EDUCADORES

20 junho, 2017

Inverno 2017

INVERNO


Tempo da Terra,
Tempo dos humanos
Tempo de ...
- guardar para semear,
- recarregar para carregar,
- repensar para pensar,
- silenciar para expor,
- meditar para escolher,
- se fechar para desabrochar,
- reconsiderar para conciliar,
- se recolher para escolher, acolher
- se aquecer para amar.
Tempo maravilhoso, o inverno.
Que venha!  Salve o tempo. 
                         (Michel Assali)


Postado por Michel Assali

12 junho, 2017

Gestão: a autoridade formal e a liderança




Olá, gente...

A liderança é um termo para o qual cabem muitas definições com algumas características comuns como, o envolvimento de pessoas, os relacionamentos interpessoais, as dinâmicas de funcionamento de grupos e a capacidade de influenciar comportamentos.

Porém, a liderança não é inata e pode perfeitamente ser construída teórica e praticamente através de muito conhecimento, reflexões e pela prática aliada ao desenvolvimento dos relacionamentos pessoais e interpessoais.

Neste sentido, não basta querer ser um líder, nem achar que basta ser chefe para ser o líder. A contratação, a designação ou a nomeação para um cargo de chefia não determina a formação de um líder. A liderança precisa ser construída gradativamente através de atitudes e conhecimentos.

Assim, entende-se que a autoridade formal é apenas instrumento para tornar uma pessoa um chefe, mas nunca o suficiente para torná-la líder. É preciso ir para além da formalidade e investir fortemente na gestão de pessoas.

Numa instituição privada ou pública, como uma escola, por exemplo, seu maior patrimônio a gerenciar não são os bens ou equipamentos e sim, as pessoas que ali atuam. Pois é junto ao grupo de pessoas que a liderança se desenvolve. Ninguém é líder de ferramentas, pois seria apenas responsável pelo almoxarifado.

Alguns aspectos diferenciam a autoridade formal da liderança.

Veja:

Autoridade formal:
- Fundamenta-se em legislações aceitas de comum acordo, que criam figuras de autoridade dotadas do poder de comando.
- O seguidor obedece à legislação incorporada na figura de autoridade, não à pessoa que ocupa o cargo.
- A lei é instrumento que garante a convivência social.
- A autoridade formal é limitada no tempo e no espaço geográfico, social ou organizacional. Os limites definem a jurisdição da autoridade.
-É temporária para a pessoa que desempenha o papel de figura de autoridade.
- A autoridade formal inclui o poder de forçar a obediência das regras aceitas para a convivência.

A liderança:
- Fundamenta-se na crença dos seguidores a respeito das qualidades do líder e de seu interesse em segui-lo.
- O seguidor obedece ao líder e à missão que ele representa.
- O líder é instrumento para resolver problemas da comunidade.
- A liderança é limitada ao grupo que acredita no líder ou precisa dele. Os limites da liderança definem a área de influência do líder.
- A liderança tem a duração da utilidade do líder para o grupo de seguidores.
- Os líderes têm o poder representado pelas pessoas que o seguem.
- A liderança é produto de inúmeros fatores. Não é qualidade pessoal singular.


Diretores que são verdadeiramente líderes e não apenas chefes, têm algumas características em comum:
-Usam muito mais a capacidade de influência do que o poder de comando.
-Sabem ouvir cada integrante da equipe e fazer uso das informações que recebem.
-Sabem delegar e acreditar no trabalho realizado pelas equipes.
-Confiam na equipe e procuram fazer com que a equipe confie nele.
-Valorizam opiniões e perspectivas de outros.
-Comunicam claramente à equipe e ao público interno quais os objetivos e metas.

Pense sobre o tema e responda:
-Que tipo de liderança é a sua?
-Que leituras você tem feito sobre o assunto?
-Que ações têm praticado para desenvolver sua liderança?

Tem mais a contribuir? Encaminhe para compartilhar ou deixe seus comentários. 

Postado por Michel Assali





04 junho, 2017

Realizadores, conformados ou procrastinadores?


Olá, gente...


Buscava pela rede textos sobre procrastinação nas diferentes atividades profissionais.

Encontrei um texto de Christian Barbosa que aborda diversos temas sobre gestão, extraindo a classificação abaixo que achei bem didática e interessante para uma reflexão, considerando o processo produtivo das pessoas.

Segundo Christian, uma forma fácil de entendermos o ritmo produtivo e evolução das pessoas é dividi-lo em três grandes grupos:

Os realizadores – são aqueles que saem do lugar e fazem alguma coisa seja para atingir seus objetivos, dar saltos na carreira, viver melhor seus relacionamentos e ter mais saúde e prosperidade em todos os sentidos.

Os conformados – são aqueles que já assumiram que simplesmente não dá pra mudar, que a vida é assim mesmo, que ele não nasceu “virado” para a lua e que acredita que time que está empatando pelo menos não tá perdendo e assim, não se mexe.

Os procrastinadores – são aqueles que até tem vontade de mudar, de fazer algo diferente, que se motivam para criar planos, mas na hora H alguma coisa os impede de dar o próximo passo. Por insegurança ou por realizar uma ação que não será agradável, deixam para realizar “mais tarde”.

A parte triste dessa divisão é que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já teve um desses perfis presente na sua rotina. Não é verdade? Ninguém é 100% realizador. Com certeza, o Bill Gates, Steve Jobs, Sílvio Santos, João Doria ou qualquer outro desses personagens que são extremamente bem sucedidos, já tiveram seus dias de procrastinadores e conformados.

Só que essas pessoas têm uma coisa em comum: eles conseguem administrar esses perfis e voltam rapidamente para o perfil realizador. Eles entendem que ninguém é inabalável, mas que todos têm uma capacidade inigualável de seguir em frente, no perfil adequado.

Em qual perfil você está vivendo hoje em dia?

Que tal aproveitar que praticamente 50% do ano já foi embora para começar a viver no perfil mais adequado?


Postado por Michel Assali

15 maio, 2017

Ensino Híbrido (Blended Learning)

Olá, gente...


Diversos alunos meus pediram comentários a respeito do Ensino Híbrido (Blended  Learning) que vem sendo empregado em muitas escolas americanas.

Como já havia publicado uma postagem a respeito do assunto há dois anos, decidi atualizar a postagem e compartilhar.

Dentre as tendências para o ensino no séc. 21 com o uso das tecnologias, chama a atenção o modelo denominado Blended Learning, denominado no Brasil como Ensino Híbrido, o qual pode ser utilizado a partir dos anos finais do Ensino Fundamental e, principalmente, no Ensino Médio e no Curso Superior.

Acredito, porém que atualmente é no Curso Superior que o Ensino Híbrido teria melhor condições de se desenvolver, considerando as características e necessidades que  que esse nível de ensino possibilita, tais como maturidade dos alunos, acesso às tecnologias, etc.

Ensino híbrido (ou aprendizagem híbrida) é um modelo que combina experiências de aprendizagem digitais e presencial. O Instituto Christensen para Disruptive Innovation define o Ensino híbrido como um programa de educação formal em que um estudante aprende,

1) pelo menos em parte, através da aprendizagem on-line, com algum elemento de controle ao aluno ao longo do tempo adequando local, percurso e ritmo;
2) pelo menos em parte, em um ambiente supervisionado (longe de casa).
3) e as modalidades ao longo caminho de aprendizagem de cada aluno dentro de uma disciplina ou assunto, são conectados para fornecer uma experiência integrada de aprendizagem .

Os programas de ensino híbrido se organizam em quatro modelos básicos:
- Rotação
- Flex
- À la Carte  
- Virtual Enriquecido

Comentaremos nesta postagem o Modelo de Rotação e seus submodelos. Nas próximas postagens daremos continuidade aos comentários dos outros modelos.

 Modelo em Rotação - um curso ou assunto em que permite aos alunos se movimentarem em uma programação fixa ou a critério do professor entre as modalidades de aprendizagem, pelo menos, uma das quais é a aprendizagem online. Outras modalidades podem incluir atividades como pequenos grupos ou instruções em classe, projetos em grupo, aulas individuais, etc. Os alunos aprendem principalmente na escola, com exceção de todas as tarefas de casa.

O modelo de Rotação inclui quatro submodelos: Rotação em Estações, Laboratório de Rotação, Sala de Aula Invertida e Rotação Individual.

 - Rotação em Estações - um curso ou assunto em que os alunos experimentar o modelo de rotação dentro de uma sala de aula contido ou grupo de salas de aula. Esse modelo difere do modelo individual de rotação, porque os alunos se movimentam através de todas as estações, e não apenas naquelas com programações personalizadas.

- Laboratório de Rotação - um curso ou assunto em que os alunos se movimentam para um laboratório de informática para a estação conectadas online.

- Sala de Aula Invertida  - um curso ou conteúdo em que os alunos participam de aprendizagem on-line no lugar do tradicional trabalho de casa. Vão para a escola onde presencialmente, realizam a prática ou execução de projetos orientados pelo professor. Em resumo: a parte teórica é estudada em casa e on-line. A parte prática é realizada na escola sob a supervisão e orientação do professor.

- Rotação individual - um curso ou assunto em que cada aluno tem uma  lista individualizada e não necessariamente vá passar em todas as estações, mas naquelas em que apresentar necessidades conforme prescrição do professor. Um algoritmo ou professor (s) define horários individuais do estudante.

Veja mais em: http://www.christenseninstitute.org/blended-learning-definitions-and-models/#sthash.AgT58CNz.dpuf

Tem mais a contribuir? Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

06 maio, 2017

Pedagogia diferenciada


 Olá, gente...


Embora muitos educadores acolham e concordem teoricamente que a formação da sala de aula moderna deva seguir os princípios da heterogeneidade, na prática a maioria dos sistemas escolares ainda adota tratamentos metodológicos e práticas de ensino para classes homogêneas. Ou seja, um único conteúdo para um único programa, uma mesma metodologia, um mesmo calendário, a aplicação do mesmo instrumento de avaliação para todos os alunos como, etc.

O pesquisador Philippe Perrenoud nos aponta que, toda situação didática proposta ou imposta de modo uniformemente a um grupo de alunos, será sempre inadequada para uma boa parcela deles. Alguns a dominarão tão facilmente que em pouco tempo deixará de ser desafiadora, ocasionando dispersão e perda de interesse pela aprendizagem. Outros, por não conseguirem entender, jamais se envolverão com a atividade esperando as “explicações” do professor ou de algum adulto.

Mesmo quando um conteúdo é compatível com o nível de desenvolvimento e as capacidades cognitivas dos alunos, poderá ser desprovida de sentido e interesse alguns aprendizes. Pode ainda, não gerar nenhuma atividade notável em nível intelectual e, por conseguinte, nenhuma construção de novos conhecimentos, muito menos se constituir num reforço de aprendizado.

O desafio do professor está em pesquisar e produzir metodologias e técnicas de ensino que favoreçam atender essas diferenças individuais pois, conforme Perrenoud, “diferenciar é organizar as interações e as atividades, de modo que cada aluno seja confrontado constantemente, ou ao menos com bastante frequência, com as situações didáticas mais fecundas para ele”.

Tarefa difícil para o trabalho individual, porém perfeitamente possível se tratada e discutida coletivamente com planejamento adequado e a utilização do potencial das tecnologias da informação e comunicação.

O tema é instigante e vale pesquisar sobre o assunto e discutir com demais profissionais.

Tem mais a colaborar? Encaminhe, compartilhe!


Postado por Michel Assali

28 abril, 2017

Pai, quanto tu sabes? Refletindo a avaliação.



Olá gente...


Em tempos de avaliação, é preciso refletir sobre o trabalho pedagógico e considerar os objetivos estabelecidos e as habilidades e competências desenvolvidas.
Para tanto, pensar o processo avaliatório com um meio e não um fim torna-se fundamental para a profissão docente em todos os níveis e modalidades de ensino.

Assim, convido a leitura do metálogo abaixo no intuito de provocar a reflexão sobre o tema.

Bateson, no metálogo “!Pai, quanto é que tu sabes?” discute com sua filha, sobre a (im)possibilidade de mensurarmos o quanto sabemos. Os trechos deste metálogo que descrevo a seguir oferecem subsídios para refletir sobre questões referentes às práticas pedagógicas e aos processos avaliativos.

PAI, QUANTO É QUE TU SABES?

Filha: Pai, quanto é que tu sabes?

Pai: Eu? Hum! Tenho cerca de uma libra de conhecimento.

Filha: Não sejas assim. É uma libra em dinheiro ou uma libra em peso? O que eu quero é saber quanto é que tu sabes?

Pai: Bem, o meu cérebro pesa cerca de duas libras e suponho que só uso uma quarta parte dele, ou que o uso com cerca de um quarto de eficiência. Portanto, digamos meia libra.

Filha: Mas tu sabes mais do que o pai do João? Sabes mais do que eu?

Pai: Hum! Conheci uma vez na Inglaterra um rapazinho que perguntou ao pai: “Os pais sabem sempre mais que os filhos?” e o pai respondeu: “Sim”. A pergunta seguinte foi: “Pai, quem inventou a máquina a vapor?”, e o pai disse: “James Watt”. Então o filho respondeu: “Mas então por que é que não foi o pai dele que a inventou?”

Filha: Isso já eu sabia. Sei mais que esse rapaz porque sei por que é que o pai de James Watt não inventou a máquina a vapor. Foi porque outras pessoas tiveram de pensar noutras coisas antes que alguém pudesse fazer uma máquina a vapor. Quero dizer que qualquer coisa como... Não sei... Mas teve de haver outra pessoa que descobrisse o óleo antes que alguém pudesse fazer um motor.

Pai: Sim, isso estabelece a diferença. Quero dizer que isso significa que todo conhecimento está como se fosse um tricô, uma malha, como se fosse um tecido, e que cada peça do conhecimento só faz sentido ou é útil por causa das outras peças e...

Filha: Achas que o devias medir a metro?

Pai: Não, não acho.

Filha: Mas é assim que se compram os tecidos.

Pai: Sim, mas eu não disse que era tecido. É só parecido, e certamente não é plano como o tecido, mas em três dimensões, talvez quatro.

(...) O que nós temos que pensar é como é que as peças do conhecimento estão entrelaçadas umas nas outras. Como é que elas se ajustam umas às outras.

Filha: (...) Pai, já alguém mediu alguma vez quanto é que qualquer outra pessoa sabia?

Pai: Oh, sim. Muitas vezes. Mas não sei exatamente o que é que esses resultados querem dizer. Eles fazem isso com exames e testes e questionários, mas é como tentar saber o tamanho duma folha de papel atirando-lhe pedras.

Filha: O que é que queres dizer?

Pai: Quero dizer que, se atirares pedras a duas folhas de papel à mesma distância e acertares mais vezes numa que na outra, provavelmente aquela em que acertaste mais vezes é maior que a outra. Da mesma maneira, num exame atiras uma série de perguntas aos alunos e, se acertares em mais pedaços de conhecimento num aluno do que nos outros, então pensas que esse aluno deve saber mais. É essa a ideia.

Filha: Mas podia medir-se uma folha de papel dessa maneira?

Pai: Claro que se podia. Até seria uma boa maneira. Medimos uma série de coisas desse modo.

Filha; (...) Mas então, porque é que não podemos medir o conhecimento dessa maneira?

Pai: Como? Por questionários? Não. Que Deus Nosso Senhor nos proíba. O problema é que esse tipo de medida deixa de fora o teu ponto: que há tipos diferentes de conhecimento e que há conhecimento acerca do conhecimento. Deveríamos dar notas mais altas aos estudantes que respondem às perguntas mais gerais? Ou talvez devesse haver um tipo diferente de notas para cada tipo diferente de perguntas.

Uma das questões que pode ser extraída desses fragmentos do metálogo de Gregory Bateson é sobre a necessidade de questionar se é possível saber o quanto sabemos e, sobretudo, quanto sabem os outros, ou seja, é questionar sobre a possibilidade de mensuração do conhecimento. Compartilhando da ideia do autor em relação ao conhecimento ser como um tricô, um tecido que só tem sentido ou é útil quando tramado com outras peças, acredito que é possível relacionar essa reflexão com o tensionamento atual que os processos avaliativos causam à prática pedagógica.

Nossos conhecimentos se tornam saberes quando conseguimos relacioná-los com as nossas experiências construídas nas relações interpessoais e, nesse sentido, qualquer forma de avaliação da aprendizagem dos alunos se torna arbitrária, pois, dificilmente, algum instrumento ou método utilizado para essa ação irá contemplar todas as possibilidades de relações construídas no ato de produção do conhecimento.

Não há como medir o conhecimento, o que é possível é investigar as ferramentas que os sujeitos utilizam no processo de construção do conhecimento. A noção de que avaliar é medir o quanto o outro sabe é tão arraigada que mesmo que tenhamos consciência de sua impossibilidade, essa parece a maneira mais “fácil” de mostrar aos professores, alunos e pais como a criança “está” na escola: bem ou mal.

Nem todos os fenômenos podem ser medidos, representados através de denominações numéricas, o desenvolvimento das crianças referentes à construção de conhecimentos é um exemplo dessa impossibilidade de mensuração. Há um equívoco ao se tentar reduzir a complexidade do processo de construção do conhecimento a uma prática de medição. A questão problemática nessa discussão não é somente acerca da utilização dessa maneira de representar a aprendizagem do aluno, mas questionar quais são os critérios, os instrumentos, as intervenções que estão em jogo no processo avaliativo.

Será que todos nós, educadores, estudiosos e pesquisadores, temos consciência da necessidade de se ter clareza diante dessas questões? Paulatinamente, instrumentos de medição da aprendizagem são utilizados pela escola dando a falsa ideia de que, avaliar é medir e, pior, que medindo, temos o conhecimento sobre o conhecimento dos outros.

Gregory Bateson ressalta que muito se fala sobre conhecimentos, mas pouco sabemos sobre o conhecimento, ou seja, pouco nos movimentamos na direção de tentar compreender como se constrói o conhecimento, como se desenvolve esse processo que cada um estabelece para si.

A prática pedagógica que tem como objetivo impulsionar as aprendizagens de todos os alunos incita o professor a compreender a respeito de como os alunos podem entender aquilo que lhes é ensinado, já que compreendendo o processo de aprendizagem, pode-se avançar na compreensão sobre a construção de conhecimentos com intuito de melhor intervir nas elaborações realizadas pelos alunos.

O metálogo utilizado-Pai quanto é que tu sabes? - pode ser encontrado na íntegra em: BATESON, Gregory. Metadiálogos. Trajectos. Lisboa: Gradiva, 2 ed, 1989, p. 37- 45.

Tem comentários! Encaminhe.


Postado Por Michel Assali

20 abril, 2017

Alerta! - "Jogo da Baleia Azul" e série "13 reasons why"

Olá, gente...
"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10)

Compartilho com vocês a carta aos pais elaborada pela Rede Salesiana Brasil de Escolas a respeito do jogo "Baleia Azul" e da série da Netflix "13 Reasons Why", para que todos possam refletir sobre o assunto e agir preventivamente.


"Prezados Pais e/ou Responsáveis,

Nas últimas semanas, dois assuntos têm chamado a atenção de crianças e adolescentes e gerado discussões entre formadores de opinião em jornais, sites e redes sociais no Brasil e no mundo: a série “13 Reasons Why”, da Netflix, e o jogo Baleia Azul (Blue Whale).

Especialistas chamam a atenção para o modo como a série e o jogo podem estimular comportamentos negativos, até mesmo o suicídio, especialmente entre os jovens que mais precisam de cuidados psicológicos.

Como uma rede de escolas voltada para a educação e o bem-estar de milhares de jovens,  achamos importante alertar as famílias e reunir informações para que nossos alunos e alunas tenham a orientação e o acompanhamento necessários.


- Baleia Azul

O “Baleia Azul” (Blue Whale) consiste em um jogo clandestino no qual são dadas uma série de instruções que agridem, fragilizam e induzem os participantes a tirarem a própria vida. O jogo teve início na Rússia e rapidamente se espalhou na internet, já tendo várias ocorrências registradas no Brasil.

Trata-se de uma quadrilha que alicia crianças e jovens e os levam a atos perigosos, sob o disfarce dos 50 desafios do jogo. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que  está investigando a rede criminosa, os participantes aceitam o convite para o jogo no Facebook, passam seus dados pessoais e de familiares, e recebem, posteriormente, as orientações por Whatsapp.

Os desafios, que devem ser gravados e enviados aos membros do grupo, vão aumentando, gradativamente, os riscos. Começam mais fáceis, como “acordar em horários específicos da noite” ou “assistir a filmes de terror” e ordenam, na fase final, a automutilação e o suicídio. As tarefas chegam durante a madrugada, a fim de não chamarem a atenção dos pais.

Se mostrar sinais de resistência ao cumprimento das provas, o jogador tem a sua família ameaçada.

Algumas recomendações importantes:

- Informar aos filhos a existência do jogo da Baleia Azul e seus perigos.

- Instruir os filhos a não adicionarem estranhos nas redes sociais.

- Monitorar o uso de smartphones e redes sociais.

- Restringir o uso da internet em determinados horários.

- Estar presente nos pátios virtuais e acompanhar o que o filho está fazendo.

- Ficar atento a qualquer mudança radical no comportamento de crianças e adolescentes.

- Acolher os filhos e conversar sempre que notar neles algum desconforto.

- 13 reasons why

13 reasons why (Os treze porquês) é uma série americana disponível gratuitamente aos assinantes do serviço de streaming Netflix. A série gira em torno de uma estudante que se mata  após uma série de agressões sofridas dos colegas no ambiente escolar. Antes de tirar a própria vida, ela grava fitas de cassete explicando para treze pessoas como elas desempenharam um papel na sua morte: os treze motivos.

Profissionais da área de Psicologia têm alertado que a série, embora tenha valores contra o bullying, não toma os cuidados adequados para tratar do tema. Existiria, na lógica da trama, uma ideia romântica do suicídio como alternativa e vingança contra opressões individuais.

Também foram criticadas a presença de cenas de estupro e a encenação detalhada do suicídio da protagonista. Segundo informações do Centro de Valorização da Vida, que fornece apoio emocional e prevenção ao suicídio, os contatos por e-mail multiplicaram-se desde a estreia da série no dia 31 de março.

Algumas recomendações importantes:

- A série tem classificação indicativa de 16 anos. Menores devem assisti-la acompanhados dos pais ou responsáveis. Caso seu filho esteja assistindo, é essencial que você o acompanhe.

- É importante conversar com os jovens e aprofundar as questões abordadas. Quais são as generalizações da série? Qual outra alternativa a protagonista poderia ter escolhido? Como ajudar um colega que sofre agressões na escola?

- É preciso ressaltar, sempre, que a vida é um dom divino e precioso, e que a depressão é uma doença passível de tratamento e cura.

Com a certeza de que o amor educativo é sempre o melhor caminho para cuidarmos da saúde física, espiritual e mental da nossa juventude, pedimos as bênçãos de Dom Bosco e Madre Mazzarello sobre todas as nossas famílias.

Abraços fraternos,

Direção da Rede Salesiana Brasil de Escolas"

Pedimos o favor de compartilhar essa informação.

Postado por Michel Assali


17 abril, 2017

Apresentações Poderosas



Olá, gente...


Independentemente do setor ou instituição em que atuamos, podemos necessitar de momentos de comunicação para apresentação de ideias, projetos, treinamentos, etc.

Os recurso disponíveis para essas ações tem sido potencializadas pelas tecnologias da informação e comunicação, com uma diversidade de aplicativos. Poré saber utilizá-los requer um pouco de conhecimento de pedagogia e psicologia.
Existe uma infinidade de livros, site e blogs contendo dicas para uma apresentação de sucesso.

Seguem abaixo algumas sugestões a considerar ao se organizar uma apresentação a um determinado público.

Não são únicas nem exclusivas. Trata-se apenas de uma forma a contribuir com pessoas que lideram grupos e querem comunicar ou compartilhar saberes e conhecimentos.

Vamos a elas:

-Comece com uma citação
Você pode encontrar lotes de citações na Internet.

-Ninguém nunca reclamou de uma apresentação ser muito curta
Apresentações longas podem provocar perda de foco do público além de serem muito chatas e sonolentas. Diga o que você tem a dizer. Pare e cale a boca.

-Uma imagem vale mais que mil palavras
Use imagens para aumentar a retenção da mensagem e a memória de longo prazo.

-Envolver o público
Confúcio, uma vez disse:
"Diga-me e eu vou esquecer,
Mostre-me e eu vou lembrar,
Envolva-me e eu vou entender".

-Faça a apresentação interativa, se puder.
Permita que o público participe

-Conte uma história.
As histórias são sempre bem recebidas pela plateia.

-Produzir uma estatística incomum
Acrescentar uma estatística a respeito do tema torna a apresentação curiosa e interessante.
Tire proveito das estatísticas.

-Viver com o medo
É comum aos apresentadores se sentirem muito nervosos antes de uma apresentação. Isso devido aos hormônios despejados na corrente sanguínea, provocando sensações desagradáveis e interessantes, conhecidas também por, “friozinho na barriga”. Aprender a utilizá-los e dominá-los exige muita prática. Portanto, muita calma e não desanime, pois após a apresentação e, quando tudo se dissipar no corpo, a sensação de bem estar vem em seguida.

-Limpe seus sapatos
Você vai estar em exibição. Seu público vai “scanear” sua figura literalmente da cabeça aos pés. Portanto, cuide do todo e das partes. Mantenha seus calçados bem limpinhos.

-Contato visual
Manter um bom contato visual com o público. Não manter contato com apenas um grupo da audiência. Espalhe sua atenção ao redor da sala.

-Evite jargões
Evite usar siglas, pois nem todos podem as conhecer.  Também evite frases e jargões clássicos do tipo "mudança de paradigma", “pegando um gancho...” , “com certeza...” e outros vícios de linguagem como, “né...”, “aí...”, etc..

-Menos é mais
Reduza a sua apresentação aos conceitos simples e seu público deve ser capaz de segui-lo. Se você for muito além da compreensão das pessoas, haverá desinteresse e elas vão se desligar.

-Evite usar efeitos sonoros na apresentação
Pode parecer engraçado ter aplausos no final de um slide ou um som estridente de um novo ponto de bala, mas ele vai desligar a audiência.

-Não trave seus joelhos
Quando você chegar ao púlpito, desbloquear os joelhos e agir como se você está prestes a pegar uma bola. Ele vai relaxar e fazer tudo fluir muito mais suave.

-Confira o ambiente e a tecnologia antes de sua apresentação
Certifique-se o ambiente tem tudo o que você precisa e certifique-se a apresentação funciona na tela. Se possível, vá até o dia antes - ou pelo menos uma hora de antecedência. Isso irá evitar surpresas desagradáveis ​​sobre o grande dia.

-Regra dos “10, 20 e 30”
- 10- referência  ao número aproximado de telas (pode ser um pouco + ou um pouco -)
- 20- referência ao tempo médio  da apresentação;
- 30- referência ao tamanho da fonte a ser utilizada ( que todos possam ler)

-Fontes para letras
Arial e Comic sans, já serão suficientes. Evite o tipo Time New Romain

-Quantidade de palavras ou linhas por tela
Máximo 4 – suficiente para memorização.

Por enquanto estas são algumas das contribuições para realizar apresentações. Daremos continuidade à postagem assim que coletarmos mais sugestões.

Você tem alguma nova contribuição? Encaminhe!


Postado por Michel Assali, também na fanpage    facebook/docenciainquieta

14 abril, 2017

Feliz Páscoa!


Que a alegria da ressurreição de Cristo 
preencha seu coração hoje e sempre. 

Feliz e Santa Páscoa!  

Postado por Michel Assali

12 abril, 2017

Avaliação escolar de uso diário



Olá, gente...


Em educação, falar sobre ensino é sempre e muito mais fácil do que a ação em sala de aula. Considerando a estrutura organizacional das nossas instituições educacionais, conduzir um trabalho eficaz e fidedigno de avaliação, torna-se complexo e difícil para a ação docente.

São programas extensos, classes ainda numerosas, excesso de carga horária,  sobrando pouco tempo do trabalho docente destinado à reflexão, elaboração e atendimento individualizado de alunos, etc.

Nesse mar de dificuldades, acompanhar o desempenho dos alunos com vistas ao diagnóstico e intervenções adequadas, torna-se um grande desafio principalmente quando o docente pretende inovar aspectos da avaliação e do uso de instrumentos de coleta de dados de desempenho.
Nem sempre há tempo para corrigir as deficiências e intervir eficaz e rapidamente para a superação das dificuldades do aluno.

Contribuindo com o trabalho docente, foram selecionadas algumas interessantes dicas de estratégias que podem ajudar o professor no uso de procedimentos de coleta de dados (ou  instrumentos de avaliação), com uso diário e com sensíveis impactos no planejamento curricular.

Vamos lá:

1- Uma questão em aberto que possa forçá-los a falar e escrever.
Evite perguntas em que o tipo de respostas seja “sim / não” e frases como "Será que isso faz sentido?"  Em resposta a estas perguntas, os alunos geralmente responder "sim".  Para ajudar os alunos a compreender as ideias tratadas, faça perguntas abertas que possam exigir dos alunos habilidades de argumentar, organizar as ideias e expor verbalmente ou por escrito.

2- Reflexão para os minutos finais da aula.
Durante os últimos cinco minutos de aula perguntar aos alunos a refletir sobre a aula e anote o que aprenderam. Em seguida, pedir-lhes para considerar como eles iriam aplicar este conceito ou habilidade em um ambiente prático.

3- Teste relâmpago para os minutos finais.
Dê um pequeno teste no final da aula para verificar se a compreensão do conteúdo.

4- Elaboração de um breve resumo do assunto tratado.
Peça aos alunos resumir ou parafrasear conceitos e lições importantes. Isto pode ser feito de diversos modos: verbal, gestual, desenhos, mapas conceituais, etc.

5- Cartões da resposta
Uso de cartões de índice, sinais, quadros brancos, quadros magnéticos, ou outros itens, são simultaneamente realizados por todos os alunos da classe para indicar sua resposta a uma pergunta ou problema apresentado pelo professor. Usando dispositivos de resposta o professor pode observar facilmente as respostas individuais dos alunos ao ensinar todo o grupo.

6- Posicionamentos de grupo
Uma visão rápida e fácil de compreensão do aluno, O professor cria espaços de compreensão determinados e os alunos se deslocam para o espaço apropriado após a pergunta encaminhada. Exemplos de espaços: “eu concordo plenamente”, “eu discordo”, “eu preciso de mais dados”, “estou em dúvida”, etc. Essa atividade movimenta a sala.

 7- Cochicho
O professor encaminha a pergunta e determina um tempo para que os alunos vizinhos cochichem sobre a resposta. Após o tempo determinado o professor solicita as respostas e realiza as leituras e intervenções necessárias.

8- Término da aula com pergunta única (para próxima aula).
Pergunte a uma única pergunta específica com um objetivo específico que pode ser respondida dentro de um minuto ou dois. Você pode examinar rapidamente as respostas escritas para avaliar a compreensão do aluno.

9- Seminário socrático
Os alunos fazem perguntas uns dos outros sobre uma questão essencial, tópico ou texto selecionado. As perguntas deverão dar início a discussões e seleção de respostas e novas perguntas a serem feitas pelos alunos. Isso possibilita aos alunos a reflexão e a formulação de questões.

10- Técnica do 3-2-1
Os alunos consideram que aprenderam, respondendo às seguintes perguntas ao final da aula: 3 coisas que aprenderam com a aula; 2 coisas que querem saber mais sobre o tema; e 1 pelo menos uma pergunta formulada. 

11- Bilhete  de resposta instantânea
Os estudantes escrevem em resposta a uma solicitação específica para um curto período de tempo. O Professore recolhe as respostas como "bilhetes" para verificar a compreensão de um conceito ensinado aos alunos. Este exercício gera rapidamente várias ideias que poderiam ser transformados em mais fragmentos de escrita para um momento posterior.

12- Equívoco em cheque
Localize possíveis equívocos conceituais e os coloque em discussão, sem constranger nenhum aluno. Pergunte-lhes se concordam ou discordam e que possam explicar as razões.

13- Instrumentos diversificados
Os professores devem usar técnicas de modo a envolver o aluno de forma grupal e individual e aplicar instrumentos diversificados de coleta de dados de forma a contemplar os variados estilos de aprendizagem. Evitar ao máximo as repetições de técnicas. 

Conhece mais alguma técnica? Compartilhe conosco!
Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali



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