.
Um investimento na formação docente se faz necessária na elaboração de um novo currículo dos cursos de graduação para o magistério e, principalmente, na formação e treinamento em serviço para os docentes que já atuam profissionalmente. E os investimentos não serão poucos.

Os desafios para que as competências emocionais sejam viabilizadas são enormes, pois é preciso considerar que:
- Identificar conhecimentos e competências de maior relevância
- Inexistência um arcabouço de dados sobre essas competências;
- É preciso elaborar e estabelecer uma taxonomia sobre esse conteúdo;
- A necessidade de formular critérios e conceitos de mensuração das habilidades e competências;
- Contribuir a redesenhar a política educacional.

A escola tem as condições para iniciativas um trabalho nesse alinhamento, sem esperar que medidas centralizadas possam demandar obrigatoriedades para o trabalho. Porém, para isso se faz necessário que o grupo escola esteja sensibilizado para essa questão e elabore um pequeno projeto para melhor organizar o trabalho.

A Olimpíada 2016 em muito contribuirá para o desenvolvimento dos conteúdos emocionais. A   preparação dos atletas é um excelente exemplo para motivar e desenvolver nos alunos esses conteúdos, que requerem não apenas preparação física. Inclui-se aí, a organização das Olimpíadas, notadamente os espetáculos da abertura e encerramento do evento.

 Como sugestões é possível pensar em temas  que sugerimos abaixo ou elaborar e adequar novos temas:

Quanto aos relacionamentos:
 - Empatia – amabilidade – gentileza;
 - Respeito
 -Confiança
 - Modéstia – gratidão

Quanto à resiliência emocional:
- Tolerância ao estresse
- Autoconfiança
- Tolerância à frustração

Quanto à autogestão (longo prazo):
- Determinação
- Organização
- Foco
- Persistência
- Responsabilidade

Quanto à abertura ao novo (longo prazo):
- Curiosidade
- Imaginação criativa
- Interesse artístico
- inovação e criatividade

Não é necessário que a escolha trabalhe todas essas habilidades de uma só vez.  É muito importante conhecer os interesses das crianças e selecionar as habilidades de maior relevância para aquele grupo ou escola.

Pense sobre isso, compartilhe e encaminhe sugestões e comentários.

Postado por Michel Assali







15 agosto, 2016

A importância de ensinar e desenvolver habilidades sócio-emocionais. (Parte I)


Olá, gente...


Sabemos muito bem da importância do desenvolvimento das habilidades e competências cognitivas nos processos de aprendizagem. E que as políticas públicas destinam de recursos com base nas avaliações externas aplicadas, com a finalidade de aperfeiçoar os sistemas e redes de ensino, visando o aperfeiçoamento e a formação continuada de seus profissionais, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino.


Porém, pouco tem sido discutido e considerado o desenvolvimento das habilidades e competências não cognitivas, ou seja, as competências sócio-emocionais, relacionadas com a concepção de “saber conviver”, para “saber ser”, tais como, a motivação, autonomia, equilíbrio emocional, relacionamentos interpessoais, etc.

São competências a serem desenvolvidas e avaliadas com a finalidade de suscitar reflexões, direcionamentos e elaboração de projetos, tendo em vista seus impactos na qualidade da escola e na formação da personalidade. É certo que ninguém discorda da importância dessas competências, mas pouco tem sido valorizadas e sequer mensuradas, nas reflexões sobre resultados de desempenho das avaliações internas e externas.

Ações como, o de ampliar período escolar, currículos adequados, engajamento social, integração do corpo docente, envolvimento real da comunidade, integração dos setores e níveis e modalidades de ensino, entre outros, poderão se constituir em elementos relevantes para a elaboração de novos projetos e ações de políticas públicas eficazes em educação.

“Se ignorarmos as competências comportamentais, acabamos fazendo políticas públicas insuficientes para a educação, como a escola tem feito hoje em dia”, disse o professor de economia da Universidade de Chicago e Prêmio Nobel de Economia, James Heckman.

Somente conhecimentos conceituais não serão suficientes para as transformações desejadas para uma educação de qualidade. A necessidade de maiores investimentos no desenvolvimento de habilidades e competências emocionais no interior da escola poderá se constituir uma ferramenta importante para alavancar inovações necessárias aos novos desafios da educação. 

Na próxima postagem explicitaremos as principais habilidades sócio-emocionais que, na nossa modesta opinião, deveriam ser desenvolvidas na escola.


Pense sobre isso. Deixe seu comentário!

Postado por Michel Assali

08 agosto, 2016

Coisas que irão desaparecer da sala de aula nos próximos 10 anos


Olá, gente...


O mundo está em constante mudança e a sociedade também. Temos contemplado mudanças na tecnologia, inovações nas igrejas, nos modelos de transporte de táxis, em hábitos de consumo, etc.

A educação, politicamente centralizada nos governos, oferece grande resistência às mudanças, pois o controle é muito rígido, mas dificilmente escapará de sofrer tais impactos mesmo que o tempo para isso seja mais longo.

Novas metodologias, ensino personalizado, ensino híbrido, uso das tecnologias da informação e comunicação, etc. estão aí, na sala de aula, provocando professores e alunos e motivando à elaboração de novas formas de ensinar.

Essas tendências farão com que determinados aspectos didático pedagógicos, tenham seu dias contados, ou seja, fadados a desaparecer da sala de aula, nos próximos 10 anos.

- Aula explicativa
A aula explicativa tende a ser substituída por vídeos gravados que o aluno pode assistir em outros ambientes diferentes da sala de aula. Durante a aula, o professor pode interagir diretamente com as dificuldades e dúvidas de compreensão do aluno durante as atividades coletivas ou grupais quando de trabalhos decorrentes de desafios, elaboração de projetos ou solução de problemas, favorecendo um ensino mais personalizado.

- Boletins de notas
Os boletins de notas que apenas servem para uma visão superficiais do desempenho do aluno,  serão substituídos por relatórios que evidenciem fácil e fielmente as situações de aprendizagem.  
Logicamente isso exigira novas concepções no formato e número de alunos por classe e em capacitação dos professores.

- Provas
Os instrumentos de avaliação onde o aluno estuda apenas para obter a nota tende a ser substituído por novos e adequados modelos, que identifiquem com maior exatidão suas reais dificuldades para a melhor intervenção docente e uma avaliação eficiente e eficaz.

- Horários tradicionais
Assim como o ensino personalizado sob medida para atender às diferenças individuais,  também um horário flexível tende a ser implementado visando atender ao melhor desempenho de cada aluno conforme suas habilidades e ritmo de aprendizagem.

- Material escolar
Conhecimento e informação estão sendo cada vez mais organizadas de novas maneiras. Busca  de conteúdos, redes sociais, blogs, mensagens, revistas digitais e outras tecnologias estão se tornando uma nova forma para organização do conteúdo e de parte do material escolar de que o aluno necessita.
- Mesa do professor
A mesa do professor será muito mais virtual que física, considerando que todos os acessórios e utensílios de que precisa, estarão na palma da mão com comandos diretos ao equipamento dos alunos nos diversos recursos e dispositivos tecnológicos, como o smartfone, tablet e etc.
- Carteira do estudante
Considerando as intervenções, interações e deslocamentos de alunos, mobilizados por ensino baseado em projetos ou em problemas, as carteiras individuais não farão sentido aos novos formatos e organização das futuras salas de aula.
- Armários
Ficarão somente para a educação infantil e séries iniciais do Ensino fundamental. Já para o Ensino Médio estes já podem estar desaparecendo em sua escola. Serão gradativamente substituídos pelas “nuvens” digitais com grande capacidade de armazenamento de dados. Adeus ao papel!
- Livros didáticos
Os conteúdos dos livros didáticos serão gradativamente disponibilizados em dispositivos tecnológicos fixos e móveis, permitindo seu acesso na escola e em casa, sob a orientação e moderação do professor, agindo como um curador de conteúdos.

Tem mais alguma coisa que possa ser acrescentada?
Encaminhe para compartilhar ou deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali



01 agosto, 2016

Fim das férias! Volta às aulas e ao trabalho!


Olá, gente...

O período de férias é integrante do período do trabalho. Portanto, se as férias foram inventadas para quem exerce um determinado trabalho, logo, férias é trabalho.

Pensando assim, como ficam as férias decorrentes do trabalho doméstico, aquele exercido por valentes mulheres (e até alguns homens), que triplicam sua jornada diária?

De qualquer forma, estamos de volta ao período letivo do 2o. semestre de 2016, que como sabemos passará "voando", impondo aos educadores maior foco e atenção para a condução do planejamento do trabalho.
Logo após as Olimpíadas, teremos o evento das Eleições municipais, ocupando todos os noticiários e deixando a sensação de um semestre muito mais curto.

Portanto, voltemos com muita fé e esperança para que possamos realizar cada vez mais o melhor trabalho da nossa vida.
Vamos em frente e um bom trabalho a todos.

Postado por Michel Assali 

14 julho, 2016

O prazer em aprender com solução de problemas.

Olá, gente...


A resolução de problemas no processo de aprendizagem é uma tarefa cognitiva de sucesso que envolve diversas habilidades como a compreensão de um texto ou enunciado, o planejamento e a execução da atividade ou experimento e a avaliação de uma situação baseada em critérios.

Segundo estudiosos da neurociência, as atividades educativas planejadas com a intenção de provocar a curiosidade e o desafio dos estudantes, além de eficaz produz maior prazer no processo do aprender e no desenvolvimento cognitivo do aluno.

Para o cientista cognitivo Daniel Willinghanm é muito importante que os problemas escolhidos para isso tenham um nível de dificuldade adequado e recompensador. Caso sejam muito fáceis ou muito difíceis, não trarão os efeitos desejados, pois não passarão aos alunos a vontade, o querer e o efeito do sucesso.

Veja por exemplo, o mundo dos jogos (games), onde o jogador está constantemente motivado a cada etapa ou nível de dificuldade e o prazer do mesmo na superação de cada etapa.
Essa ideia relaciona-se diretamente ao conceito do desenvolvimento proximal elaborado, por Lev Vygotsky, ao se referir como a distância entre o desenvolvimento real (solução independente de um problema) e o nível de desenvolvimento potencial (solução de problemas com a mediação do professor), permitindo assim uma sequência de etapas de superação e sucessos gradativos.

Vale ressaltar aqui que “sucesso” ou “bem sucedido” não tem a ver com a ideia superficial de elogiar o aluno, visando apenas elevar sua autoestima, mas ao incentivo de que as etapas sejam realizadas com ênfase na progressão de cada momento de aprendizagem.
Quando os alunos encontram um valor positivo em uma meta ou atividade e percebem o apoio de seu ambiente, esperam ser bem sucedidos em alcançar um resultado desejado e a serem fortemente motivados a aprender.

O problema é que para muitos estudantes a escola não propicia as condições de vivências para experiências bem sucedidas, pois o grande foco ainda incide sobre desempenho em provas regulamentares, notas e médias, levando ao parecer de que os alunos da escola atual são desmotivados, mas ao contrário não são.

Cabe, portanto, discutir e repensar os conceitos de aprendizagem e metodologias de ensino mais adequados para uma escola destinada à meninada do século 21, que por sinal já foram consumidos do mesmo mais de 15% do tempo.

Pense melhor sobre o assunto e encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali
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