EDUCADORES

20 setembro, 2017

Aprendendo a aprender!


Olá, gente...


Recentemente fiz um curso de 30h pelo ambiente do site Coursera, totalmente gratuito, em parceria com a Universidade de San Diego, Califórnia, ministrado pela Dra. Bárbara Oakley, cujo tema é “Aprendendo a aprender” (Learning how to learn).

O estúdio de um dos mais bem-sucedidos cursos online do mundo fica no porão de Barbara e Phil Oakley. É lá que eles gravam o “Learning How to Learn” (Aprendendo a aprender), assistido por mais de 1,8 milhão de estudantes em 200 países – tornando-se, assim, o mais visto da plataforma Coursera. Os vídeos dão dicas práticas para aprender assuntos difíceis, além de indicações para acabar com a procrastinação. As aulas misturam neurociência e senso comum.

O curso foi criado pela Dra. Barbara Oakley, professora de engenharia da Universidade de Oakland, em parceria com Dr. Terrence Sejnowski, neurocientista do Salk Institute.
O “Learning How to Learn” é filmado em um estúdio que custou apenas US$ 5 mil. Seus idealizadores descobriram como montá-lo simplesmente buscaram no Google “como montar um estúdio de fundo verde” e “como montar iluminação para um estúdio”. Phil Oakley opera a câmera e o teleprompter. Barbara Oakley faz a maior parte da edição. 

O curso é gratuito e também oferecido em Português. Caso queira um certificado emitido pela universidade, terá que desembolsar uma taxa de US$ 49 para a emissão do mesmo.
A Dra. Barbara não é a única pessoa a ensinar como usar ferramentas da neurociência para melhorar o aprendizado, mas sua popularidade é reflexo de da habilidade em apresentar o "conteúdo com uma mensagem de esperança". Muitos de seus alunos têm entre 25 a 44 anos e estão enfrentando mudanças em suas carreiras, procurando novas formas de aprender para conseguir melhores posições.

As aulas são cheias de metáforas – que ela bem sabe que ajudam a explicar ideias complexas. A prática tem como base a teoria da reutilização neural, que diz que as metáforas usam os circuitos neurais que já existem no cérebro, o que ajuda o aluno a entender novos conceitos de forma mais rápida. Barbara diz acreditar que qualquer um pode se treinar para aprender. “Os estudantes podem olhar para a matemática, por exemplo, e dizer ‘não consigo entender isso, então eu devo ser muito estúpido’, mas dizem isso porque não sabem como o cérebro funciona”, disse ao The New York Times.
Visite o site Coursera , acesse o curso “Aprendendo a aprender” ou “Learning how to learn” e conheça a proposta.

Eu fiz, gostei muito e recomendo. Valeu demais pelas técnicas aplicadas e, principalmente, pela possibilidade da utilização no trabalho docente e pedagógico.

Se tiver comentários, encaminhe para compartilhar.


Postado por Michel Assali

11 setembro, 2017

Certas razões pelas quais as pessoas são improdutivas no trabalho


Olá, gente...


Recentemente, o Instituto Gallup, realizou uma pesquisa sobre produtividade nas instituições e anunciou em seus relatórios que apenas 33% dos trabalhadores estão significativamente envolvidos no trabalho. E uma boa parte, que representa 51%, está numa situação de “ativamente desativados”, ou seja, não estão envolvidos. Simplesmente estão lá.

Isso nos leva a evidente percepção que o número de trabalhadores altamente focados é muito baixo com sensíveis impactos na produtividade e no trabalho entregue, fazendo compreender as razões, pelas quais instituições públicas e privadas entregam trabalho ruim ou inadequado.
Veja por exemplo, as reclamações em espaços específicos da internet, onde predominam  empresas de telefonia, eletricidade, cabos, automóveis, entre outras.

Diversas são as razões que as pesquisas apontam com responsáveis por essas e demais  situações de improdutividade, bem como das análises dos especialistas com vistas a alertar as instituições para a superações desses problemas. Destas, cinco razões chamam minha atenção a atenção de forma enfática motivando ao compartilhamento com o leitor, tendo como inspiração o mentor e coach de gestão Michael Hyatt.

Vamos a elas.

1. Os trabalhadores não são inspirados por seus líderes.

Idealmente, os trabalhadores querem que seus empregos sejam mais do que apenas um salário. Eles querem desempenhar um papel em uma organização que faz uma diferença positiva. Para que eles sejam inspirados, os líderes precisam articular uma visão que eles possam abraçar.

Muitas vezes, isso simplesmente não está acontecendo. De acordo com o instituto Gallup em uma pesquisa americana, apenas 15% dos trabalhadores concordam fortemente que “a liderança de sua organização os torna entusiasmados com o futuro".

2. Os trabalhadores não estão recebendo a comunicação que eles precisam.

A inspiração é uma coisa boa, mas também é uma forma de comunicação. E, em muitas situações essa comunicação apresenta carências ou muito ruidosa elevando a desconexão e prejudicando o contexto institucional.
Numa comunicação ruim, a produtividade torna-se ruim, gerando a insatisfação dos envolvidos e piorando o foco no bom trabalho.

3. Os trabalhadores constantemente sujeitos à distração e divagação.

Os atuais ambientes de trabalho vêm se tornando cada vez mais como locais de grande distração e perda do foco em virtude do bombardeio constante de sinais sonoros e vibráteis gerados pelas incessantes notificações dos diferentes dispositivos conectados à internet, sejam na forma de e-mails, mensagens, mídias diversas e etc. Isso sem contar as reuniões para diversas finalidades, que em muitas vezes apresentam resultados aquém do esperado.

Num ambientes assim, a capacidade de trabalhar com foco é muito difícil, exigindo grandes esforços individuais ou coletivos, dificultando a concentração e em especial a criatividade e inovação.

4. Muitas tarefas atribuídas aos trabalhadores são inadequadas às suas competências.

Um segredo para a produtividade é trabalhar em tarefas onde sua paixão cruza com sua proficiência. Certo!  
É inegável que determinadas atividades são mais puxadas em qualquer que seja a atividade.

Mas as instituições não prestam atenção suficiente à paixão e proficiência de seus trabalhadores ao atribuir tarefas. E quando os trabalhadores se concentram em tarefas que consideram uma tortura para a maioria dos seus dias úteis, eles não serão tão engajados ou produtivos quanto  seriam se tivessem envolvidos tarefas mais adequadas.

5. Os trabalhadores não estão obtendo a flexibilidade que eles desejam.

Demasiados trabalhadores se levantam cedo pela manhã, enfrentam o trânsito ou o transporte até seu trabalho, procuram adequar as horas de almoço para atender compromissos e ainda ficam presos por horas em reuniões e outras coisinhas.
Durante todo o tempo, eles devem estar se perguntando: "Por que eu tenho que estar aqui? O que isso tem a ver com o meu trabalho?"

O lado bom das pesquisas é que, se as empresas e instituições abordarem essas preocupações de forma consistente, poderão pensar em criar políticas de gestão que favoreçam a criação de ambientes de trabalho muito mais produtivos.

Na verdade, Instituto Gallup descobriu que, nas "melhores organizações do mundo", o envolvimento geral dos funcionários potencialmente pode chegar a 70%, demonstrando que ainda há espaço de desafios da gestão para o aumento da produtividade para além dos 33%.

Essa é a diferença que a liderança efetiva pode fazer.

Tem mais alguma sugestão? Encaminhe para compartilhamento.

Postado por Michel  Assali


06 setembro, 2017

Sugestões a fazer com alunos que não prestam atenção à aula.


Olá, gente ...


Recentemente, realizei uma palestra numa universidade sobre o tema “gestão da sala de aula” para alunos do último ano do curso de Pedagogia, alguns inclusive já trabalhando como estagiários.

A pergunta que mais ouvi da plateia se referia ao problema da falta de atenção do aluno, o que foi motivo para uma ampla e acalorada discussão.
Sobre essa questão reproduzo abaixo a postagem sobre o assunto no blog que semanalmente escrevo, visando contribuir com o difícil trabalho docente nos dias atuais.

A distração em sala de aula é sem dúvida um dos grandes desafios da docência, motivada por diversos fatores. Desenvolvimento físico e psicossocial, alta produção hormonal, exposição excessiva às mídias e redes sociais, etc., afetam sensivelmente a formação de bons hábitos de estudos e concentração, colocando em risco o processo da aprendizagem.

Lidar com essa situação sem muito preparo tende a conduzir o professor a um desgaste físico e emocional, provocando um estresse precoce da docência com prejuízos à produtividade educacional.

Com o intuito de contribuir para a melhoria do trabalho docente, segue abaixo uma coletânea de atitudes que podem ser realizadas pelo professor visando minimizar esse problema e melhorar o trabalho docente.

O emprego de cada atitude sugerida depende do momento e da carga emocional do professor, levando-se em conta o caráter profissional e os objetivos do trabalho docente.

Vejamos:

1- Acompanhar: Pedir ao aluno repetir apenas o que foi ou acabou de ser dito.

2- Aproximar: Aproxime-se e fique ao lado dele e dirija uma pergunta a outro aluno mais afastado.

3- Expor: Prenda sua atenção, mostrando uma imagem, som, vídeo ou filme.

4- Pensar: Faça uma pausa e pergunte ao aluno se há uma situação problema para resolver dentro daquele conteúdo.
5- Perguntar: Faça uma pergunta desafiadora que leve vários passos para resolver.

6- Agir: Sugira a fazer algo relacionado com o tema.

7- Exemplificar: Estimule a exemplificar algo relacionado ou análogo ao tema tratado.

8- Remover: Tratar e remover a distração. Centralize ou mude o foco.

9- Agrupar: Coloque estudante em grupos para uma atividade.
10- Normatizar: Faça o grupo estabelecer regras ou normas para tempo, convivência e estudos.
11- Controlar: Coloque-o no controle visando fazer cumprir as regras.

12- Deslocar: Atribua funções aos alunos que se deslocam demais.

13- Jogar: Jogue um jogo envolvendo o aluno.

14- Criar: Crie um incentivo para chamar a atenção.

15- Pesquisar: Encaminhe uma pesquisa visando recolher informações.

16- Ensinar: Peça ao aluno ensinar a lição a outro com maior dificuldade.

17- Auxiliar: Peça ao aluno para ajudá-lo em alguma atividade para classe.

18- Ouvir: Instigue o aluno a encontrar uma música relevante e adequada ao tema.

19- Mudar: Mude o aluno de lugar.

20- Reconhecer (sem recompensar): Reconheça e valorize os que prestam atenção.

21- Perguntar: Pergunte por que o aluno não está prestando atenção.

Lembrete:
Alunos envolvidos prestam mais atenção.
Submeta sempre sua aula a uma auto avaliação.
Muitas vezes são os alunos que estão entediados ou a atividade não é lá muito agradável. Reveja o planejamento se for necessário.

Gostaríamos de aumentar a lista. Tem outras sugestões?
Se tiver contribuições, encaminhe para compartilhar.


Postado por Michel Assali

29 agosto, 2017

10 razões pelas quais os alunos não fazem perguntas durante a aula.




Olá, gente...

É muito comum que ao final de uma aula, uma explanação ou exposição de um assunto, o professor ou palestrante abra um tempo para perguntas dos alunos ou participantes.
Boas perguntas são tão ou mais importantes que as respostas. Veja que toda e qualquer pesquisa tem início por uma pergunta. É a pergunta que mobiliza a ciência e, consequentemente, leva às descobertas, uma vez que a pergunta revela a necessidade da informação e conhecimento.

 Boa parte dos educadores alega que o diálogo com a classe na condução para boas perguntas dos alunos contribui sensivelmente para a melhoria da qualidade do que é ensinado, além de instigar e desenvolver a habilidade de questionar.

Portanto, se você deseja inflamar a curiosidade, provocar o aluno para fazer perguntas é uma excelente estratégia com resultados comprovados, se conduzida de forma eficiente pelo professor.

Então por que é tão difícil fazer com que os alunos façam boas perguntas?

Este é um problema que desafia os professores desde o início da educação moderna. Todos tiveram a experiência de abrir um tempo para perguntas em classe e ouvir ... silêncio.
E este não é apenas um problema limitado às salas de aula físicas, presenciais, pois ocorre também em situações de salas de aula virtuais, on e off line, onde o comportamento do aluno é praticamente o mesmo.
Como resultado, tem havido uma série de pesquisas e reflexões sobre esse tema, muito pertinente ao enriquecimento do trabalho pedagógico.

Segue abaixo, um pequeno resumo com 10 motivos mais comumente citados pelos professores para que o aluno não faça perguntas durante a aula.

1- Os alunos não entendem porque fazer perguntas é importante.
2- Os alunos precisam de ajuda para formular boas perguntas.
3- Boas perguntas não vêm à mente dos alunos enquanto estão na aula.
4- O aluno não tem curiosidade sobre o assunto e precisa de inspiração.
5- O aluno está tão perdido, eles não sabem por onde começar.
6- O aluno é um introvertido, ou tímido e evita se envolver naturalmente no diálogo.
7- Medo de fazer uma pergunta estúpida e sofrer bullyng.
8- Medo de parecer ridículo por uma pergunta não inteligente.
9- Medo de que sua pergunta estará “matando o tempo” da aula.
10- Não há tempo suficiente na aula para discutir questões abertas.

Tem mais alguma sugestão para darmos continuidade ao post?
Encaminhe para compartilhar.

Postado por Michel Assali


21 agosto, 2017

10 itens a considerar na elaboração de projetos educacionais e outros.


 Olá, gente...


Tenho insistido em diversos momentos que todo professor, pedagogo ou gestor, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, de forma a garantir a atualização profissional. 

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe. 

Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho em esforços para produzir educação, ou seja, se envolver em elaborar projetos inovadores que produzam ações de impactos na aprendizagem e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência concretiza os ideais de qualificar cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo,  dez itens com sugestões e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais ou outros. 

Confira: 10 passos a considerar na elaboração de um projeto.


1 - Regimento da escola / instituição: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

2 - Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

3 -  Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de ideias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

4 - Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

5 - Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno. 

6 - Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

7 - Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

8 - Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

9 - Apresentações: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

10 - Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranquilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros itens?
Encaminhe para que possamos compartilhar.

Postado por Michel Assali


07 agosto, 2017

Professor sem estresse!

  
Olá, gente...


Do que tenho lido e ouvido sobre o trabalho, chama a atenção frases interessantes das quais destaco esta: “Se você ama o que faz jamais se sentirá estressado.” 

Particularmente eu não concordo com esta frase, pois penso que mesmo amando a nossa atividade, temos momentos em que o estresse pode ocorrer, seja pela rotina, volume do trabalho ou chefe chato.

Sabemos que a jornada de todo o professor é intensa. Começa em casa, passa por uma, duas e até três unidades ou instituições escolares e termina em casa. Planejamento, seleção de conteúdos, organização do trabalho pedagógico, gestão da sala de aula, avaliação, feedback, etc. são atividades que ocorrem dentro e fora da sala e da escola o tempo todo.

Toda essa rotina gera por vezes preocupações e consequentemente, estresse, o que pode colocar em risco o nosso amor pela educação e pela profissão se não aprendermos a gerir nossa atividade educacional.

Para alertar e controlar parte disso coletei algumas dicas e sugestões visando minimizar os malefícios do estresse e garantir a manutenção da alegria no trabalho docente.

Vejamos:

1 - Sempre que possível desligar-se de toda a tecnologia que relaciona escola com nossa casa.

Apesar de soar esquisito, é preciso que se separem as comunicações. O que é do trabalho, somente trabalho. O que particular ou dos contatos sociais, somente em contas para essa finalidade.
Isso evita de ficar recebendo notificações de e-mail de trabalho no telefone de uso particular e vice-versa. Assim, notificações de trabalho ficam somente nas comunicações de trabalho.
Lembre-se: e-mail recebido fora do horário de trabalho ou nas férias implica em trabalho extra.

 2 - Alivie peso morto. Diminua as sacolas!

É muito comum ver professores transportando sacolas, grandes pastas ou até malas. Sabemos que ali dentro tem de tudo. Provas, trabalhos, lanches e garrafinhas de água.
Sabemos que é muito difícil se desvencilhar de tudo isso. Porém, é preciso pensar melhor e verificar o tudo aquilo que pode ou deve ficar na escola.

Abra o porta-malas de um carro de professor e encontrarás uma verdadeira papelaria ou a continuidade do armário escolar. Fora o que ficou em casa em muitas vezes.
É preciso colocar alguns limites e encontrar um equilíbrio para isso, seja em tempo ou em espaço.

3 - Tente não viver na(s) escola(s).

Separe casa e escola. Existem casos de professores que somente falta “dormir” na escola. Vá com calma com isso.
O trabalho do professor não termina na escola e a aposentadoria estará cada vez mais longe. Sempre que possível, faça tudo para aproveitar o final de semana consigo mesmo ou com a família.
Muitas ideias novas surgem nos momentos de lazer, já dizia o autor italiano Domenico De Masi, no seu texto “O ócio criativo”.

4 - Aceite que não somos perfeitos, nem as coisas o são.

Planejamos a aula, estudamos conteúdos, separamos materiais, etc., achando que a próxima aula será o sucesso. Porém, nem sempre as coisas transcorrem como queremos. São tantas as variáveis na educação que contribuem para o sucesso ou decepção de certos dias de trabalho.

Logicamente que, quanto mais preparados, melhor será a qualidade da aula. Isso porém, não elimina a possibilidade do improviso ou ainda de aceitar determinadas decepções e transformá-las e novos pensamentos e ações de sucesso.

Quando você deixar de ir tentando ser um "mestre perfeito" pode desfrutar de si mesmo e de seus alunos muito mais!

5 - Tenha sempre um plano para o tempo de planejar

Parece estranho, não é? Sei que é difícil. Mas, é preciso pensar e organizar um tempo para planejar o próprio planejamento do trabalho. Parece uma grande bobagem, mais isso ajuda muito a evitar o estresse no trabalho docente.
Sabemos que temos calendário apertado, com conteúdos e provas e se você não se organizar será atropelado por uma porção de pequenas coisas que o deixarão irritado e estressado.

O plano de um planejamento é simples e contribui para que não nos afoguemos na burocracia que nos é exigida, por vezes mais do que a própria pedagogia.

6 – Dormir bem, sempre que possível.

Sei bem que não é tão fácil. Professor acorda cedo ou dorme tarde. Ou ainda, as duas coisas. Por um grande período da minha vida profissional de professor, acordava às 05h30 e ia dormir às 24h. Trabalhava em todos os períodos.
Reconheço que poucas horas de sonos não favorecem um trabalho voltado a não ter estresse.
Porém, é preciso reconhecer que todo o profissional precisa desenvolver atitudes para ter um sono bom e reparador. Existem técnicas para isso. Pesquise sobre o assunto e faça o possível para um sono de qualidade, pois isso alivia ou elimina o estresse.

7 - Aprecie seus alunos e a sala de aula!

Essa é uma dica muito interessante. Quando você se encontrar irritado no trabalho, pense no quanto você faz diferença aos seus alunos. O quanto você é importante na formação de cada um, os quais levarão em suas memórias seus ensinamentos e atitudes.
É o momento que justifica e valoriza o que fazemos e por que razões o fazemos.
É encontrando e apreciando nossos alunos que percebemos que ensinar não é apenas uma profissão. É uma maneira de ver o mundo, um jeito de ser, uma arte, uma ideia e uma concepção de vida.

E isso, não para qualquer pessoa. São para pessoas especiais. Se você está ali, na sala, não é por acaso, mas talvez seja por mérito ou por estar no lugar certo e na hora certa.  

Ensinar é uma profissão maravilhosa e muito mais do que um simples emprego. É destinado a pessoas que gostam de lidar com gente e a desenvolver pessoas.

Essas simples dicas têm a intenção de contribuir com o trabalho docente, prevenir o estresse e vivência da alegria de ser professor.  Sei muito bem que isso não é fácil e luto o tempo todo para aprender a colocar em prática essas dicas.

Tem mais algumas dicas para aumentar nossa lista? Envie para que possamos compartilhar.


Postado por Michel Assali.

31 julho, 2017

Freinet e a pedagogia para o século 21


 Olá, gente...


As tendências educacionais para o século 21 apontam para um ensino centrado na relação aluno-professor onde criatividade, inovação, ousadia, cooperação, entre outras, são competências a serem desenvolvidas individual e coletivamente.

Nesse sentido, as contribuições do pedagogo francês Celestin Freinet (1896-1966) possibilitam inspirar educadores na organização e planejamento do trabalho pedagógico em sala de aula, revendo e reorientando princípios educacionais formulados por esse importante pedagogo.

Dentre os princípios que norteiam suas teorias pedagógicas, Freinet cita suas clássicas Invariantes Pedagógicas, das quais faço questão de destacar algumas delas para contribuir nas nossas reflexões sobre educação.

Leia, pense, reflita e compartilhe:

Invariantes pedagógicas de Celestin Freinet

1. A criança é da mesma natureza que o adulto.
2. Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.
3. O comportamento escolar de uma criança depende do seu estado fisiológico, orgânico e constitucional.
4. A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias.
5. A criança e o adulto não gostam de uma disciplina rígida, quando isto significa obedecer passivamente uma ordem externa.
6. Ninguém gosta de fazer determinado trabalho por coerção, mesmo que, em particular, ele não o desagrade. Toda atitude imposta é paralisante.
7. Todos gostam de escolher o seu trabalho mesmo que essa escolha não seja a mais vantajosa.
8. Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas nas quais não participa.
9. É fundamental a motivação para o trabalho.
10. É preciso abolir a escolástica.
10- a. Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o entusiasmo.
10- b. Não é o jogo que é natural na criança, mas sim o trabalho.
11. Não são a observação, a explicação e a demonstração – processos essenciais da escola – as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experiência tateante, que é uma conduta natural e universal.
12. A memória, tão preconizada pela escola, não é válida, nem preciosa, a não ser quando está integrada no tateamento experimental, onde se encontra verdadeiramente a serviço da vida.
13. As aquisições não são obtidas pelo estudo de regras e leis, como às vezes se crê, mas sim pela experiência. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos bois.
14. A inteligência não é uma faculdade específica, que funciona como um circuito fechado, independente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.
15. A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência, que atua fora da realidade fica fixada na memória por meio de palavras e ideias.
16. A criança não gosta de receber lições autoritárias.
17. A criança não se cansa de um trabalho funcional, ou seja, que atende aos rumos de sua vida.
18. A criança e o adulto não gostam de ser controlados e receber sanções. Isso caracteriza uma ofensa à dignidade humana, sobretudo se exercida publicamente.
19. As notas e classificações constituem sempre um erro.
20. Fale o menos possível.
21. A criança não gosta de sujeitar-se a um trabalho em rebanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.
22. A ordem e a disciplina são necessárias na aula.
23. Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado e não passam de paliativo.
24. A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida pelo trabalho escolar pelos que a praticam, incluindo o educador.
25. A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.
26. A concepção atual das grandes escolas conduz professores e alunos ao anonimato, o que é sempre um erro e cria barreiras.
27. A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas.
28. Uma das primeiras condições da renovação da escola é o respeito à criança e, por sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro da dignidade.
29. A reação social e política, que manifesta uma reação pedagógica, é uma oposição com o qual temos que contar, sem que se possa evitá-la ou modificá-la.
30. É preciso ter esperança otimista na vida.

Quer saber mais? Faça uma pesquisa sobre Freinet. Muito do seu trabalho pode ser adaptado para a sala de aula de hoje.
Deixe seus comentários sobre o assunto.


Postado por Michel Assali

28 julho, 2017

Retorno das férias!


Olá, gente...


Estou de volta! Volta das férias! Volta ao trabalho!

Na bagagem?
Muita roupa para lavar, agenda a organizar e contas a pagar.

A cabeça? Cheia!
Cheia de experiências sentidas e vividas. Algumas, inesquecíveis, gravadas como tatuagem na  memória.
Experiências de costumes, culturas, linguagens e histórias.

E ainda, todas as experiências gastronômicas repletas de sabores. Dos doces aos salgados, dos ácidos aos amargos ou apimentados, das texturas simples às complexas e dos aromas suaves aos intensos.

As cores? Uma diversidade de matizes, sombras e luzes, impregnando a retina e forçando o olhar a enxergar para além das cores gravando muito mais na mente que nos cliques das máquinas fotográficas.

Imagens digitalizadas que revelam apenas um pequeno lapso do tempo, mas que jamais explicarão as sensações do todo e da experiência vivenciada.

Experiências com gente que vive, trabalha e luta como a gente e, o mais importante, pessoas que são parte da família. Parentes que mal conhecia e tive um grande prazer de conviver por alguns dias com a emoção do primeiro encontro. Momento em que as histórias se complementam e compõe parte da genealogia familiar onde, a história de cada um integra como uma teia e constrói a nossa própria história.

Nossa história, minha história! Que saudades!

A experiência das férias foi de um grande momento com direto a emoção, alegria e reflexão onde, forma,  conteúdo e sensibilidade se fundem num estado de espírito para um grande aprendizado sobre a vida e a existência.
Até o fuso, que nos deixa tão confusos, é componente de tudo isso, trazendo sempre à lembrança os bons momentos dos conhecimentos e das convivências.

Cenas de beleza que enriquecem a alma e nos motivam a valorizar a vida e a se preparar para vivenciar novas experiências nas próximas férias, sejam elas aqui ou acolá.

Férias! Eu recomendo que usufruam e aproveitem cada instante em qualquer lugar deste planeta!

Bom retorno ao trabalho aos que voltam! Boas férias ao que vão!

Postado por Michel Assali


02 julho, 2017

Férias! Ôba!

Olá, gente...


Realmente, preciso de um pouco de férias! Só um pouco!

Estou cansado da política da ladroeira dos de cima e dos de baixo.

Sou extorquido pelos governos e mal posso andar na rua para uma caminhada despreocupada.

Não posso ter um relógio melhor, uma bicicleta melhor, um celular, uma moto, um carro, ... Tudo é perigo.

Já não consigo abrir os jornais que recheiam a maior parte do seu conteúdo com notícias de violência, propinas, fraudes e injustiças.
Chegamos num ponto interessante da história em que o brasileiro sabe o nome dos ministros do STF e mal sabem da escalação da seleção brasileira de futebol, conhecendo apenas o Neymar.
Não temos santos nem heróis, nem direita nem esquerda e nem centro. E ninguém quer saber nada disso!

Também reconheço que é preciso que todo o sombrio e lodo venham à tona para uma limpeza e recomeço. Tenho certeza que os brasileiros e sua consciente participação política farão um Brasil muito melhor.

Porém, nesse momento é preciso recuperar energias físicas e mentais. Resolvi dar férias para as tristezas e decepções.
Cansei de ficar reclamando, de achar culpados e pensar em propostas milagrosas. Resolvi mandar tudo plantar batatas e decidi: vou levar a família toda e se mandar para Nárnia ou Passárgada.

Melhor ainda. Decidimos visitar minha terra natal.
Conhecer parentes que nunca conheci. Rever as origens, raízes, culturas e buscar a essência do  valor da vida, que é muito significativa e superior aos nossos problemas políticos.

Quero registrar os bons momentos e encontros usando não apenas as fotos e "selfies", mas todos os sentidos disponíveis que Deus nos deu para sentir as cores, os sabores, aromas, texturas e sons. Intensamente!

Vamos em paz! Animados na esperança de que ao retornar, encontrarei nosso país bem melhor.

Boas férias!


Postado por Michel Assali

27 junho, 2017

Férias? Sim, férias!

Olá, gente...


Para um bom grupo de profissionais, julho é um mês de férias, principalmente aos que habitam o hemisfério norte.

Para nós, aqui, as férias de julho representam um pequeno descanso entre os semestres letivos para que alunos e professores possam recarregar energias.

Sei que muita gente estranha, ataca: "Professores têm férias duas vezes por ano! Que folga, heim!"

Porém, poucos sabem do difícil e penoso trabalho docente, principalmente no nosso país.

Nem, é preciso falar das extensas jornadas, acúmulos de cargos e funções, deslocamentos, salários infames e ainda, as ameaças sofridas. fora tudo isso, o trabalho realizado nos finais de semana, no planejamento, preparação e correção de provas  e outras formas de avaliação.

Mesmo assim, o trabalho transcorre exigindo, paciência, tolerância, bom senso, equilibrio, etc., consumindo muita energia e provocando cansaço físico e mental.

Férias merecidas!

Aproveitem bem! Que venham as férias! Que venha o 2º semestre!

Postado por Michel Assali
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