EDUCADORES

12 junho, 2013

Morte por Powerpoint - 5 regras básicas a seguir


Olá, gente...
Hoje, achei interessante lembrar sobre o uso de apresentações e e em especial a utilização do Powerpoint.  Compartilho comentários sobre algumas regras para escapar de slides realmente ruins, evitando assim a Morte por Powerpoint. Elas foram propostas na década passada por Seth Godin, autor de vários best-sellers sobre liderança, marketing e a maneira como ideias são disseminadas.

Apresentações efetivas: 5 regras simples

           As 5 regras a seguir foram propostas por Seth Godin, e seguem com comentários de Augusto Campos do blog Efetividade. A ressalva a fazer é o de lembrar que as regras são metas, e não mandamentos; é preciso saber onde e quando quebrá-las, mas isso não deve ocorrer em todo slide de toda apresentação. Recomenda-se sempre o uso do bom senso.
         Vamos a elas:
1- Não mais do que 6 palavras em cada slide. Eu iria além: 6 de título, 6 de subtítulo. Mais do que isso, e o slide servirá para informar ao público o que o apresentador falará nos próximos minutos, dando a eles o ensejo de checar seu e-mail no smartphone, em vez de observar aquilo que o autor deixou para transmitir pela eloquência e emoção.
2- Nada de imagens cafonas. Os cliparts que acompanham o seu pacote de ferramentas de escritório são reconhecíveis a quilômetros de distância e transmitem a ideia de que o que está sendo apresentado é tão clichê que pode ser representado por eles. Imagens mal redimensionadas, mal posicionadas, etc. também geram adjetivos sobre a sua mensagem. Se necessário, peça ajuda, e sempre recorra a bancos de imagens com qualidade profissional.
3- Sem transições entre slides. A tela girando, dissolvendo, fazendo barulhos e apresentando os mais belos (ou mais bregas) efeitos visuais entre um slide e outro, serve para distrair, para atrair os olhos para o slide (e não para você), e para atrasar a chegada da próxima ideia, em troca de nenhum efeito positivo para a transmissão da sua ideia.
4- Use os efeitos sonoros apenas para o bem. Os efeitos que vêm como exemplo com a sua ferramenta transmitem a mesma sensação que os cliparts dela, e nem todo auditório está apto a reproduzir sons com qualidade mas, se você quiser usar sons, use poucos, em momentos estratégicos, e voltados a transmitir uma emoção, não um lembrete ou um despertador.
5- Não distribua versão impressa dos seus slides. Bons slides só funcionam como apoio à sua apresentação. Ao invés de imprimi-los, imprima um breve documento com o texto que você DEIXOU DE INCLUIR nos seus slides, para distribuir ao final.
Seguindo essas regras, a definição de sucesso é fácil de compreender: cada novo slide transmite uma reação emocional (surpresa, etc.) à plateia, seguida da curiosidade em saber como aquela imagem e título serão encaixadas nas palavras do apresentador. As palavras servirão para fixar a imagem, e a força com que a imagem será armazenada na memória depois servirá para ajudar a lembrar da sua mensagem.
          Leve em consideração estes aspecto ao organizar suas próximas apresentações.
          Pratique e deixe seus comentários.

         Postado por Michel Assali

07 junho, 2013

Você sabe o que significa R.E.A. ?


Olá, gente...

Você sabe o que é REA?
Se você gosta de produzir materiais educacionais e tem interesse em compartilhar pela web, vale conferir a matéria.

A Unesco/Commonwealth of Learning com colaboração da Comunidade REA-Brasil (2011), define o REA da seguinte forma:

“Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento.”
Leia abaixo o folder sobre o assunto e, se tiver interesse, acesse o link indicado no final do mesmo (www.rea.net.br)


Folder REA

Envie ou deixe seus comentários a respeito do assunto.

Postado por Michel Assali

22 maio, 2013

As nove formas comuns de avaliar


Olá, gente...


O término do semestre se caracteriza por reunir um conjunto de registros referentes ao desempenho do aluno, possibilitando uma série de reflexões a respeito das intervenções necessárias para a próxima etapa de ensino.

Submeter o planejamento do curso a análise e avaliação passa a ser fundamental para retomar o currículo, alinhar metodologias e ajustar as metas previstas visando aperfeiçoar cada vez mais, o processo ensino e aprendizagem.
A construção e uso de instrumentos precisos de avaliação, torna-se cada vez mais imprescindível para o controle e acompanhamento do trabalho docente.

Para auxiliar as reflexões sobre o assunto, encaminho em arquivo anexado, material para apreciação com objetivo de contribuir com a melhoria da organização do trabalho pedagógico. 
Confira abaixo, os nove jeitos mais comuns de avaliar. 



Prova objetiva
definição
Série de perguntas diretas, para respostas curtas, com apenas uma solução possível.
função
Avaliar quanto o aluno apreendeu sobre dados singulares e específicos do conteúdo
vantagens
É familiar às crianças, simples de preparar e de responder e pode abranger grande parte do exposto em sala de aula.
atenção
Pode ser respondida ao acaso ou de memória e sua análise não permite constatar quanto o aluno adquiriu de conhecimento.
planejamento
Selecione os conteúdos para elaborar as questões e faça as chaves de correção; elabore as instruções sobre a maneira adequada de responder às perguntas.
análise
Defina o valor de cada questão e multiplique-o pelo número de respostas corretas.
como utilizar as informações
Liste os conteúdos que os alunos precisam memorizar; ensine estratégias que facilitem associações, como listas agrupadas por idéias, relações com elementos gráficos e ligações com conteúdos já assimilados.

Prova dissertativa
definição
Série de perguntas que exijam capacidade de estabelecer relações, resumir, analisar e julgar.
função
Verificar a capacidade de analisar o problema central, abstrair fatos, formular idéias e redigi-las.
vantagens
O aluno tem liberdade para expor os pensamentos, mostrando habilidades de organização, interpretação e expressão.
atenção
Não mede o domínio do conhecimento, cobre amostra pequena do conteúdo e não permite amostragem.
planejamento
Elabore poucas questões e dê tempo suficiente para que os alunos possam pensar e sistematizar seus pensamentos.
análise
Defina o valor de cada pergunta e atribua pesos a clareza das idéias, para a capacidade de argumentação e conclusão e a apresentação da prova.
como utilizar as informações
Se o desempenho não for satisfatório, crie experiências e motivações que permitam ao aluno chegar à formação dos conceitos mais importantes.

Seminário
definição
Exposição oral para um público leigo, utilizando a fala e materiais de apoio adequados ao assunto.
função
Possibilitar a transmissão verbal das informações pesquisadas de forma eficaz.
vantagens
Contribui para a aprendizagem do ouvinte e do expositor, exige pesquisa, planejamento e organização das informações; desenvolve a oralidade em público.
atenção
Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido.
planejamento
Ajude na delimitação do tema, forneça bibliografia e fontes de pesquisa, esclareça os procedimentos apropriados de apresentação; defina a duração e a data da apresentação; solicite relatório individual de todos os alunos.
análise
Atribua pesos à abertura, ao desenvolvimento do tema, aos materiais utilizados e à conclusão. Estimule a classe a fazer perguntas e emitir opiniões.
como utilizar as informações
Caso a apresentação não tenha sido satisfatória, planeje atividades específicas que possam auxiliar no desenvolvimento dos objetivos não atingidos.

Trabalho em grupo
definição
Atividades de natureza diversa (escrita, oral, gráfica, corporal etc) realizadas coletivamente.
função
Desenvolver o espírito colaborativo e a socialização
vantagens
Possibilita o trabalho organizado em classes numerosas e a abrangência de diversos conteúdos em caso de escassez de tempo.
atenção
Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido.
planejamento
Proponha uma série de atividades relacionadas ao conteúdo a ser trabalhado, forneça fontes de pesquisa, ensine os procedimentos necessários e indique os materiais básicos para a consecução dos objetivos.
análise
Observe se houve participação de todos e colaboração entre os colegas, atribua valores às diversas etapas do processo e ao produto final.
como utilizar as informações
Em caso de haver problemas de socialização, organize jogos e atividades em que a colaboração seja o elemento principal.

Debate
definição
Discussão em que os alunos expõem seus pontos de vista a respeito de assunto polêmico.
função
Aprender a defender uma opinião fundamentando-a em argumentos convincentes.
vantagens
Desenvolve a habilidade de argumentação e a oralidade; faz com que o aluno aprenda a escutar com um propósito.
atenção
Como mediador, dê chance de participação a todos e não tente apontar vencedores, pois em um debate deve-se priorizar o fluxo de informações entre as pessoas.
planejamento
Defina o tema, oriente a pesquisa prévia, combine com os alunos o tempo, as regras e os procedimentos; mostre exemplos de bons debates. No final, peça relatórios que contenham os pontos discutidos. Se possível, filme a discussão para análise posterior.
análise
Estabeleça pesos para a pertinência da intervenção, a adequação do uso da palavra e a obediência às regras combinadas.
como utilizar as informações
Crie outros debates em grupos menores; analise o filme e aponte as deficiências e os momentos positivos.

Relatório individual
definição
Texto produzido pelo aluno depois de atividades práticas ou projetos temáticos
função
Averiguar se o aluno adquiriu conhecimento e se conhece estruturas de texto
vantagens
É possível avaliar o real nível de apreensão de conteúdos depois de atividades coletivas ou individuais
atenção
Evite julgar a opinião do aluno
planejamento
Defina o tema e oriente a turma sobre a estrutura apropriada (introdução, desenvolvimento, conclusão e outros itens que julgar necessários, dependendo da extensão do trabalho); o melhor modo de apresentação e o tamanho aproximado
análise
Estabeleça pesos para cada item que for avaliado (estrutura do texto, gramática, apresentação)
como utilizar as informações
Só se aprende a escrever escrevendo. Caso algum aluno apresente dificuldade em itens essenciais, crie atividades específicas, indique bons livros e solicite mais trabalhos escritos

Autoavaliação
definição
Análise oral ou por escrito, em formato livre, que o aluno faz do próprio processo de aprendizagem.
função
Fazer o aluno adquirir capacidade de analisar suas aptidões e atitudes, pontos fortes e fracos.
vantagens
O aluno torna-se sujeito do processo de aprendizagem, adquire responsabilidade sobre ele, aprende a enfrentar limitações e a aperfeiçoar potencialidades.
atenção
O aluno só se abrirá se sentir que há um clima de confiança entre o professor e ele e que esse instrumento será usado para ajudá-lo a aprender.
planejamento
Forneça ao aluno um roteiro de auto-avaliação, definindo as áreas sobre as quais você gostaria que ele discorresse; liste habilidades e comportamentos e peça para ele indicar aquelas em que se considera apto e aquelas em que precisa de reforço.
análise
Use esse documento ou depoimento como uma das principais fontes para o planejamento dos próximos conteúdos.
como utilizar as informações
Ao tomar conhecimento das necessidades do aluno, sugira atividades individuais ou em grupo para ajudá-lo a superar as dificuldades.

Observação
definição
Análise do desempenho do aluno em fatos do cotidiano escolar ou em situações planejadas.
função
Seguir o desenvolvimento do aluno e ter informações sobre as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora.
vantagens
Perceber como o aluno constrói o conhecimento, seguindo de perto todos os passos desse processo.
atenção
Faça anotações no momento em que ocorre o fato; evite generalizações e julgamentos subjetivos; considere somente os dados fundamentais no processo de aprendizagem.
planejamento
Elabore uma ficha organizada (check-list, escalas de classificação) prevendo atitudes, habilidades e competências que serão observadas. Isso vai auxiliar na percepção global da turma e na interpretação dos dados.
análise
Compare as anotações do início do ano com os dados mais recentes para perceber o que o aluno já realiza com autonomia e o que ainda precisa de acompanhamento.
como utilizar as informações
Esse instrumento serve como uma lupa sobre o processo de desenvolvimento do aluno e permite a elaboração de intervenções específicas para cada caso.

Conselho de classe
definição
Reunião liderada pela equipe pedagógica de uma determinada turma.
função
Compartilhar informações sobre a classe e sobre cada aluno para embasar a tomada de decisões.
vantagens
Favorece a integração entre professores, a análise do currículo e a eficácia dos métodos utilizados; facilita a compreensão dos fatos com a exposição de diversos pontos de vista.
atenção
Faça sempre observações concretas e não rotule o aluno; cuidado para que a reunião não se torne apenas uma confirmação de aprovação ou de reprovação.
planejamento
Conhecendo a pauta de discussão, liste os itens que pretende comentar. Todos os participantes devem ter direito à palavra para enriquecer o diagnóstico dos problemas, suas causas e soluções.
análise
O resultado final deve levar a um consenso da equipe em relação às intervenções necessárias no processo de ensino-aprendizagem considerando as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora dos alunos.
como utilizar as informações
O professor deve usar essas reuniões como ferramenta de auto-análise. A equipe deve prever mudanças tanto na prática diária de cada docente como também no currículo e na dinâmica escolar, sempre que necessário.

                                                                 Fonte de pesquisa: revistaescola.abril.com.br



Achou interessante? Possui algum novo jeito? Deixe seus comentários!

Postado Por Michel Assali

17 maio, 2013

Aperfeiçoando o protagonismo do aluno



Olá, gente...

Encaminho a vocês como sugestão de aperfeiçoamento do protagonismo do aluno, o uso da tabela S-I-A-R: SABER – INDAGAR – APRENDER – REFLETIR

            Uma tabela (S-I-A-R) é um dos organizadores gráficos mais utilizados para explorar o conhecimento prévio dos alunos quando da abordagem de uma nova unidade ou novo conteúdo curricular. A tabela é muito simples e é formada por quatro colunas: uma chamada Saber, a outra Indagar, a terceira Aprender e a quarta Refletir.


SABER
O que sei?
INDAGAR
O que quero saber?
APRENDER
O que aprendi?
REFLETIR
Como aprendi?









O que sei? Apresentam suas idéias a respeito do assunto.

O quero saber? Apresentam questões que têm sobre o conteúdo.

O que aprendi? À medida que aprendem, vão registrando as informações.

Como aprendi? Refletem e registram a forma como aprenderam.

Esta tabela procura ativar o conhecimento prévio dos alunos, por questionar o que eles já sabem a respeito de um determinado assunto, ajudando-os a fazer as próprias relações antes de explorar o conteúdo.
Os alunos começam apresentando suas ideias no item Saber da tabela. Em seguida, sozinhos ou em grupo, apresentam questões que eles têm sobre o conteúdo no item Indagar. À medida que os alunos começam a responder essas questões, registram tais informações no item Aprender da tabela. Por fim, escrevem na última coluna Refletir, como foi que aprenderam tais conhecimentos.

As tabelas S-I-A-R exigem que os alunos dêem um significado para o que já aprenderam, comparem o novo conhecimento com o que já sabem e esclareçam suas ideias. Também são uma forma de acompanhar o que eles estão aprendendo. Por fim, a tabela pode ser usada como um documento para um portfólio de avaliação para indicar o que o aluno aprendeu.

As tabelas S-I-A-R podem ser usadas em todo o currículo e em qualquer ano, série ou ciclo.  Elas podem ser usadas para iniciar uma nova unidade de estudo e como consulta durante toda a aula.  Geralmente, elas não são documentos para nota, mas sim, um auxílio para os alunos registrarem suas ideias e perguntas sem o medo de serem avaliados.  Além disso, tais tabelas ajudam na organização do aluno e podem ser o ponto de partida para um debate entre colegas ou com a classe toda.

Experimente! Encaminhe suas opiniões e comentários!

Postado por Michel Assali

10 maio, 2013

Dia das Mães


Olá, gente...


Todos nós sabemos que o "Dia das Mães" é um evento do calendário criado pelo marketing do capitalismo, visando aquecer o comércio, estimulando o aumento do consumo de produtos, bens e serviços.

Porém, deixando de lado uma postura radical e até arrogante sobre essa forma de pensar, é possível extrair o que existe de muito bom nesse evento sem a necessidade de se passar por um “chato”.

Afinal, com tantas atribulações e compromissos de todas as ordens, impostas pela vida em sociedade nos tempos de hoje, tenho absoluta certeza que muita gente mal teria um "tempinho para a mãe" ao longo do ano.

Então, deixando de lado a interpretação do apelo comercial, devemos aproveitar tudo aquilo que o momento oferece de bom e do melhor.
E o melhor, sem dúvida alguma se fará vivo, principalmente nas lembranças (Oh, as boas lembranças!), nos sentimentos, nos afetos, nos sorrisos, abraços e gestos. Nos cuidados, encontros fraternos, nas mensagens e até, por que não, nos presentes e lembrancinhas, mesmo que às vezes sejam incentivados pelas mídias interesseiras.

De nada adianta falar ou ouvir expressões do tipo "Ora, todo dia é dia das mães" e mal ter tempo para uma visita ou um telefonema à mesma.

Longe ou perto, viva ou não, em presença física ou virtual, seremos mais humanos e mais cristãos quando pensamos e rezamos pela nossa mãe todos os dias, tendo como exemplo e fé, a Virgem Maria, mãe de todas as mães.
Portanto, comemore o Dia das Mães com tudo o que nossa sociedade oferece, pois o seu presente é a sua mãe.

Aproveite agora, pois mãe é única!

Feliz Dia das Mães! Ave Maria...

Postado por Michel Assali

03 maio, 2013

PBL- Aprendizagem baseada em problemas

         
Olá, gente...


Sabemos que o ato de ensinar consiste em na elaboração de situações que favoreçam ao aluno a construção de representações e o desenvolvimento de comportamentos que contribuam de forma gradativa à preparação para a atuação cidadã no ambiente sócio cultural e científico.
A ênfase numa inovação metodológica inclui o os quatro pilares da educação editada pela UNESCO, resumidos em Saber Saber, Saber Fazer, Saber Conviver e Saber Ser.
Nesse sentido uma metodologia que empregue o desafio, a solução de problemas, enigmas, etc., favorece o desenvolvimento das habilidades e competências básicas do aluno além de possibilitar a formação do pensamento crítico, da consolidação de conceitos e formação de atitudes individuais e coletivas.
O PBL é uma nova proposta pedagógica, com vistas ao aperfeiçoamento do processo de ensino e aprendizagem e também a uma melhor estruturação e desenvolvimento do conhecimento. A metodologia é utilizada nas universidades de vários países e tem recebido especial atenção nos mecanismos de educação à distância, como forma de completar o ciclo de aprendizagem do aluno.

Definição:

O PBL (Aprendizado Baseado em Problemas) consiste em um método instrucional que faz uso de problemas da vida real, servindo de estímulo para o desenvolvimento do pensamento crítico, de habilidades de resolução de problemas e da aprendizagem dos conceitos que integram o conteúdo programático.
Assim, o PBL:
• enfatiza o aprendizado auto-dirigido,
• é um método de aprendizado centrado no aluno,
• tem o problema como elemento motivador do estudo e integrador do conhecimento.

O PBL tem sua fundamentação no pressuposto de que a aprendizagem não é um simples processo de recepção de informações, mas de construção de significados.
Pauta-se em resultados de pesquisas da psicologia cognitiva, isto é, na premissa de que a aprendizagem acontece principalmente quando se lança mão dos conhecimentos prévios do aluno, ou seja, de estratégias de estudo que promovam a elaboração das informações e sua incorporação em estruturas cognitivas existentes, transformando-as.
O PBL baseia-se na perspectiva de construção do conhecimento, por meio das conexões entre a nova informação e o que a memória já tem como arquivo de aprendizagens anteriores. Isto permite que o aluno aplique o que aprendeu, construindo o conhecimento e desenvolvendo as habilidades de trabalho em grupo e a capacidade de propor soluções para os problemas reais. Além disso, neste processo o aluno é capaz de compreender as suas dificuldades, monitorar o seu aprendizado e perceber seu progresso.

Características do Ensino Tradicional X PBL

Contrariamente ao que acontece no ensino tradicional, onde os conceitos são transmitidos inicialmente e, somente após segue-se um problema de aplicação, no PBL os alunos iniciam as aulas sendo desafiados por um problema, o qual constitui o ponto de partida do processo de aprendizagem, ou seja, o problema tem a função de motivar, focar, direcionar e iniciar a aprendizagem dos alunos.

 Características do Ensino Tradicional:

• É centrado no professor.
• É baseado em aulas expositivas.
• Privilegia a reprodução do conhecimento.
• É dirigido para avaliações.
• A organização é departamental /disciplinar.
• O professor tem grande autonomia na sala de aula, é senhor do conteúdo que ministra.

Características do PBL:

• É centrado no aluno
• O aprendizado independente é estimulado.
• O currículo é temático, interdisciplinar.
• O trabalho pode ser desenvolvido em pequenos grupos e/ou individualmente.
• O professor é facilitador do processo de aprendizagem.
• O aprendizado é baseado em problemas reais.

Pense sobre o assunto e encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali

26 abril, 2013

Resistência às mudanças



Olá, gente...
Discutir questões sobre as mudanças paradigmáticas passam a ser fundamentais em tempos da grande influência das novas tecnologias no nosso cotidiano profissional e familiar.
O processo de implementar mudanças em qualquer ambiente é sempre um grande desafio para qualquer instituição seja ela de caráter público ou privado. Entretanto, a mudança, faz parte de toda a realidade humana. Afinal, nosso presente está impregnado de situações de mudanças no próximo passado. Temos o que temos graças às mudanças nos diversos setores da atividade humana, construídas historicamente por sujeitos também históricos.
E mudar, nunca foi nem será nada fácil e sempre encontrará resistências, uma vez que traz sempre o incômodo, a perturbação, susto e muito... trabalho.
A professora Rosabeth Moss Kanter, da Harvard Business, destacou 10 razões para as pessoas resistirem à mudança, as quais listo abaixo com alguns comentários:
Perda de controle da mudança – Toda mudança afeta a autonomia e muda o paradigma de um determinado setor. E quando o paradigma muda tudo tende caminhar para o nível zero. Isto significa que a mudança desequilibra as pessoas obrigando-as a se adaptarem ao novo, exigindo novos conhecimentos para o novo paradigma, afetando a segurança e até as relações de poder.  
Alta incerteza  - Nosso cérebro é preparado para nos preservar do excesso de informação e, por essa razão, procura categorizar as informações que filtra. Mudar os paradigmas construídos com essa categorização é um processo demasiadamente doloroso. Possibilitar a comunicação para que as pessoas possam entender os benefícios da mudança passa a ser de extrema importância para a instituição.
Implementação de Surpresa - Impor mudanças é o melhor caminho para o fracasso. Por mais tentador que seja, deve-se evitar mudanças planejadas em segredo. O melhor caminho é começar contextualizando as razões e os cenários futuros que levaram a decidir pela mudança;
Tudo Diferente – Diante de um novo paradigma, as pessoas necessitam de uma nova “alfabetização” visando à preparação para novos procedimentos, operações e relacionamentos. Efeito inevitável das mudanças.
Perda de Identidade - A mudança sempre é abandono do passado. O problema é que as pessoas podem sentir-se como se tudo o que elas fizeram até aquele momento estivesse errado e por isso está acontecendo a mudança. Deve-se esclarecer que não é que o modelo anterior estava errado, ele apenas está ultrapassado, pois já não conseguem mais responder a novos problemas ou mudanças de cenários, principalmente os advindos de mudanças que aconteceram na sociedade. É importante resgatar conquistas passadas para manter o sentimento de dever cumprido;
Preocupação com a própria empregabilidade - Com a mudança, novas competências terão que ser desenvolvidas o que pode gerar insegurança nas pessoas quanto ao sucesso no aprendizado dessas novas competências. Investir em treinamento e capacitação deverá constar do Planejamento da organização visando o aperfeiçoamento que possam auxiliar no processo de adaptação a nova realidade e as novas competências;
Mais Trabalho – Sem nenhuma dúvida, qualquer mudança gera mais trabalho, principalmente ao se iniciar. Pois é no início do processo e na sua implementação que aparecem falhas, problemas e as próprias resistências. É nesse momento em que os ajustes serão inevitáveis, que se faz necessário ter uma equipe dedicada ao processo de gestão de mudança é vital, até mesmo porque ajustes serão necessários;
Efeito Cascata – Convém ressaltar que as consequências da mudança não serão sentidas somente por um determinado setor ou segmento, mas que , gradativamente seus efeitos repercutem em outros segmentos, provocando também novas resistências. Portanto é fundamental que a comunicação e o esclarecimento sejam difundidos de forma mais democrática possível.
 Ressentimentos do Passado – É muito comum nos momento de mudança, os saudosistas, tragam à tona as discussões e ressentimentos de mudanças no passado, causando mais insegurança e aumento da resistência. O esclarecimento e a socialização das necessidades da mudança serão imprescindíveis nesses momentos difíceis.
 Às vezes, a ameaça é real - Talvez seja a maior fonte de resistência. A mudança causa reação porque pode realmente machucar. Quando novas tecnologias substituem verdadeiramente uma cadeia de valor produtiva, trabalhos e empregos são extintos, surgem novos serviços, etc. O melhor negócio possível é ser transparente, rápido e justo.
Embora nenhum processo de mudança seja confortável, é possível minimizar seus efeitos. Dar retornos constantes à equipe se constitui como instrumento poderoso na preparação das pessoas em aceitar e, principalmente, adaptar-se as mudanças. Mas também é importante ter clareza que mudanças constantes e sem gestão causam mais confusão do que benefícios.
Deve-se ter em mente também que o papel das lideranças é fundamental no sentido de promover de um equilíbrio dinâmico entre mudança  e estabilidade, minimizando seus impactos. Trabalho difícil, mas nunca impossível.
Vamos pensar sobre o tema? 
Encaminhe seus comentários.
Postado por Michel Assali


17 abril, 2013

O futuro do curso superior?

Olá, gente...

Sabe quem é esse que está na foto ao lado?
É o Dr. Anant Agarwal, indiano e presidente do edX – inciativa das universidades Harvard e MIT para oferecer cursos online.
Participou no evento Transformar Educação analisando  a revolução que os Moocs (Massive Open On-line Course, cursos on-line gratuitos e em grande escala) estão trazendo para o ensino superior. 
O professor estima que, nos próximos dez anos, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo assistam aulas por meio dos Moocs. Um reflexo do que já vem acontecendo. 
O seu primeiro curso, por exemplo – de uma disciplina considerada complexa: circuitos eletrônicos –,teve 155 mil estudantes inscritos de 192 países. “Gosto de pensar que o edX é o acelerador de partículas do aprendizado”, disse. “No futuro, os alunos vão usar cada vez mais modelos híbridos, assistindo videoaulas, se encontrando em grupos de discussão fora da sala de aula.”

Pense sobre isso!
Deixe seus comentários!

Postado por Michel Assali

12 abril, 2013

O Moodle como ferramenta pedagógica



Olá, gente...

Os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) vêm sendo cada vez mais utilizados na educação por favorecerem a possibilidade de colocar em prática uma rede de informações interconectadas, na qual os sujeitos poderão descobrir e interagir em diversificadas mídias simultaneamente e integrá-las numa mesma atividade.
Entre os principais ambientes virtuais, destaco o Moodle (Modular Object Oriented Dynamic Learning Environment), um ambiente de aprendizagem a distância desenvolvido pelo australiano Martin Dougiamas em 1999.
Trata-se de um software livre e gratuito, podendo ser baixado, utilizado e/ou modificado por qualquer indivíduo em todo o mundo. Assim, este ambiente vem sendo utilizado por diversas instituições no mundo todo, possuindo uma grande comunidade cujos membros estão envolvidos em atividades que abrangem desde correções de erros e o desenvolvimento de novas ferramentas, à discussão sobre estratégias pedagógicas de utilização do ambiente e suas interfaces.
Como qualquer outro LMS (Learning Management System), o Moodle dispõe de um conjunto de ferramentas que podem ser selecionadas pelo professor de acordo com seus objetivos pedagógicos, gerais ou específicos.
Textos, diários, vídeos, testes, fóruns, chats, etc. tornam o ambiente muito interessante para qualificar o trabalho docente no Ens. Fundamental e principalmente o Ens. Médio, por permitir o uso das tecnologias com interatividade e decididos e controlados pelo próprio professor em função das particularidades de seus alunos.
O Moodle permite que estes mecanismos sejam oferecidos ao aluno de forma flexibilizada, ou seja, o professor, além de poder definir a sua disposição na interface, poderá utilizar metáforas que imputem a estas ferramentas diferentes perspectivas, que apesar de utilizarem a mesma funcionalidade, se tornem espaços didáticos exclusivos.
O espaço destinado à elaboração de atividades online favorece ao desenvolvimento e ampliação do potencial pedagógico, atendendo às demandas e tendências educacionais atuais, cada vez mais envolvidas com as novas tecnologias.
Sugiro pesquisar sobre o assunto e incentivar sua aplicação na aprendizagem.
Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali

03 abril, 2013

REA - Recursos Educacionais Abertos. O que é isso?

Olá, gente...
Você já ouviu falar sobre os Recursos Educacionais Abertos ou REA? 
Veja...


“Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento.”
Unesco/Commonwealth of Learning com colaboração da Comunidade REA-Brasil (2011)

Acompanhe esse folder:





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...