EDUCADORES

12 abril, 2018

Blended Learning - Ensino Híbrido



 Olá, gente...


Atendendo aos pedidos de diversos alunos a respeito da aprendizagem  com a utilização das TICs, publico novamente o texto sobre Ensino Híbrido (Blended Learning)  que vem sendo empregado em muitas escolas americanas.

Como já havia feito essa publicação a respeito do assunto há algum tempo, decidi atualizar a postagem e compartilhar, com a finalidade de inspirar pesquisas e reflexões a respeito do tema.

Dentre as tendências para o ensino no séc. 21 com o uso das tecnologias, chama a atenção o modelo denominado Blended Learning, denominado no Brasil como Ensino Híbrido, o qual pode ser utilizado a partir dos anos finais do Ensino Fundamental e, principalmente, no Ensino Médio e no Curso Superior.

Acredito, porém que atualmente é no Curso Superior que o Ensino Híbrido teria melhor condições de se desenvolver, considerando as características e necessidades que  que esse nível de ensino possibilita, tais como maturidade dos alunos, acesso às tecnologias, etc.

Ensino híbrido (ou aprendizagem híbrida) é um modelo que combina experiências de aprendizagem digitais e presencial. O Instituto Christensen para Disruptive Innovation define o Ensino híbrido como um programa de educação formal em que um estudante aprende:

1) pelo menos em parte, através da aprendizagem on-line, com algum elemento de controle ao aluno ao longo do tempo adequando local, percurso e ritmo;
2) pelo menos em parte, em um ambiente supervisionado (longe de casa).
3) e as modalidades ao longo caminho de aprendizagem de cada aluno dentro de uma disciplina ou assunto, são conectados para fornecer uma experiência integrada de aprendizagem .

Os programas de ensino híbrido se organizam em quatro modelos básicos:
- Rotação
- Flex
- À la Carte  
- Virtual Enriquecido.

 - Modelo em Rotação - um curso ou assunto em que permite aos alunos se movimentarem em uma programação fixa ou a critério do professor entre as modalidades de aprendizagem, pelo menos, uma das quais é a aprendizagem online. Outras modalidades podem incluir atividades como pequenos grupos ou instruções em classe, projetos em grupo, aulas individuais, etc. Os alunos aprendem principalmente na escola, com exceção de todas as tarefas de casa.

O modelo de Rotação inclui quatro submodelos: Rotação em Estações, Laboratório de Rotação, Sala de Aula Invertida e Rotação Individual.

 - Rotação em Estações - um curso ou assunto em que os alunos experimentam o modelo de rotação dentro de uma sala de aula ou grupo de salas de aula. Esse modelo difere do modelo individual de rotação, porque os alunos se movimentam através de todas as estações, e não apenas naquelas com programações personalizadas.

- Laboratório de Rotação - um curso ou assunto em que os alunos se movimentam para um laboratório de informática para a estação conectadas online.

- Sala de Aula Invertida  - um curso ou conteúdo em que os alunos participam de aprendizagem on-line no lugar do tradicional trabalho de casa. Vão para a escola onde presencialmente, realizam a prática ou execução de projetos orientados pelo professor. Em resumo: a parte teórica é estudada em casa e on-line. A parte prática é realizada na escola sob a supervisão e orientação do professor.

- Rotação individual - um curso ou assunto em que cada aluno tem uma  lista individualizada e não necessariamente vá passar em todas as estações, mas naquelas em que apresentar necessidades conforme prescrição do professor. Um algoritmo ou professor (s) define horários individuais do estudante.

- Modelo Flex
O modelo Flex permite que os estudantes se movam em horários fluidos entre as atividades de aprendizagem de acordo com suas necessidades. A aprendizagem on-line é a espinha dorsal da aprendizagem do estudante em um modelo Flex. Os professores fornecem apoio e instrução numa base flexível, conforme a necessidade enquanto os estudantes trabalham através do currículo e do conteúdo do curso. Este modelo pode dar aos estudantes um alto grau de controle sobre sua aprendizagem.

- Modelo A La Carte
O modelo A La Carte permite que os estudantes façam um curso on-line com um professor online além de outros cursos presenciais, que muitas vezes proporcionam aos estudantes mais flexibilidade sobre seus horários. Os cursos La Carte podem ser uma ótima opção quando as escolas não podem oferecer oportunidades de aprendizagem específicas, como uma conteúdo avançado ou específico, tornando este um dos modelos mais populares em escolas secundárias híbridas.

- Modelo Virtual Enriquecido
O modelo Virtual Enriquecido é uma alternativa às escolas em tempo integral que permite aos estudantes que concluam a maioria dos cursos on-line em casa ou fora da escola, mas frequentando a escola para sessões obrigatórias de aprendizagem presenciais com um professor. Ao contrário da Sala de Aula Invertida, os programas em Virtual Enriquecido geralmente não exigem presença diária na escola; alguns programas podem apenas exigir a presença duas vezes por semana, por exemplo.

Fonte:  Christensen Institute (https://www.christenseninstitute.org)

Tem mais a contribuir? Encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali


28 março, 2018

Curso: Aprendendo a aprender



Olá, gente...


O curso “Learning How to Learn”  (aprender a aprender) criado pela Dra. Barbara Oakley, professora de engenharia da Universidade de Oakland, em parceria com Dr. Terrence Sejnowski, neurocientista do Salk Institute, não é o único a utilizar as novas ferramentas da neurociência para melhorar a aprendizagem.

Porém, a popularidade desse curso é reflexo de da habilidade em apresentar o "conteúdo com uma mensagem de esperança". 

Muitos de seus alunos têm entre 25 a 44 anos e estão enfrentando mudanças em suas carreiras, procurando novas formas de aprender para conseguir melhores posições.

No curso, a dupla enfatiza quatro técnicas que ajudam a aprender qualquer coisa.

Focado/difuso
O cérebro tem dois modos de pensar, que a Dra. Oakley define como “focado”, no qual os estudantes conseguem se concentrar na aula, e “difuso”, um estado de descanso mental em que a consolidação do conhecimento ocorre, ou seja, quando as novas informações se acomodam no cérebro. No modo difuso, as conexões entre informações diferentes e insights inesperados podem acontecer. Por isso, é útil fazer pequenas pausas após um período de foco.

Descanse
Para conseguir esses períodos de mente focada e difusa, Barbara recomenda a chamada técnica "Pomodoro", desenvolvida por Francesco Cirillo. Aplicar a estratégia é fácil. 

Coloque um cronômetro de 25 minutos e durante esse tempo foque no trabalho que você precisa realizar. Passado esse tempo, faça uma pausa para a reflexão difusa e se dê algo de presente. A recompensa pode ser ouvir uma música, fazer uma caminhada rápida ou qualquer coisa que te faça pensar em algo que não a tarefa que você precisa completar. Exatamente porque você não está fazendo absolutamente nada relacionado àquele trabalho, o cérebro consegue consolidar o novo conhecimento.

Além disso, o ritual de programar o cronômetro também pode te ajudar a lidar com a procrastinação. Barbara diz que mesmo pensar em fazer algo que não gostamos ativa os centros de dor no cérebro. A técnica Pomodoro, diz ela, “ajuda a mente a focar e começar a trabalhar sem pensar no trabalho em si”. “Qualquer um consegue manter o foco por 25 minutos, e quanto mais você treinar, mais fácil isso fica”.

Pratique
O cérebro tem um processo de criar padrões neurais que podem ser reativados quando necessário. Pode ser uma equação, uma frase em francês ou um acorde no violão. As pesquisas mostram que ter uma “biblioteca” de padrões neurais bem praticados é necessário para se tornar especialista em algo.

A prática traz a fluência, diz Barbara, que compara o processo ao de estacionar um carro. “Na primeira vez em que você aprende a estacionar um carro, sua memória está cheia de novas informações”. Depois de um tempo “você nem precisa pensar mais do que simplesmente ‘vou estacionar o carro’ ”, e sua mente fica livre para pensar em outras coisas.

Além disso, os padrões neurais são construídos em cima de outros, então essa rede vai aumentando junto com seu conhecimento. “Com o tempo, você vai conseguir se lembrar de partes maiores de uma música, ou de frases mais complexas em francês”. Dominar conceitos básicos de matemática pode te ajudar a fazer cálculos mais complexos. “Você consegue facilmente se lembrar do básico mesmo quando sua mente está ativamente focada tentando entender informações novas e mais difíceis”.

Conheça você mesmo

Barbara sempre pede que seus alunos entendam que as pessoas aprendem de formas diferentes. Há quem consiga aprender novas informações rapidamente, enquanto outros precisam de mais tempo para assimilar um conhecimento novo – mas que vão conseguir perceber mais detalhes durante o processo. Reconhecer as vantagens e desvantagens do seu processo de aprendizado, diz ela, é o primeiro passo para aprender a se aprofundar em temas desconhecidos.

O curso tem duração de 30h, é oferecido em  português no ambiente do site Coursera, totalmente gratuito, em parceria com a Universidade de San Diego, Califórnia. Você também pode requerer um certificado do curso.

Visite o site Coursera  (https://pt.coursera.org/ ) , acesse o curso “Aprendendo a aprender” ou “Learning how to learn” e conheça a proposta.

Eu fiz o curso, gostei muito e recomendo. Valeram demais as técnicas aplicadas, o formato agradável e o enriquecimento da docência e da prática pedagógica.

Compartilhe e encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali

20 março, 2018

Outono 2018: seja bem vindo!




Olá, pessoal...



Chega o outono!

As águas de março vão fechando o verão e sinalizam a mudança de estação. O planeta Terra se move.
Tem início o movimento do cair suave das folhas. Movimento belo e natural em que as plantas nos ensinam uma lição de vida e sabedoria.

Momento de esvaziar, desapegar, adquirir leveza por um período para concentrar-se naquilo que é realmente vital.  E em seguida num movimento mágico, brotar e florescer para o novo.
Um Novo forte e seguro para suportar ventos, chuvas e outras intempéries.

O outono chega para reduzir nosso movimento e refletir sobre a vida e o futuro.
Uma mudança externa e interna, que nos une e nos integra à natureza, demonstrando-se assim sermos todos filhos de Deus.

O outono chega!

Seja bem vindo!

Postado por Michel Assali


15 março, 2018

Worldschooling: o que é isso?



 Olá, gente...


A evolução das relações sociais e a disseminação do trabalho remoto, mais famílias se adaptam a vida nômade, realizando longas viagens pelo mundo e levando seus filhos junto.

Geralmente suas viagens são financiadas por empresas on-line ou carreiras freelance, e optam por educar seus filhos enquanto rodam o mundo organizando currículos e programas de estudo com a utilização da internet e materiais físicos, como livros e cadernos.

Algumas famílias que viajam escolhem ficar em cada destino por um período mais longo e enviar seus filhos para escolas locais e regulares. Outros preferem organizar os estudos seus filhos, aderindo a um currículo mais ou menos formal, muitas vezes fornecido pelo país de origem da família.

Mais recentemente, no entanto, um número crescente de pais nômades está escolhendo currículos e programas mundiais para seus filhos.

Vamos explorar o que é exatamente o ensino fundamental, como funciona e o que podemos aprender com isso.

Para entender o conceito de escolaridade mundial, devemos primeiro entender que está intimamente relacionado com a não escolaridade.

Unschooling (sem escola) é um tipo de homeschooling (escola em casa) que permite que a criança tome o controle de sua própria educação, permitindo-lhes perseguir suas paixões e interesses na forma de projetos ou viagens de campo em vez de seguir um currículo tradicional.

A ideia por trás dessa forma aparentemente extrema de educação é que as crianças têm um desejo inato de entender o mundo à sua volta. Ao permitir-lhes a liberdade de seguir seus próprios interesses e se envolver com temas interessantes, fora de uma sala confinada, eles desenvolverão naturalmente habilidades cognitivas e emocionais.

 O Worldschooling (mundo escola) simplesmente leva esse conceito para um próximo nível, adicionando viagens na mistura e deixando que destinos e experiências orientem o aprendizado da criança, transformando o mundo inteiro em uma sala de aula.

Mas, como não há uma definição oficial de ensino, cada família tende a definir o que os termos significam para eles.

O que a maioria das famílias adeptas ao worldschooling tem em comum?

- acreditam em uma abordagem holística do aprendizado que incorpora diferentes aspectos da vida, natureza, cultura, história e ciência, em vez de separar a educação em diferentes assuntos.
- acreditam que os resultados, os graus e as notas dos testes padronizados não são um bom indicador para o sucesso futuro.
- reconhecem que "aprender" e "educação" não são os mesmos e que as crianças aprendem melhor quando estão ativamente envolvidas em um tópico e não são obrigadas a seguir um formato definido.
- concordam que cada criança é diferente com diferentes talentos e que os currículos escolares tradicionais não têm a flexibilidade de levar isso em consideração.
- acreditam que as crianças aprendem melhor quando o processo está conectado a um resultado tangível, como um projeto, arte, experiência ou criação da vida real.
- usam aprendizado experiencial prático, como viagens de campo, experiências e viagens imersivas, para solidificar o conhecimento.

Na realidade, isso significa que a educação integral parece diferente para cada família. Alguns até combinam com aulas mais tradicionais, ensinadas pelos próprios pais ou através de programas de educação on-line.

A aprendizagem geralmente é completamente auto-dirigida pela criança, mas os pais apoiam e orientam seus filhos a cada passo do caminho. Eles também podem assumir um papel mais ativo mediando o interesse de seus filhos, unindo o mundo ao útil e agradável.

As ferramentas e plataformas de aprendizagem on-line são usadas por muitos estudantes do mundo, permitindo que eles combinem seus materiais de aprendizagem e personalizem seus currículos. Se as crianças precisam de mais suporte do que as ferramentas e o que seus pais podem oferecer, aulas on-line estão disponíveis em quase todos os assuntos.

As formas alternativas de educação e o worldschooling vêm ganhando cada vez mais adeptos pelo mundo, espalhando-se para além das restrições estreitas dos sistemas educativos tradicionais. Como tal, a educação integral é uma progressão natural do estilo de vida independente da localização.

Embora um estilo de vida nômade possa soar como sonho para a maioria das pessoas, não é viável ou mesmo desejável para todas as famílias. No entanto, ainda existem conceitos que podemos aprender da educação integral que podem ser aplicados em sistemas educacionais tradicionais ou na escolaridade escolar regular.

O ensino fundamental ainda está em sua infância, mas com a melhoria da tecnologia da educação e o aumento do trabalho remoto, é provável que seja um movimento crescente no futuro próximo.

E você? Tem alguma opinião sobre isso?
Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali

08 março, 2018

Dia Internacional da Mulher

Olá, meninas de todas as idades...


São vocês mulheres que representam o ser mais evoluído do planeta;
São vocês que dão o equilíbrio necessário ao desenvolvimento complicado dessa nossa sociedade transmitindo emoção, sensibilidade, ternura e amor, para tornar o ser humano cada vez mais humano.

Parabéns e obrigado pela sua existência e pelo Dia Internacional da Mulher.

Postado por Michel Assali

05 março, 2018

Nem todo trabalho em grupo é trabalho em equipe!




Olá, gente...


O trabalho coletivo vem ganhando adesões contundentes como modelo adequado para as tendências sociais neste início de século, caracterizando-se pelo formato ideal para atender as demandas das sociedades modernas em diversos setores e instituições.

Por sua vez, a instituição escolar se organiza de forma a acreditar que a formação de grupos de trabalho pode ser uma maneira eficaz de incentivar trabalho em equipe favorecendo o contato, as trocas e o desenvolvimento de objetivos sócio emocionais visando a preparação para a fase adulta.

Aqui convém ressaltar que grupo e equipe têm conotações diferentes. Enquanto o primeiro se refere a um agrupamento que pode ocorrer por circunstâncias diferentes e temporais, sem produzir vínculos, o segundo, ou seja,  a equipe, tem a concepção de um trabalho não somente coletivo, mas principalmente, colaborativo. Melhor ainda, a equipe constrói uma união, um trabalho conjunto e significativo para todos seus integrantes, envolvendo a todos com os objetivos e resultados do seu trabalho.

No trabalho em equipe, todos se comprometem com o sucesso de todos, sem que ninguém fique para trás, independentemente das diferenças individuais de seus integrantes.

A formação de equipe é mais significativa e intencional do que a de um grupo e, portanto, oferece uma profundidade de experiência e educação diferenciadas.

Acolhimento, perseverança, compreensão, organização, divisão do trabalho e responsabilidades entre outros, são atributos a serem desenvolvidos para a formação de uma boa equipe, superando assim o simples e pontual trabalho em grupo.

Por essas e outras razões é possível perguntar se realmente o trabalho organizado nas nossas escolas é um trabalho em grupo ou um trabalho de equipe, pois como se afirma no título, nem todo trabalho em grupo é um trabalho de equipe.

Nesse sentido, o trabalho docente é fundamental na orientação da formação de grupos que possam evoluir para uma equipe de trabalho desejável. E isso exige a mediação dos professores, considerando-se tratar de um processo de aprendizagem cognitiva e emocional.

Para contribuir com o trabalho docente, seguem abaixo algumas sugestões para considerar ao construir com os alunos equipes para o desenvolvimento de projetos de aprendizagem ao longo do ano letivo.

- Reconheça a necessidade de formar equipes de trabalho
Pergunte-se: O projeto ou atividade se presta bem ao trabalho colaborativo e à divisão de tarefas? Existem componentes suficientes para o projeto que exigem o trabalho coletivo?

- Demonstrar a necessidade de formar uma equipe
Depois de reconhecer a necessidade de uma equipe, demonstre essa necessidade para a classe. Apresente situações problema do mundo real cuja solução se faz necessário o trabalho em conjunto.

- Mostre os resultados
 Encontre uma maneira de demonstrar a diferença entre o resultado final de um problema resolvido com o trabalho em equipe e individual. Os resultados do produto acabado foram diferentes? Foi uma maneira mais efetiva?

- Esclareça sobre os benefícios do projeto ao se trabalhar em equipe
Explique como o projeto em questão se beneficiará de trabalhar em conjunto e a importância de reconhecê-lo como uma experiência multifacetada com diferentes papéis a preencher.

- Avalie habilidades e conhecimento promovidos pela participação de todos
Determine os pontos fortes e as habilidades potenciais  que cada integrante desenvolverá no trabalho em equipe.

- Criar equipes diversas
Decida como formar cada equipe, considerando cuidadosamente os pontos fortes e fracos de cada membro e como eles podem se beneficiar da dinâmica do grupo.

- Facilite a discussão
Ajude a manter a conversa dentro dos grupos dinamizando a sala de aula e facilitando a discussão. Faça perguntas sobre seu processo de discussão dos temas propostos, dos recursos que estarão usando ou resultados possíveis resultados.

- Materiais de apoio pedagógico
Certifique-se de que cada equipe tenha acesso aos materiais de apoio e conteúdo que lhes permitam realizar a tarefa com criatividade e recursos.

- Cuidado com os alunos sem voz
À medida que você está facilitando a discussão, fique atento aos alunos que não se sentem ouvidos ou hesitam em participar. Faça com que sejam ouvidos e tenha participação na equipe.

...Continua em nova postagem...

Tem mais a contribuir?
Encaminhe!

Postado por Michel Assali


22 fevereiro, 2018

Início de ano letivo: projetando a avaliação diagnóstica.

Olá, gente…


Um dos maiores desafios educadores enfrentam hoje é como diferenciar o ensino dentro da sala de aula. E o melhor momento para refletir sobre esse assunto é justamente o início do ano letivo. Para escolher um cenário comum, o professor de determinada disciplina do Ensino Médio, ou o polivalente do Fundamental, pode ter alunos que trabalham em sensíveis e diferentes níveis de conhecimentos da disciplina ou componente curricular.

Alguns alunos podem estar aquém da curva média da classe, enquanto outros podem estar numa posição bastante avançada. Mesmo os estudantes que, aparentemente, parecem estar num mesmo nível de aprendizagem, podem apresentar muitas diferenças no domínio efetivo de conhecimentos ou nos pré-requisitos de aprendizagem.

Neste sentido, o cenário sobre o domínio de conhecimentos numa sala de aula é muito variado tendo em vista as diferenças individuais, caracterizando específicos momentos na apropriação e desenvolvimento dos níveis de competência.

Com essas considerações, um planejamento de aprendizagem rígido ou inflexível, desconsiderando esses aspectos da diversidade, pode criar situações de frustração e desânimo ao grupo mais avançados e prejudicar o estímulo à aprendizagem, ao grupo que apresentam maiores dificuldades no processo.

Localizar o ponto exato das dificuldades de cada aluno é tarefa muito complexa, tendo em vista o formato e organização da sala de aula em todos os sistemas educacionais brasileiras. Porém, isso não pode soar como desânimo à docência.

A construção e o emprego de bons instrumentos diagnósticos de avaliação, pode melhor precisar e identificar as lacunas do conhecimento de cada aluno e facilitar ao professor elaborar um plano de intervenção eficaz.

Este é o momento onde a avaliação individualizada desempenha um papel crítico para identificar as reais lacunas do conhecimento de um aluno e construir um plano de itinerários pedagógicos personalizados, visando melhorar, garantir ou avançar no desenvolvimento da aprendizagem.

Pode a princípio parecer muito difícil ou impossível. Contudo, à medida que se exercita essa prática docente, rapidamente passa a se transformar em rotina que em pouco tempo contribuirá com resultados satisfatórios e a alegria da docência.

Experimente!

Pense sobre o assunto e encaminhe suas experiências relacionadas com o tema.

Postado por Michel Assali

08 fevereiro, 2018

Para tornar-se uma pessoa mais produtiva em 2018




Olá, gente...


O ano esta começando e o mês de janeiro já terminou. Logo vem o carnaval e quando menos se espera, o ano tem apenas 10 meses. Ainda virão os feriados, a copa do mundo, as eleições e as férias do ano.

Quando menos se espera, o ano termina e ao olhamos para trás, vemos que poderíamos ter produzido muito mais do que fizemos, tanto no aspecto profissional como no pessoal.

Distrações, falta de organização e foco são alguns dos motivos que causam a falta de produtividade, um problema que pode arruinar o trabalho e os negócios de qualquer profissional.
O que será que deu errado?

Para ajudar quem sofre com problema semelhante, o coach e escritor norte-americano Jack Canfield, publicou na revista Enterpreneur dicas para se tornar uma pessoa produtiva.

Confira a seguir uma lista feita com base nesse conteúdo:

- Limpe sua bagunça
Projetos incompletos podem te deixar para baixo e acabar com a energia que você precisa para alcançar seus objetivos. Essas pendências também te atrapalham a focar no que você realmente precisa fazer. Faça uma lista com todas as tarefas que ainda não concluiu e determine prazos para finalizá-las. Assim, você ficará livre para se concentrar no que realmente interessa no momento.

- Reserve dias para "ter foco"
De acordo com Canfield, pessoas de sucesso costumam reservar dias para focar em atividades que estão relacionadas aos seus objetivos. Durante os “dias de foco” você deverá gastar ao menos 80% do seu tempo em atividades e interações com pessoas que,  de alguma maneira, estejam relacionadas ao que você faz.

- Aprenda a dizer não
Sabendo dizer não a convites, propostas e distrações que não contribuam para que você atinja seus objetivos, você poderá usar seu tempo em atividades que realmente te ajudem a alcançar suas metas.  Canfield sugere que além de uma lista de tarefas, as pessoas devem fazer também uma lista com coisas que elas não devem perder tempo.

- Faça meditação
Segundo Canfield, a meditação irá te ajudar a limpar sua mente. Assim, você conseguirá tomar as melhores decisões e poderá focar em resolver seus maiores problemas. Além disso, essa atividade te ajudará a prestar mais atenção ao mundo ao seu redor, o que te contribuirá para que você se torne uma pessoa mais criativa.

Tem mais alguma sugestão a acrescentar?
Encaminhe suas sugestões e comentários.

Postado por Michel Assali

23 janeiro, 2018

Planejar 2018


Olá, gente...


Começa um novo ano, novos sonhos, sonhos renovados, ou ainda, velhos sonhos que não foram ou estão difíceis de serem concretizados. Todavia, as conquistas se realizam no cotidiano e para facilitar todo o trabalho, além da dedicação e perseverança necessárias, é preciso elaborar um planejamento.

Diversos planos são preparados no início do ano, visando uma série de objetivos voltados para muitas coisas, tais como, melhoria dos relacionamentos, da saúde, do desenvolvimento profissional, da formação educacional, do bem estar da família, etc.

Dentre tantos planos, são muito comuns exemplos como:
- o sedentário planeja passar a fazer exercícios regularmente
- uma nova dieta para quem está acima do peso
- um curso em língua estrangeira
- aprender tocar um instrumento
- pais que precisam passar mais tempo com as suas crianças
- os que desejam realizar uma viagem
- os que querem  melhorar a empregabilidade ou fazer um bom e novo curso
- ascender na carreira profissional
… e assim por diante.

Nada de errado com isso, pelo contrário: a ideia básica dos planejamentos pessoais é uma evolução e esse tipo de definição funciona bem para muita gente, especialmente quando os objetivos são bem claros apoiados por metas bem definidas.

Estabelecer metas é fundamental, pois são elas que permitem medir e acompanhar o sucesso do seu plano. Porém, cada meta (que é fração do objetivo maior) requer:

-ser claramente definida, ou seja, específica, precisa;
-ser mensurável: quanto mais fácil de medir e acompanhar, melhor;
-ser desafiadora: pouco adianta propor somente metas muito fáceis de alcançar;
-ser alcançável: uma meta impossível prejudica as viáveis;
-ter prazo definido: caso contrário, fica tudo para a próxima semana, o próximo ano, etc..

Parece ser muito fácil, mas não é bem assim!

O problema é que os planejamentos pessoais muitas vezes acabam sendo conduzidos ao fracasso se o componente motivacional não se fizer constante ao longo de todo o plano.

Sem a motivação necessária, os planos correm o risco de se concentrar mais na dimensão do “eu preciso” (emagrecer, aprender, me exercitar, acordar cedo, etc.) e deixam completamente de lado o “eu quero”, que é justamente a dimensão na qual temos mais amplitude para trabalhar nossa própria motivação.

Assim, já que o ano ainda está começando, que tal rever o seu planejamento para 2018 e incluir um pouco mais de “eu quero”?

Portanto, eis a proposta: não planeje seu novo ano com atenção apenas à eficiência, mas sim à efetividade também!
O planejamento tem que servir não apenas para você gerar mais resultado com o seu esforço, mas também para que a sua vida seja mais agradável.

Tem mais a contribuir? Encaminhe comentários!

Bom planejamento e uma excelente ano!


Postado por Michel Assali

04 janeiro, 2018

Ano Novo com mais vida!


 Olá, gente...



Agora que começa o Ano Novo de 2018, que tal renovar promessas, encaminhar outras, elaborar novos planos, pensar  e incluir um “plano B”, idealizar ações, organizar pensamentos, enfim... 
Renovar, retomar, reviver, anunciar, seguir em frente!

A época é propícia para tais reflexões e, principalmente, encaminhar ações.
Vivenciamos o aspecto religioso e social do Natal e da Passagem de Ano. Curtimos a família, os amigos e os companheiros de trabalho.

Agora, faça uma pausa agora para que você pense em VOCÊ. Isso mesmo, você.
É um momento para meditar, pensando no futuro, com pés no presente e as lições do passado.

Recebi um trecho de um texto em espanhol que adaptei para o português, o qual compartilho abaixo, com sugestões de propostas para desenvolver a criatividade e a felicidade para esse ano que se inicia:

- procure que todos os dias algo te surpreenda;
- procure surpreender pelo menos uma pessoa todos os dias;
- escreva todos os dias o que te surpreendeu e como surpreendeste os outros;
- quando algo te parece interessante, segue-o;
- reconheça que se fazes alguma coisa bem, isso te dá prazer;
- para manter o prazer por algo, incremente a sua complexidade;
- reserve tempo para a reflexão e relaxamento;
- descubra o que gostas e o que odeias na vida;
- comece a fazer mais o que gostas e menos o que "odeias";
- descubra uma forma de expressar o que te faz mover;
- olhe os problemas sob todos os pontos de vista possíveis;
- acolha todas as ideias possíveis;
- procure ideias originais.
(Csíkszentmihályi, citado por Alsina e outros (2009). 10 Ideias clave - El aprendizage creativo. Barcelona:Grao)

Tens como contribuir para aumentar a lista?
Compartilhe!


Postado por Michel Assali
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