EDUCADORES

28 abril, 2017

Pai, quanto tu sabes? Refletindo a avaliação.



Olá gente...


Em tempos de avaliação, é preciso refletir sobre o trabalho pedagógico e considerar os objetivos estabelecidos e as habilidades e competências desenvolvidas.
Para tanto, pensar o processo avaliatório com um meio e não um fim torna-se fundamental para a profissão docente em todos os níveis e modalidades de ensino.

Assim, convido a leitura do metálogo abaixo no intuito de provocar a reflexão sobre o tema.

Bateson, no metálogo “!Pai, quanto é que tu sabes?” discute com sua filha, sobre a (im)possibilidade de mensurarmos o quanto sabemos. Os trechos deste metálogo que descrevo a seguir oferecem subsídios para refletir sobre questões referentes às práticas pedagógicas e aos processos avaliativos.

PAI, QUANTO É QUE TU SABES?

Filha: Pai, quanto é que tu sabes?

Pai: Eu? Hum! Tenho cerca de uma libra de conhecimento.

Filha: Não sejas assim. É uma libra em dinheiro ou uma libra em peso? O que eu quero é saber quanto é que tu sabes?

Pai: Bem, o meu cérebro pesa cerca de duas libras e suponho que só uso uma quarta parte dele, ou que o uso com cerca de um quarto de eficiência. Portanto, digamos meia libra.

Filha: Mas tu sabes mais do que o pai do João? Sabes mais do que eu?

Pai: Hum! Conheci uma vez na Inglaterra um rapazinho que perguntou ao pai: “Os pais sabem sempre mais que os filhos?” e o pai respondeu: “Sim”. A pergunta seguinte foi: “Pai, quem inventou a máquina a vapor?”, e o pai disse: “James Watt”. Então o filho respondeu: “Mas então por que é que não foi o pai dele que a inventou?”

Filha: Isso já eu sabia. Sei mais que esse rapaz porque sei por que é que o pai de James Watt não inventou a máquina a vapor. Foi porque outras pessoas tiveram de pensar noutras coisas antes que alguém pudesse fazer uma máquina a vapor. Quero dizer que qualquer coisa como... Não sei... Mas teve de haver outra pessoa que descobrisse o óleo antes que alguém pudesse fazer um motor.

Pai: Sim, isso estabelece a diferença. Quero dizer que isso significa que todo conhecimento está como se fosse um tricô, uma malha, como se fosse um tecido, e que cada peça do conhecimento só faz sentido ou é útil por causa das outras peças e...

Filha: Achas que o devias medir a metro?

Pai: Não, não acho.

Filha: Mas é assim que se compram os tecidos.

Pai: Sim, mas eu não disse que era tecido. É só parecido, e certamente não é plano como o tecido, mas em três dimensões, talvez quatro.

(...) O que nós temos que pensar é como é que as peças do conhecimento estão entrelaçadas umas nas outras. Como é que elas se ajustam umas às outras.

Filha: (...) Pai, já alguém mediu alguma vez quanto é que qualquer outra pessoa sabia?

Pai: Oh, sim. Muitas vezes. Mas não sei exatamente o que é que esses resultados querem dizer. Eles fazem isso com exames e testes e questionários, mas é como tentar saber o tamanho duma folha de papel atirando-lhe pedras.

Filha: O que é que queres dizer?

Pai: Quero dizer que, se atirares pedras a duas folhas de papel à mesma distância e acertares mais vezes numa que na outra, provavelmente aquela em que acertaste mais vezes é maior que a outra. Da mesma maneira, num exame atiras uma série de perguntas aos alunos e, se acertares em mais pedaços de conhecimento num aluno do que nos outros, então pensas que esse aluno deve saber mais. É essa a ideia.

Filha: Mas podia medir-se uma folha de papel dessa maneira?

Pai: Claro que se podia. Até seria uma boa maneira. Medimos uma série de coisas desse modo.

Filha; (...) Mas então, porque é que não podemos medir o conhecimento dessa maneira?

Pai: Como? Por questionários? Não. Que Deus Nosso Senhor nos proíba. O problema é que esse tipo de medida deixa de fora o teu ponto: que há tipos diferentes de conhecimento e que há conhecimento acerca do conhecimento. Deveríamos dar notas mais altas aos estudantes que respondem às perguntas mais gerais? Ou talvez devesse haver um tipo diferente de notas para cada tipo diferente de perguntas.

Uma das questões que pode ser extraída desses fragmentos do metálogo de Gregory Bateson é sobre a necessidade de questionar se é possível saber o quanto sabemos e, sobretudo, quanto sabem os outros, ou seja, é questionar sobre a possibilidade de mensuração do conhecimento. Compartilhando da ideia do autor em relação ao conhecimento ser como um tricô, um tecido que só tem sentido ou é útil quando tramado com outras peças, acredito que é possível relacionar essa reflexão com o tensionamento atual que os processos avaliativos causam à prática pedagógica.

Nossos conhecimentos se tornam saberes quando conseguimos relacioná-los com as nossas experiências construídas nas relações interpessoais e, nesse sentido, qualquer forma de avaliação da aprendizagem dos alunos se torna arbitrária, pois, dificilmente, algum instrumento ou método utilizado para essa ação irá contemplar todas as possibilidades de relações construídas no ato de produção do conhecimento.

Não há como medir o conhecimento, o que é possível é investigar as ferramentas que os sujeitos utilizam no processo de construção do conhecimento. A noção de que avaliar é medir o quanto o outro sabe é tão arraigada que mesmo que tenhamos consciência de sua impossibilidade, essa parece a maneira mais “fácil” de mostrar aos professores, alunos e pais como a criança “está” na escola: bem ou mal.

Nem todos os fenômenos podem ser medidos, representados através de denominações numéricas, o desenvolvimento das crianças referentes à construção de conhecimentos é um exemplo dessa impossibilidade de mensuração. Há um equívoco ao se tentar reduzir a complexidade do processo de construção do conhecimento a uma prática de medição. A questão problemática nessa discussão não é somente acerca da utilização dessa maneira de representar a aprendizagem do aluno, mas questionar quais são os critérios, os instrumentos, as intervenções que estão em jogo no processo avaliativo.

Será que todos nós, educadores, estudiosos e pesquisadores, temos consciência da necessidade de se ter clareza diante dessas questões? Paulatinamente, instrumentos de medição da aprendizagem são utilizados pela escola dando a falsa ideia de que, avaliar é medir e, pior, que medindo, temos o conhecimento sobre o conhecimento dos outros.

Gregory Bateson ressalta que muito se fala sobre conhecimentos, mas pouco sabemos sobre o conhecimento, ou seja, pouco nos movimentamos na direção de tentar compreender como se constrói o conhecimento, como se desenvolve esse processo que cada um estabelece para si.

A prática pedagógica que tem como objetivo impulsionar as aprendizagens de todos os alunos incita o professor a compreender a respeito de como os alunos podem entender aquilo que lhes é ensinado, já que compreendendo o processo de aprendizagem, pode-se avançar na compreensão sobre a construção de conhecimentos com intuito de melhor intervir nas elaborações realizadas pelos alunos.

O metálogo utilizado-Pai quanto é que tu sabes? - pode ser encontrado na íntegra em: BATESON, Gregory. Metadiálogos. Trajectos. Lisboa: Gradiva, 2 ed, 1989, p. 37- 45.

Tem comentários! Encaminhe.


Postado Por Michel Assali

20 abril, 2017

Alerta! - "Jogo da Baleia Azul" e série "13 reasons why"

Olá, gente...
"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10)

Compartilho com vocês a carta aos pais elaborada pela Rede Salesiana Brasil de Escolas a respeito do jogo "Baleia Azul" e da série da Netflix "13 Reasons Why", para que todos possam refletir sobre o assunto e agir preventivamente.


"Prezados Pais e/ou Responsáveis,

Nas últimas semanas, dois assuntos têm chamado a atenção de crianças e adolescentes e gerado discussões entre formadores de opinião em jornais, sites e redes sociais no Brasil e no mundo: a série “13 Reasons Why”, da Netflix, e o jogo Baleia Azul (Blue Whale).

Especialistas chamam a atenção para o modo como a série e o jogo podem estimular comportamentos negativos, até mesmo o suicídio, especialmente entre os jovens que mais precisam de cuidados psicológicos.

Como uma rede de escolas voltada para a educação e o bem-estar de milhares de jovens,  achamos importante alertar as famílias e reunir informações para que nossos alunos e alunas tenham a orientação e o acompanhamento necessários.


- Baleia Azul

O “Baleia Azul” (Blue Whale) consiste em um jogo clandestino no qual são dadas uma série de instruções que agridem, fragilizam e induzem os participantes a tirarem a própria vida. O jogo teve início na Rússia e rapidamente se espalhou na internet, já tendo várias ocorrências registradas no Brasil.

Trata-se de uma quadrilha que alicia crianças e jovens e os levam a atos perigosos, sob o disfarce dos 50 desafios do jogo. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que  está investigando a rede criminosa, os participantes aceitam o convite para o jogo no Facebook, passam seus dados pessoais e de familiares, e recebem, posteriormente, as orientações por Whatsapp.

Os desafios, que devem ser gravados e enviados aos membros do grupo, vão aumentando, gradativamente, os riscos. Começam mais fáceis, como “acordar em horários específicos da noite” ou “assistir a filmes de terror” e ordenam, na fase final, a automutilação e o suicídio. As tarefas chegam durante a madrugada, a fim de não chamarem a atenção dos pais.

Se mostrar sinais de resistência ao cumprimento das provas, o jogador tem a sua família ameaçada.

Algumas recomendações importantes:

- Informar aos filhos a existência do jogo da Baleia Azul e seus perigos.

- Instruir os filhos a não adicionarem estranhos nas redes sociais.

- Monitorar o uso de smartphones e redes sociais.

- Restringir o uso da internet em determinados horários.

- Estar presente nos pátios virtuais e acompanhar o que o filho está fazendo.

- Ficar atento a qualquer mudança radical no comportamento de crianças e adolescentes.

- Acolher os filhos e conversar sempre que notar neles algum desconforto.

- 13 reasons why

13 reasons why (Os treze porquês) é uma série americana disponível gratuitamente aos assinantes do serviço de streaming Netflix. A série gira em torno de uma estudante que se mata  após uma série de agressões sofridas dos colegas no ambiente escolar. Antes de tirar a própria vida, ela grava fitas de cassete explicando para treze pessoas como elas desempenharam um papel na sua morte: os treze motivos.

Profissionais da área de Psicologia têm alertado que a série, embora tenha valores contra o bullying, não toma os cuidados adequados para tratar do tema. Existiria, na lógica da trama, uma ideia romântica do suicídio como alternativa e vingança contra opressões individuais.

Também foram criticadas a presença de cenas de estupro e a encenação detalhada do suicídio da protagonista. Segundo informações do Centro de Valorização da Vida, que fornece apoio emocional e prevenção ao suicídio, os contatos por e-mail multiplicaram-se desde a estreia da série no dia 31 de março.

Algumas recomendações importantes:

- A série tem classificação indicativa de 16 anos. Menores devem assisti-la acompanhados dos pais ou responsáveis. Caso seu filho esteja assistindo, é essencial que você o acompanhe.

- É importante conversar com os jovens e aprofundar as questões abordadas. Quais são as generalizações da série? Qual outra alternativa a protagonista poderia ter escolhido? Como ajudar um colega que sofre agressões na escola?

- É preciso ressaltar, sempre, que a vida é um dom divino e precioso, e que a depressão é uma doença passível de tratamento e cura.

Com a certeza de que o amor educativo é sempre o melhor caminho para cuidarmos da saúde física, espiritual e mental da nossa juventude, pedimos as bênçãos de Dom Bosco e Madre Mazzarello sobre todas as nossas famílias.

Abraços fraternos,

Direção da Rede Salesiana Brasil de Escolas"

Pedimos o favor de compartilhar essa informação.

Postado por Michel Assali


17 abril, 2017

Apresentações Poderosas



Olá, gente...


Independentemente do setor ou instituição em que atuamos, podemos necessitar de momentos de comunicação para apresentação de ideias, projetos, treinamentos, etc.

Os recurso disponíveis para essas ações tem sido potencializadas pelas tecnologias da informação e comunicação, com uma diversidade de aplicativos. Poré saber utilizá-los requer um pouco de conhecimento de pedagogia e psicologia.
Existe uma infinidade de livros, site e blogs contendo dicas para uma apresentação de sucesso.

Seguem abaixo algumas sugestões a considerar ao se organizar uma apresentação a um determinado público.

Não são únicas nem exclusivas. Trata-se apenas de uma forma a contribuir com pessoas que lideram grupos e querem comunicar ou compartilhar saberes e conhecimentos.

Vamos a elas:

-Comece com uma citação
Você pode encontrar lotes de citações na Internet.

-Ninguém nunca reclamou de uma apresentação ser muito curta
Apresentações longas podem provocar perda de foco do público além de serem muito chatas e sonolentas. Diga o que você tem a dizer. Pare e cale a boca.

-Uma imagem vale mais que mil palavras
Use imagens para aumentar a retenção da mensagem e a memória de longo prazo.

-Envolver o público
Confúcio, uma vez disse:
"Diga-me e eu vou esquecer,
Mostre-me e eu vou lembrar,
Envolva-me e eu vou entender".

-Faça a apresentação interativa, se puder.
Permita que o público participe

-Conte uma história.
As histórias são sempre bem recebidas pela plateia.

-Produzir uma estatística incomum
Acrescentar uma estatística a respeito do tema torna a apresentação curiosa e interessante.
Tire proveito das estatísticas.

-Viver com o medo
É comum aos apresentadores se sentirem muito nervosos antes de uma apresentação. Isso devido aos hormônios despejados na corrente sanguínea, provocando sensações desagradáveis e interessantes, conhecidas também por, “friozinho na barriga”. Aprender a utilizá-los e dominá-los exige muita prática. Portanto, muita calma e não desanime, pois após a apresentação e, quando tudo se dissipar no corpo, a sensação de bem estar vem em seguida.

-Limpe seus sapatos
Você vai estar em exibição. Seu público vai “scanear” sua figura literalmente da cabeça aos pés. Portanto, cuide do todo e das partes. Mantenha seus calçados bem limpinhos.

-Contato visual
Manter um bom contato visual com o público. Não manter contato com apenas um grupo da audiência. Espalhe sua atenção ao redor da sala.

-Evite jargões
Evite usar siglas, pois nem todos podem as conhecer.  Também evite frases e jargões clássicos do tipo "mudança de paradigma", “pegando um gancho...” , “com certeza...” e outros vícios de linguagem como, “né...”, “aí...”, etc..

-Menos é mais
Reduza a sua apresentação aos conceitos simples e seu público deve ser capaz de segui-lo. Se você for muito além da compreensão das pessoas, haverá desinteresse e elas vão se desligar.

-Evite usar efeitos sonoros na apresentação
Pode parecer engraçado ter aplausos no final de um slide ou um som estridente de um novo ponto de bala, mas ele vai desligar a audiência.

-Não trave seus joelhos
Quando você chegar ao púlpito, desbloquear os joelhos e agir como se você está prestes a pegar uma bola. Ele vai relaxar e fazer tudo fluir muito mais suave.

-Confira o ambiente e a tecnologia antes de sua apresentação
Certifique-se o ambiente tem tudo o que você precisa e certifique-se a apresentação funciona na tela. Se possível, vá até o dia antes - ou pelo menos uma hora de antecedência. Isso irá evitar surpresas desagradáveis ​​sobre o grande dia.

-Regra dos “10, 20 e 30”
- 10- referência  ao número aproximado de telas (pode ser um pouco + ou um pouco -)
- 20- referência ao tempo médio  da apresentação;
- 30- referência ao tamanho da fonte a ser utilizada ( que todos possam ler)

-Fontes para letras
Arial e Comic sans, já serão suficientes. Evite o tipo Time New Romain

-Quantidade de palavras ou linhas por tela
Máximo 4 – suficiente para memorização.

Por enquanto estas são algumas das contribuições para realizar apresentações. Daremos continuidade à postagem assim que coletarmos mais sugestões.

Você tem alguma nova contribuição? Encaminhe!


Postado por Michel Assali, também na fanpage    facebook/docenciainquieta

14 abril, 2017

Feliz Páscoa!


Que a alegria da ressurreição de Cristo 
preencha seu coração hoje e sempre. 

Feliz e Santa Páscoa!  

Postado por Michel Assali

12 abril, 2017

Avaliação escolar de uso diário



Olá, gente...


Em educação, falar sobre ensino é sempre e muito mais fácil do que a ação em sala de aula. Considerando a estrutura organizacional das nossas instituições educacionais, conduzir um trabalho eficaz e fidedigno de avaliação, torna-se complexo e difícil para a ação docente.

São programas extensos, classes ainda numerosas, excesso de carga horária,  sobrando pouco tempo do trabalho docente destinado à reflexão, elaboração e atendimento individualizado de alunos, etc.

Nesse mar de dificuldades, acompanhar o desempenho dos alunos com vistas ao diagnóstico e intervenções adequadas, torna-se um grande desafio principalmente quando o docente pretende inovar aspectos da avaliação e do uso de instrumentos de coleta de dados de desempenho.
Nem sempre há tempo para corrigir as deficiências e intervir eficaz e rapidamente para a superação das dificuldades do aluno.

Contribuindo com o trabalho docente, foram selecionadas algumas interessantes dicas de estratégias que podem ajudar o professor no uso de procedimentos de coleta de dados (ou  instrumentos de avaliação), com uso diário e com sensíveis impactos no planejamento curricular.

Vamos lá:

1- Uma questão em aberto que possa forçá-los a falar e escrever.
Evite perguntas em que o tipo de respostas seja “sim / não” e frases como "Será que isso faz sentido?"  Em resposta a estas perguntas, os alunos geralmente responder "sim".  Para ajudar os alunos a compreender as ideias tratadas, faça perguntas abertas que possam exigir dos alunos habilidades de argumentar, organizar as ideias e expor verbalmente ou por escrito.

2- Reflexão para os minutos finais da aula.
Durante os últimos cinco minutos de aula perguntar aos alunos a refletir sobre a aula e anote o que aprenderam. Em seguida, pedir-lhes para considerar como eles iriam aplicar este conceito ou habilidade em um ambiente prático.

3- Teste relâmpago para os minutos finais.
Dê um pequeno teste no final da aula para verificar se a compreensão do conteúdo.

4- Elaboração de um breve resumo do assunto tratado.
Peça aos alunos resumir ou parafrasear conceitos e lições importantes. Isto pode ser feito de diversos modos: verbal, gestual, desenhos, mapas conceituais, etc.

5- Cartões da resposta
Uso de cartões de índice, sinais, quadros brancos, quadros magnéticos, ou outros itens, são simultaneamente realizados por todos os alunos da classe para indicar sua resposta a uma pergunta ou problema apresentado pelo professor. Usando dispositivos de resposta o professor pode observar facilmente as respostas individuais dos alunos ao ensinar todo o grupo.

6- Posicionamentos de grupo
Uma visão rápida e fácil de compreensão do aluno, O professor cria espaços de compreensão determinados e os alunos se deslocam para o espaço apropriado após a pergunta encaminhada. Exemplos de espaços: “eu concordo plenamente”, “eu discordo”, “eu preciso de mais dados”, “estou em dúvida”, etc. Essa atividade movimenta a sala.

 7- Cochicho
O professor encaminha a pergunta e determina um tempo para que os alunos vizinhos cochichem sobre a resposta. Após o tempo determinado o professor solicita as respostas e realiza as leituras e intervenções necessárias.

8- Término da aula com pergunta única (para próxima aula).
Pergunte a uma única pergunta específica com um objetivo específico que pode ser respondida dentro de um minuto ou dois. Você pode examinar rapidamente as respostas escritas para avaliar a compreensão do aluno.

9- Seminário socrático
Os alunos fazem perguntas uns dos outros sobre uma questão essencial, tópico ou texto selecionado. As perguntas deverão dar início a discussões e seleção de respostas e novas perguntas a serem feitas pelos alunos. Isso possibilita aos alunos a reflexão e a formulação de questões.

10- Técnica do 3-2-1
Os alunos consideram que aprenderam, respondendo às seguintes perguntas ao final da aula: 3 coisas que aprenderam com a aula; 2 coisas que querem saber mais sobre o tema; e 1 pelo menos uma pergunta formulada. 

11- Bilhete  de resposta instantânea
Os estudantes escrevem em resposta a uma solicitação específica para um curto período de tempo. O Professore recolhe as respostas como "bilhetes" para verificar a compreensão de um conceito ensinado aos alunos. Este exercício gera rapidamente várias ideias que poderiam ser transformados em mais fragmentos de escrita para um momento posterior.

12- Equívoco em cheque
Localize possíveis equívocos conceituais e os coloque em discussão, sem constranger nenhum aluno. Pergunte-lhes se concordam ou discordam e que possam explicar as razões.

13- Instrumentos diversificados
Os professores devem usar técnicas de modo a envolver o aluno de forma grupal e individual e aplicar instrumentos diversificados de coleta de dados de forma a contemplar os variados estilos de aprendizagem. Evitar ao máximo as repetições de técnicas. 

Conhece mais alguma técnica? Compartilhe conosco!
Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali



27 março, 2017

A frase mais perigosa na educação


 Olá, gente...


A frase mais perigosa usada dentro de qualquer organização e instituições é sem dúvida, "Nós sempre fizemos desta maneira." Também se aplica à educação.

Nada contra uma abordagem segura do ensino muito menos contra a tradição do ponto de vista da apropriação de uma cultura escolar.
O problema sobre o qual chamo a atenção refere-se às abordagens seguras demais que acabam por engessar os sistemas à medida que são criados rigorosos controles em nome da estrutura e organização, impedindo assim o surgimento de espaços para a inovação e mudanças.

São tantas as leis, decretos, resoluções, portarias, recomendações, etc., que regulam muitos e todos de forma a abranges, atender e responder todas as perguntas e atitudes das pessoas inibindo a criatividade e reflexões sobre interpretações do fenômeno educativo o qual nada produzirá de novo, muito menos mudanças, pois “Nós sempre fizemos dessa maneira.”

E sem fazer coisas radicalmente diferentes, o máximo que podemos esperar é algum tipo de incremento de cima para baixo com grandes dificuldades de implantação e implementação, nas diversas redes de ensino.

Tenho escrito e falado muito sobre mudanças de paradigmas para o ensino e aprendizagem, ensino personalizados, atendimento às diversidades, uso das tecnologias, etc. não por motivos de rebeldia ou anarquista acadêmico, mas por compartilhar experiências com os profissionais mais jovens.  E nessa jornada, percebido que não é o suficiente apenas ouvir e aplaudir palestras dos diversos teóricos sem que se coloque diretamente a mão na massa.

Também, em nada adianta acumular conhecimentos sem que sejam realizadas experiências envolvendo sensibilidade docente.  Para expandir nossa competência profissional, em direção às inovações, é fundamental que nossa experiências seja realizada envolvendo toda a sensibilidade humana, o que aumentaria nossos conhecimentos em direção às  inovações e mudanças.

Sonhe, colete dados, experimente. Faça algo diferente este ano. Não necessariamente fazer por fazer ou porque foi dito, mas pelo o que você deseja realizar e que possa mostrar um novo caminho.

Este não é um apelo para o caos, mas sim para a coragem de cometer erros.

Não persiga apenas ser sua melhor versão de um modelo ultrapassado, mas tornar-se ousado e corajoso naqueles aspectos que muitos consideravam serem impossíveis de se realizar.

Permita-se à esperança! Sua e de seus alunos. Ou, “Nós sempre fizemos dessa maneira.”

Encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali


20 março, 2017

Outono 2017

Olá, gente...


O outono 2017 começa hoje e anuncia, como as demais estações, uma transformação impressionante na natureza. Algumas espécies de plantas cuidam para se aquietar e descartar suas folhas castigadas por ventos, poeira e outras intempéries.

Pois assim, ao se recolherem em si mesmas parecendo às vezes, secas e sem graça, concentram toda sua energia e esforço para, surpreendentemente, renascerem na primavera com toda sua beleza e esplendor.

A natureza nos mostra exemplos em que há momentos de nossa vida a serem vividas como o que ela nos ensina. Recolher-se em nós mesmos, analisar nossa vida e encontrar forças para uma renovação física e espiritual, ciclo a ser sempre repetido. Muitas vezes precisamos descartar nossos lixos físicos e espirituais, buscando sempre a renovação.

Porque a vida não para nunca!

Deixemos nos levar pelo outono e vivamos a experiência com sensibilidade! Pois, é preciso saber e aprender a viver. Viva!


Postado por Michel Assali

10 março, 2017

Construindo Projetos Educacionais


 Olá, gente...


Tenho insistido em diversos momentos que todo professor ou pedagogo, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, como formas que possibilitam a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe, acrescidas de muita sensibilidade.

Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho para envolver-se em atividades e elaboração de projetos inovadores que produzam ações de impactos e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência da teoria e prática, acrescidos de sensibilidade,  concretiza ideais e qualifica cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência no desenvolvimento da sociedade.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo, sugestões de uma sequência de passos e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais.

Confira!

- Regimento da instituição: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

- Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

- Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de ideias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

- Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

- Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno.

- Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

- Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

- Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

- Apresentações públicas: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

- Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranquilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros passos?
Encaminhe para partilhar.


Postado por Michel Assali

01 março, 2017

Importância em desenvolver competências sócio emocionais


Olá, gente...


Sabemos muito bem da importância do desenvolvimento das habilidades e competências cognitivas nos processos de aprendizagem. E que as políticas públicas destinam de recursos com base nas avaliações externas aplicadas, com a finalidade de aperfeiçoar os sistemas e redes de ensino, visando o aperfeiçoamento e a formação continuada de seus profissionais, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino, com ênfase no “saber” e “saber fazer”.

Porém, pouco tem sido discutido e considerado para o desenvolvimento das habilidades e competências não cognitivas ou, sócio emocionais, relacionadas ao “saber conviver” e “saber ser”.

Motivação, autonomia, equilíbrio emocional, relacionamentos interpessoais, são competências a serem desenvolvidas e avaliadas com a finalidade de suscitar reflexões, direcionamentos e elaboração de projetos, tendo em vista seus impactos na qualidade da escola.

É certo que ninguém discorda da importância dessas competências, porém, pouco valorizadas e sequer mensuradas, nas reflexões sobre resultados de desempenho das avaliações internas e externas.

Ações como, o de ampliar período escolar, currículos adequados, engajamento social, integração do corpo docente, envolvimento real da comunidade, integração dos setores e níveis e modalidades de ensino, entre outros, poderão se constituir em elementos relevantes para a elaboração de novos projetos e ações de políticas públicas eficazes em educação.

Porém, se ignorarmos a preocupação em desenvolver as competências emocionais, acabaremos por fazer políticas públicas pouco adequadas para a educação necessária para os novos e conturbados tempos.

Somente conhecimentos conceituais não serão suficientes para as transformações desejadas para uma educação de qualidade, se quisermos que nossos novos cidadãos sejam realmente conscientes e ao combate aos diversos tipos de corrupção e abusos aos direitos humanos conquistados.

A necessidade de maiores investimentos no desenvolvimento de habilidades e competências não cognitivas no interior da escola poderá se constituir uma ferramenta importante para alavancar inovações necessárias aos novos desafios sociais e objetivos da educação para o século XXI.

Pense sobre isso. Deixe seus comentários!


Postado por Michel Assali

20 fevereiro, 2017

O que você diria para seu eu mais novo?


 Olá, gente...


Eu li um artigo em que um entrevistador pedia ao CEO do Drobox, listar suas perguntas favoritas de entrevista de trabalho. Uma das perguntas era, “Se você fosse capaz de voltar ao tempo em 10 anos, que conselhos você daria ao seu eu mais jovem”.

Seria injusto esperar que um entrevistado seja capaz de responder isso na hora e de supetão. Não porque seja difícil. Eu também tentei responder isso na forma de itens e elaborei uma lista que começou com três itens e foi ficando cada vez maior.  Percebi nesse exercício, como eu gostaria de ter passado algumas dicas e ideias para o eu mais jovem.

Também, não sei se naquele momento, naquele espaço, naquelas condições normais de temperatura e pressão meu eu mais jovem acharia interessante para me ouvir. E talvez, nem seguiria os conselhos que pudesse sugerir.

Porém, a experiência de pensar sobre isso é muito interessante, considerando as possibilidades de reflexão a respeito das nossas relações no trabalho e em muitos aspectos da vida social.

Pelo menos o exercício mental vale a pena, mesmo que seja para aperfeiçoar seu desenvolvimento pessoal.

Selecionei alguns itens que faço questão de compartilhar. Você pode dar continuidade à lista.

- O tempo é um dos seus recursos mais valiosos. Você usa o tempo para ganhar dinheiro, mas o tempo dirá quando você precisará começar a usar o dinheiro para comprar o tempo para fazer as coisas que você quer.

- Os adultos mais velhos podem levar opiniões que são racistas por natureza, carregam um tom de fanatismo ou elementos misóginos. Eles cresceram em diferentes épocas com diferentes narrativas sociais. Se as coisas que dizem deixam você pouco confortável, isso só significa que os tempos mudaram o que significa ser o melhor para você.

- A famosa frase "A vida é muito curta" é ridícula. Você ainda terá muito tempo para fazer um monte de coisas, mas apenas se você planejar com antecedência e adequadamente.

- Ser capaz de planejar é rotina da idade adulta. Algumas pessoas que são adultos (mas apenas fisicamente) não conseguem planejar além do que para o café-da-manhã. Pratique o planejamento de coisas o mais rápido possível, principalmente sua vida financeira.

- Se você não é bom com suas finanças, você tem que começar. Quanto antes melhor. Leia livros, blogs, revistas ou jornais e assista palestras a respeito do assunto. Ninguém pode lidar melhor com o seu dinheiro do que você mesmo.

- Você será eventualmente responsável por algo: seus filhos, seus pais, pagando sua casa ou apê, carro, serviços, etc. e ainda poderá administrar uma instituição, empresa, lutando por um sonho ou sonhos de seus filhos, etc.  Não tenha medo e não se preocupe, as coisas vão mudar no devido tempo.

- A diferença entre um adulto e uma criança, é ser responsável por suas ações. Como adulto você precisa limpar o seu próprio cocô e possivelmente, o cocô de outras pessoas.

- Cuidado em depositar todas as fichas no que chamam de talento. Se você não adicionar trabalho duro, coragem e paciência na mistura, seu talento será totalmente inútil. Sorte é a coisa que realmente dá alguém uma grande chance para o sucesso. Se você chegou a ler isso aqui, já pode considerar-se sortudo.

- Pratique a moderação em tudo o que faz, seja na sua comida, na bebida, nas xícaras de café que você toma um dia, e até no regime e dietas que insiste em fazer.

- Não tenha medo de ter uma opinião, mesmo que você esteja em minoria. Só porque alguém usa terno e gravata, tem mestrado ou doutorado, não significa que ele ou ela esteja certo. Somente porque alguém é mais velho não significa que sempre tenha bons conselhos.

- Não desrespeite o tempo das outras pessoas chegando atrasado a encontros, reuniões, apresentações, etc. Se você for o chefe, dê exemplos.

- Frequentemente os mais velhos usam noções estranhas que passam como justificativas para fazer coisas do mesmo jeito e nunca inovar. É o tal do “Sempre foi feito assim”, ou “Já tentamos isso e não funcionou”. Não caia nessa armadilha. Só porque eles são mais velhos, não significa que eles já dominam tudo.

- Não importa a profissão, alguns adultos não têm ideia do que estão fazendo. Então, se você está nesta categoria, saiba que você está em boa companhia.

- O lado inábil da vida dita que as pessoas que você somente deve pensar no amor e que o ódio é um grande pecado. Logicamente, estar em um estado de ódio é terrível o que ninguém deseja a ninguém. Porém, o ódio é também um estado que leva à motivação. Reflita se não é verdade!

- Pare de oferecer para fazer todas as tarefas a você demandadas somente para provar sua lealdade e confiabilidade. Aprenda a dizer NÃO, sem ofender.

- Algumas pessoas precisam de um pequeno empurrão para produzir. Outras precisam de colo de mãe para um simples trabalho. Há ainda alguns que somente produzem mediante bronca As pessoas são diferentes e cada um responde ao seu próprio sentido de motivação.

- Você não tem que resolver os problemas das outras pessoas. Algumas pessoas são "felizes" com seus problemas e adoram a vitimização. Eles podem não precisar da ajuda que você acha que eles precisam. Em todos os casos, pergunte antes de oferecer ajuda.

- Aprenda sobre todas as religiões para entender como e por que certos seguidores pensam e se comportam da maneira que fazem.

- Errar é humano. Não há problema em cometer erros, desde que você seja humilde em reconhecer, compensar os danos e aprender com ele. Aprenda a perdoar-se.

- Leia bons livros, assista bons filmes, reportagens e documentários. Participe de congressos, seminários, cursos, etc. Procure sempre aprender algo novo e fascinante todos os dias. Gradativamente, vá recheando seu baú de competências. A colheita virá a seu tempo.

- Sempre que puder, faça uma viagem. Curta, longa, não importa. Viaje mais,

- As histórias de romance nos dão uma única definição de felicidade. A verdade é que não será o bastante encontrar a somente a sua felicidade. Precisamos encontrá-la também em outros aspectos da vida. A vida é uma grande aventura construída gradativamente, sendo a felicidade percebida e sentida em momentos por vezes muito simples, e que dificilmente rimará com “...e eles viveram felizes para sempre.” 

Bom, gente, por enquanto minha lista termina aqui. Mas, com sua contribuição poderemos aumentar isso.

E você? O que você diria para seu eu mais jovem?

Encaminhe suas sugestões e comentários.


Postado por Michel Assali
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