EDUCADORES

05 dezembro, 2016

Manifesto incompleto a favor da inovação em educação


Olá, gente...


Inovação é atualmente a demanda mais solicitada tanto nas instituições públicos quanto nas corporativas e nos mais diversos setores da sociedade, com ênfase especial na educação. É evidente que a base para qualquer inovação que se pretenda reside no desenvolvimento da criatividade.

Dessa forma, a importância de construir um ambiente educacional favorável a promover a criatividade é fundamental dentro da instituição escolar, seja em ambientes especiais como na própria sala de aula.

Com esta preocupação o designer canadense Bruce Mau, iniciou um movimento em 1998, selecionando práticas e ações para motivar e liberar a criatividade. Embora seu objetivo visasse os designers, os conceitos são válidos para qualquer profissional, inclusive educadores.

Bruce Mau acredita que o Design é uma nova maneira de aumentar a qualidade do ensino das crianças e assim, gerar inovadores profissionais no futuro. Ele entende que o poder do design não tem limites, e tem a capacidade de trazer mudanças positivas em uma escala global.

Com muitos adeptos a ideia, Mau elaborou um manifesto que recebeu o nome de “Manifesto Incompleto”, por ter o objetivo de ser um movimento contínuo e construído de forma colaborativa.

Segue abaixo, uma seleção de interessantes afirmativas contidas no Manifesto Incompleto que favorecem nossa reflexão a respeito do assunto e sobre nosso trabalho.

• Permita-se mudar com os acontecimentos:
Você tem que estar disposto a crescer. Crescimento é diferente de algo que acontece com você. Você pode produzi-lo. Você vive isso. Para um crescimento significativo, é preciso estar aberto para experimentar eventos e a vontade de ser mudado por eles.

• Esqueça o bom:
 Bom é uma quantidade conhecida. Bom é o que todos nós concordamos. Precisamos, na verdade do ótimo, da excelência.

• O crescimento não é necessariamente o bom:
Crescimento é uma exploração constante. Se você já se contentar com um bom, você nunca vai ter um crescimento real.

• Não deixe de lado os erros acidentais:
A resposta errada é a resposta certa em busca de uma questão diferente. Colecione respostas erradas como parte do processo. Faça perguntas diferentes. Valorize os detalhes.

• Colabore:
O espaço entre pessoas trabalhando juntas é cheio de conflitos, atritos, alegria, prazer e vasto potencial criativo. Permita-se a colaborar sempre.

• Fique acordado até tarde:
Coisas estranhas acontecem quando você vai longe demais, trabalhou muito duro e depois, se vê separado do resto do mundo.

• Pense com a sua mente:
Esqueça a tecnologia. Criatividade não é dependente desse recurso. Toda mudança começa conosco e não com os recursos. A tecnologia é apenas recurso a ser disponibilizado para o que nós vamos planejar.

• Processo é mais importante que resultado: Quando o resultado guia o processo, nós somente iremos para onde já estivemos e pode levar a procrastinação. Se o processo guia o resultado, nós podemos não saber para onde estamos indo, mas saberemos que queremos estar lá.

• Ame seus experimentos:
Prazer é a engrenagem do crescimento. Explore a liberdade de moldar seu trabalho como lindos experimentos, interações, tentativas, provas e erros. Olhe para a longa vista e permita a si mesmo a diversão da falha todos os dias.

• Fique a deriva:
Permita a si mesmo vagar sem rumo. Explore as adjacências. Não faça julgamentos. Adie críticas.

• Continue se movendo:
A sociedade, o  mercado e suas operações têm a tendência de reforçar o sucesso. Resista. Permita que a falha e a migração sejam partes de sua prática.

• Não entre em premiações:
Simplesmente não faça isso. Não caia na armadilha da competição. Não é bom para você.

Não é mais possível admitir que, em pleno século XXI, uma empresa ou instituição escolar que almeja o sucesso não tenha como lema a inovação. Mas é preciso combinar o princípio da inovação com o principio do processo criativo e, junto com outras ações estruturantes, manterem-se competitivas.

Lembrando que inovar é o passo final de um longo caminho difícil, ousado e de enfrentamento de mudanças, requerendo persistência, disciplina e determinação por parte de todas as pessoas e de todos os setores. É possível!

Lembre-se que do século XXI, já se passaram 16% e, inovações na educação até agora, nadinha de nada.

Já pensou a respeito disso? Manifeste sua opinião! Deixe seus comentários!


Postado por Michel Assali

28 novembro, 2016

Você tem medo dos problemas?



Olá, gente...


"Penso que só há um caminho para a ciência ou para a filosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte vos separe - a não ser que encontrem outro problema ainda mais fascinante, ou, evidentemente a não ser que obtenham uma solução. 

Mas, mesmo que obtenham uma solução, poderão então descobrir, para vosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderão trabalhar, com um sentido, até ao fim vossos dias". Karl Popper

São os problemas e as perguntas que mobilizam a pesquisa e a evolução do mundo. Logo, em educação assim como em qualquer outra atividade, os problemas devem ser sempre vistos como elementos mobilizadores das reflexões sobre as necessidades para que a educação avance sempre no sentido de garantir acesso, permanência e qualidade para as crianças e jovens.

Nesse sentido, enfrentar problemas e encontrar soluções são faces da mesma moeda, ou seja, deverão ser hábitos a serem desenvolvidas com o emprego de posturas e ações tanto científicas quanto heurísticas. Para tanto todas as formas de dados a serem coletados poderão estar sob diversas formas e canais de informação e comunicação, incluindo-se aí as falas, os depoimentos de pessoas representantes de todos os segmentos da instituição, sejam eles internos e externos.

Além disso, a criação de espaços e tempos para análises, reflexões, discussões e propostas de soluções dos problemas específicos, deverão integrar a atividade profissional, com objetivos de subsidiar a elaboração de planos de ações exequíveis, com acompanhamento, controle e avaliação, visando a consecução de objetivos propostos.

Os problemas unem forças, transformam a informação em conhecimento, produzem alternativas e soluções, mobilizam, enriquecem e ensinam.

Portanto, não tenhamos medo. Que venham os problemas!
Tem mais algo a acrescentar?

Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

21 novembro, 2016

Estaremos nos preparando para a escola que virá?


Olá, gente...

A evolução tecnológica econômica e social produziu sensíveis impactos ao contexto da experiência de aprendizagem influenciando as formas e metodologias do ensino e aprendizagem nas últimas décadas, especialmente no início do Século XXI. 

As relações sociais e profissionais mediadas pelas novas tecnologias produziram efeitos alterando espaços e tempos de aprendizagem e o modo de produzir resultados em função dos objetivos das instituições educacionais em escala mundial. 

Como consequência, a instituição escolar, pressionada pelas novas tendências, passa por mudanças significativas, tanto na demografia do corpo discente e de mudanças baseadas na tecnologia no ensino e aprendizagem, exigindo um corpo docente adaptado para os novos contextos e cenários. 

Considere-se ainda, as conquistas sociais, onde o acesso e a permanência na escola aliadas à qualidade de ensino, bem como a inclusão escolar, notadamente exigida e amparada por dispositivos legais, transformam o ambiente escolar em local privilegiado para as diversas formas de interações sociais definindo espaços e tempos individualizados para a aprendizagem.

Nesse sentido, a escola futura deve se organizar de forma a fazer uso de tecnologias e métodos de ensino adequados às novas demandas, no sentido de produzir técnicas e recursos pedagógicos cada vez mais apropriados às diversidades e experiências de seus alunos.

Ao longo dos últimos anos, temos observado uma mudança de paradigma que mostra um movimento em direção a uma abordagem cada vez mais centrada no aluno para o ensino e a aprendizagem. O significado da aprendizagem mudou a partir de um método de ensino unidirecional para enfatizar o fato de que o conhecimento é construído através da colaboração entre professores e alunos, ou entre os próprios alunos, trabalhando em projetos, tarefas ou resolução de problemas.

Outro fator importante que tem tido um enorme impacto sobre a nossa forma de aprender é a quantidade, por vezes esmagadora e a presença de todos os tipos de tecnologias que suportam o ensino e a aprendizagem. Estes vão desde quadros e tablets, a web-conferências, ferramentas online e todos os tipos de recursos digitais.


As escolas procuram se inserir nesse contexto fazendo com que as instituições públicas e privadas apliquem consideráveis recursos para atender as demandas sociais com relação ao uso das tecnologias.

A Medida Provisória para o novo Ensino Médio está posta pelo governo, provocando grandes discussões, posicionamentos e ações em diversos segmentos da sociedade.

Diante da situação convém fazer uma reflexão sobre as indagações que surgem como consequência:

- Os educadores estão suficientemente envolvidos e preparados para utilizar todo esse aparato tecnológico?
- As mudanças provocadas pela Medida Provisória para o Ensino Médio beneficiará o ensino público?
- Os educadores têm ideia sobre os novos hábitos de pensamento a serem desenvolvidos nos alunos do Séc. XXI?
- As propostas curriculares estão adequadas para atender um ensino com o uso das novas tecnologias?
- Projetos de aprendizagem estão alinhados na perspectiva do material didático virtual?
- Os cursos superiores de formação profissional estão se preparando para formar novas competências para professores e gestores?
- Estarão as famílias preparadas para a escola que está por vir?

Essas e outras perguntas se fazem necessárias às discussões sobre o tema para que os educadores possam sentir segurança nas mudanças paradigmáticas das estruturas educacionais.

Vamos pensar sobre essas questões!
Compartilhe e encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali.


14 novembro, 2016

Término de semestre: 9 formas comuns de avaliar.

Olá, gente...



O término do semestre se caracteriza por reunir um conjunto de registros referentes ao desempenho do aluno, possibilitando uma série de reflexões a respeito das intervenções necessárias para a próxima etapa de ensino.

Submeter o planejamento do curso a análise e avaliação passa a ser fundamental para retomar o currículo, alinhar metodologias e ajustar as metas previstas visando aperfeiçoar cada vez mais o processo ensino e aprendizagem.

A construção e uso de instrumentos precisos de avaliação, torna-se cada vez mais imprescindível para o controle e acompanhamento do trabalho docente.

Para auxiliar as reflexões sobre o assunto, encaminho em arquivo anexado, material para apreciação com objetivo de contribuir com a melhoria da organização do trabalho pedagógico. 

Confira abaixo, os 9 jeitos mais comuns de avaliar que, usados com critérios bem definidos, contribuem fortemente para um exclente trabalho docente.



Prova objetiva
definição
Série de perguntas diretas, para respostas curtas, com apenas uma solução possível.
função
Avaliar quanto o aluno apreendeu sobre dados singulares e específicos do conteúdo
vantagens
É familiar às crianças, simples de preparar e de responder e pode abranger grande parte do exposto em sala de aula.
atenção
Pode ser respondida ao acaso ou de memória e sua análise não permite constatar quanto o aluno adquiriu de conhecimento.
planejamento
Selecione os conteúdos para elaborar as questões e faça as chaves de correção; elabore as instruções sobre a maneira adequada de responder às perguntas.
análise
Defina o valor de cada questão e multiplique-o pelo número de respostas corretas.
como utilizar as informações
Liste os conteúdos que os alunos precisam memorizar; ensine estratégias que facilitem associações, como listas agrupadas por ideias, relações com elementos gráficos e ligações com conteúdos já assimilados.

Prova dissertativa
definição
Série de perguntas que exijam capacidade de estabelecer relações, resumir, analisar e julgar.
função
Verificar a capacidade de analisar o problema central, abstrair fatos, formular ideias e redigi-las.
vantagens
O aluno tem liberdade para expor os pensamentos, mostrando habilidades de organização, interpretação e expressão.
atenção
Não mede o domínio do conhecimento, cobre amostra pequena do conteúdo e não permite amostragem.
planejamento
Elabore poucas questões e dê tempo suficiente para que os alunos possam pensar e sistematizar seus pensamentos.
análise
Defina o valor de cada pergunta e atribua pesos a clareza das ideias, para a capacidade de argumentação e conclusão e a apresentação da prova.
como utilizar as informações
Se o desempenho não for satisfatório, crie experiências e motivações que permitam ao aluno chegar à formação dos conceitos mais importantes.

Seminário
definição
Exposição oral para um público leigo, utilizando a fala e materiais de apoio adequados ao assunto.
função
Possibilitar a transmissão verbal das informações pesquisadas de forma eficaz.
vantagens
Contribui para a aprendizagem do ouvinte e do expositor, exige pesquisa, planejamento e organização das informações; desenvolve a oralidade em público.
atenção
Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido.
planejamento
Ajude na delimitação do tema, forneça bibliografia e fontes de pesquisa, esclareça os procedimentos apropriados de apresentação; defina a duração e a data da apresentação; solicite relatório individual de todos os alunos.
análise
Atribua pesos à abertura, ao desenvolvimento do tema, aos materiais utilizados e à conclusão. Estimule a classe a fazer perguntas e emitir opiniões.
como utilizar as informações
Caso a apresentação não tenha sido satisfatória, planeje atividades específicas que possam auxiliar no desenvolvimento dos objetivos não atingidos.

Trabalho em grupo
definição
Atividades de natureza diversa (escrita, oral, gráfica, corporal etc) realizadas coletivamente.
função
Desenvolver o espírito colaborativo e a socialização
vantagens
Possibilita o trabalho organizado em classes numerosas e a abrangência de diversos conteúdos em caso de escassez de tempo.
atenção
Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido.
planejamento
Proponha uma série de atividades relacionadas ao conteúdo a ser trabalhado, forneça fontes de pesquisa, ensine os procedimentos necessários e indique os materiais básicos para a consecução dos objetivos.
análise
Observe se houve participação de todos e colaboração entre os colegas, atribua valores às diversas etapas do processo e ao produto final.
como utilizar as informações
Em caso de haver problemas de socialização, organize jogos e atividades em que a colaboração seja o elemento principal.

Debate
definição
Discussão em que os alunos expõem seus pontos de vista a respeito de assunto polêmico.
função
Aprender a defender uma opinião fundamentando-a em argumentos convincentes.
vantagens
Desenvolve a habilidade de argumentação e a oralidade; faz com que o aluno aprenda a escutar com um propósito.
atenção
Como mediador, dê chance de participação a todos e não tente apontar vencedores, pois em um debate deve-se priorizar o fluxo de informações entre as pessoas.
planejamento
Defina o tema, oriente a pesquisa prévia, combine com os alunos o tempo, as regras e os procedimentos; mostre exemplos de bons debates. No final, peça relatórios que contenham os pontos discutidos. Se possível, filme a discussão para análise posterior.
análise
Estabeleça pesos para a pertinência da intervenção, a adequação do uso da palavra e a obediência às regras combinadas.
como utilizar as informações
Crie outros debates em grupos menores; analise o filme e aponte as deficiências e os momentos positivos.

Relatório individual
definição
Texto produzido pelo aluno depois de atividades práticas ou projetos temáticos
função
Averiguar se o aluno adquiriu conhecimento e se conhece estruturas de texto
vantagens
É possível avaliar o real nível de apreensão de conteúdos depois de atividades coletivas ou individuais
atenção
Evite julgar a opinião do aluno
planejamento
Defina o tema e oriente a turma sobre a estrutura apropriada (introdução, desenvolvimento, conclusão e outros itens que julgar necessários, dependendo da extensão do trabalho); o melhor modo de   apresentação e o tamanho aproximado
análise
Estabeleça pesos para cada item que for avaliado (estrutura do texto, gramática, apresentação)
como utilizar as informações
Só se aprende a escrever escrevendo. Caso algum aluno apresente dificuldade em itens essenciais, crie atividades específicas, indique bons livros e solicite mais trabalhos escritos

Autoavaliação
definição
Análise oral ou por escrito, em formato livre, que o aluno faz do próprio processo de aprendizagem.
função
Fazer o aluno adquirir capacidade de analisar suas aptidões e atitudes, pontos fortes e fracos.
vantagens
O aluno torna-se sujeito do processo de aprendizagem, adquire responsabilidade sobre ele, aprende a enfrentar limitações e a aperfeiçoar potencialidades.
atenção
O aluno só se abrirá se sentir que há um clima de confiança entre o professor e ele e que esse instrumento será usado para ajudá-lo a aprender.
planejamento
Forneça ao aluno um roteiro de auto-avaliação, definindo as áreas sobre as quais você gostaria que ele discorresse; liste habilidades e comportamentos e peça para ele indicar aquelas em que se considera apto e aquelas em que precisa de reforço.
análise
Use esse documento ou depoimento como uma das principais fontes para o planejamento dos próximos conteúdos.
como utilizar as informações
Ao tomar conhecimento das necessidades do aluno, sugira atividades individuais ou em grupo para ajudá-lo a superar as dificuldades.

Observação
definição
Análise do desempenho do aluno em fatos do cotidiano escolar ou em situações planejadas.
função
Seguir o desenvolvimento do aluno e ter informações sobre as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora.
vantagens
Perceber como o aluno constrói o conhecimento, seguindo de perto todos os passos desse processo.
atenção
Faça anotações no momento em que ocorre o fato; evite generalizações e julgamentos subjetivos; considere somente os dados fundamentais no processo de aprendizagem.
planejamento
Elabore uma ficha organizada (check-list, escalas de classificação) prevendo atitudes, habilidades e competências que serão observadas. Isso vai auxiliar na percepção global da turma e na interpretação dos dados.
análise
Compare as anotações do início do ano com os dados mais recentes para perceber o que o aluno já realiza com autonomia e o que ainda precisa de acompanhamento.
como utilizar as informações
Esse instrumento serve como uma lupa sobre o processo de desenvolvimento do aluno e permite a elaboração de intervenções específicas para cada caso.

Conselho de classe
definição
Reunião liderada pela equipe pedagógica de uma determinada turma.
função
Compartilhar informações sobre a classe e sobre cada aluno para embasar a tomada de decisões.
vantagens
Favorece a integração entre professores, a análise do currículo e a eficácia dos métodos utilizados; facilita a compreensão dos fatos com a exposição de diversos pontos de vista.
atenção
Faça sempre observações concretas e não rotule o aluno; cuidado para que a reunião não se torne apenas uma confirmação de aprovação ou de reprovação.
planejamento
Conhecendo a pauta de discussão, liste os itens que pretende comentar. Todos os participantes devem ter direito à palavra para enriquecer o diagnóstico dos problemas, suas causas e soluções.
análise
O resultado final deve levar a um consenso da equipe em relação às intervenções necessárias no processo de ensino-aprendizagem considerando as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora dos alunos.
como utilizar as informações
O professor deve usar essas reuniões como ferramenta de auto-análise. A equipe deve prever mudanças tanto na prática diária de cada docente como também no currículo e na dinâmica escolar, sempre que necessário.

                                                                 Fonte de pesquisa: revistaescola.abril.com.br



Achou interessante? Possui algum novo jeito ou forma de avaliar? 
Encaminhe seus comentários!

Postado Por Michel Assali

07 novembro, 2016

O que significa ser um líder gestor verdadeiramente responsável?

Olá, gente...


A ideia de prestação de contas pode ser assustadora para qualquer gestão.  E muitas vezes essa ação se caracteriza por contextos de atribuir culpas ou determinar apenas o que deu errado.

Conforme a Wikipédia, o termo accountability é um termo da língua inglesa que pode ser traduzido para o português como responsabilidade com ética e remete à obrigação, à transparência, de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou a seus representados.

Outro termo usado numa possível versão portuguesa é responsabilização. Também traduzida como prestação de contas, significa que quem desempenha funções de importância na sociedade deve regularmente explicar o que anda a fazer, como faz, por qual motivo faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir. Não se trata, portanto, apenas de prestar contas em termos quantitativos, mas de auto-avaliar a obra feita, de dar a conhecer o que se conseguiu e de justificar aquilo em que se falhou. 

Mas, eu gostaria de desafiar o seu pensamento sobre este conceito. A verdade vos libertará, e a prestação de contas é uma grande e incrível solução para a liberdade. É por essa razão que acredito que a preocupação das lideranças em assumir a responsabilidade por suas atitudes, ações e resultados é tremendamente libertador.  Ao contrário, a tentativa de evitar a responsabilidade, atribuindo-a a outros, faz do líder um prisioneiro de suas próprias ações.

Para tanto, o gestor-líder precisa desenvolver constantemente, e até por atitudes repetitivas, bons hábitos da liderança incluindo aí a transparência e a prestação de contas.
Para tanto, é fundamental considerar alguns aspectos, dos quais dou ênfase aos que seguem:

- Identificar a quem você presta contas.
- Reconhecer sua própria pessoa e valor nos processos e resultados.
- Ser específico sobre suas decisões na prestação de contas.
- Evitar justificativas na auto piedade e remorsos.
- Tomar decisões para corrigir os problemas criados.

Reconhecer o erro é fundamental para a superação dos problemas. Não temer quando o próprio líder comete o erro, uma vez que é preciso considerar que não há fracassos e sim aprendizagens.
Erros e falhas, quando devidamente reconhecidos, contribuirão para superar e restaurar a confiança das pessoas e aumentar a sua influência enquanto liderança e gestão.

Pense sobre essa questão.
Tem algo a compartilhar sobre o tema? Encaminhe!


Postado por Michel Assali

31 outubro, 2016

A rubrica como instrumento eficaz de avaliação escolar


Olá, gente...

Considerando o último bimestre ou trimestre letivo como o momento síntese das aprendizagens do planejamento, oportunidade em que muitas escolas realizam mostras, conclusões de curso e outras atividades, encaminho abaixo, uma sugestão de rubrica para avaliar atividades realizadas pelos alunos, tanto no formato individual e melhor ainda, para trabalhos coletivos.

A rubrica tem origem na webquest (atividade online) e nada mais é que quadro com um conjunto de critérios para habilidades e competências previamente discutidos e apresentados aos alunos.

Tais aspectos são organizados pelo professor ou professores das áreas envolvidas na atividade envolvendo até sugestões dos alunos, conforme os objetivos do conteúdo, disciplina ou níveis de ensino.

A rubrica pode ser utilizada com alunos de todas as idades e se constitui num excelente instrumento para mensurar habilidades e competências (saber, fazer, conviver, atitudes, valores), exigindo para tanto que sejam:

- identificadas as habilidades e competências a avaliar;
- considerados os aspectos relevantes da atividade;
- claramente explícitos os critérios de referência para cada nível escolhido.

Observe a sugestão de modelo abaixo que construí e utilizei.

SUGESTÃO DE RUBRICA

ESCOLA / COLÉGIO .............................................................................................................
Profº ...................................................................   Disciplina / Área .......................................
Projeto / Atividade: .......................................................................................
Nota: ...........................

Pergunta(s) de condução
(Descrever a(s) questão(ões) mobilizadora(s) e norteadora(s) da pesquisa, do problema ou do tema a ser tratado.) 
Descrição da atividade
(Descrever o que e o como os alunos irão realizar a atividade.)
Formato da apresentação
(Detalhar a apresentação, introdução, conteúdo base, conclusão, bibliografia, etc.)
Cuidados e posturas 
(Forma de apresentar, vocabulário, roupas, tecnologias, tempo, etc.)

(Critérios: tratados com os colegas professores e sê possível, com os alunos.)
Conteúdo
Insatisfatório
Proficiente
Avançado
Descritores / critérios
● O conteúdo não é explicado.
● Explicou o conteúdo, mas para fora do contexto.
● Explicou o conteúdo, mas de forma incorreta.
● Explicou o conteúdo, mas em uma maneira simplista e superficial
● Descreveu sem análise.
● Explicou, mas apenas em uma limitada forma, roteirizado e decorado.
● Explicou conteúdo contextualizando o conteúdo ou a apresentação.
● Explicou o conteúdo em profundidade e em detalhes.
● Explicou o conteúdo de forma clara.
● Explicou de forma analítica.
● Fundamentou a explicação com dados e provas.
● Respondeu às perguntas de forma a demonstrar conhecimento e confiança do conteúdo.
● Explicou o conteúdo completamente.
● Justificou totalmente sua explicação.
● Explicou de uma forma contextualizada e ampliou relacionando o conteúdo com outras áreas de conhecimento.
● Respondeu às perguntas de uma forma a demonstrar flexibilidade, novos contextos e aplicações do conteúdo.
Normas / regras

Descrever o conteúdo base a ser explorado, subsidiando com bibliografia sugerida.
Pontuação
0 a 5,9
6 a 7,9
8 a 10


Convém ressaltar que trata-se de uma sugestão de modelo e critérios podendo ser perfeitamente adaptáveis para as situações de acordo com o planejamento de cada professor, área ou disciplina de estudo.
Para tanto, existem rubricas de diversos modelos para as mais diversas situações de aprendizagem que você pode garimpar na internet e adaptar ao seu trabalho.

Pesquise sobre o tema e construa a sua.

Aproveite, também para compartilhar e enviar seus comentários.

Postado por Michel Assali


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...