EDUCADORES

25 agosto, 2010

PIXAR: Um exemplo de Gestão do Conhecimento



Olá, gente!

Tenho garimpado na rede assuntos sobre gestão para compartilhar com vocês. Penso que, no mundo com tendências à Web 2.0, compartilhar é verbo que deve ser conjugado em todos os tempos.
Sobre o tema, chamou a atenção um artigo interessante na revista The Economist que explica as razões para a Pixar (aquela que produz filmes animados) ter tanto sucesso.

Razões centradas em Gestão do Conhecimento e Inovação:
1) Existe uma obrigação de mostrar diariamente o trabalho ainda inacabado para os colegas - e escutar críticas, que no final se tornam construtivas
2) Para todo o lançamento, por maior que seja o recorde de vendas nas bilheterias, a equipe conduz uma sessão de lições aprendidas no projeto: 5 coisas que deram certo, 5 coisas que deram errado. Para estas, não permitem que errem novamente
3) Ambiente descontraído, libera a cabeça dos criadores para ... criar!
4) Erros não são motivo para humilhação pública, mas sim de aprendizado
5) A aquisição do conhecimento se dá no momento da contratação: gente criativa, curiosa e inconformada, além de detalhista e caprichosa. Com este contingente de 1200 pessoas criativas, não existe roteiro pobre, cenário simples ou animação vagabunda.

Com essas atitudes, a Pixar produziu não menos que 11 êxitos de público e crítica: os 3 "Toy Story", "Monstros S.A.", "Carros", "Os Incríveis", "Up-Nas Alturas", "Procurando Nemo", "Vida de Inseto", "Wall-e" e "Ratatouille".

É perfeitamente compreensível que o sucesso não se deve apenas à tecnologia ou marketing. Mas principalmente à gestão da condução dos trabalhos em equipe, com foco nas trocas de informação e na interação das pessoas, favorecendo a Gestão do Conhecimento da instituição.

É um bom benchmark?

Postado por Michel Assali

20 agosto, 2010

Análise SWOT




O texto abaixo é uma adaptação e tradução de artigo de James Manktelow

SWOT é um acróstico formado pelas primeiras letras das palavras em Inglês forças, fraquezas e oportuidades e ameaças ou, em Inglês Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats

Por que usar a análise SWOT? A análise do SWOT é uma maneira muito eficaz de identificar suas forças e fraquezas, e de examinar as oportunidades e as ameaças que você enfrenta.

Realizar uma análise que usa a estrutura do SWOT ajuda focalizar suas atividades nas áreas onde você é forte e onde as maiores oportunidades se encontram.

Como usar a ferramenta?

Para realizar uma análise do SWOT responda perguntas como as abaixo.

Use perguntas similares:

Forças: Que vantagens você tem? Que você faz bem? Que recursos relevantes você tem o acesso? O que os outros vêem como suas forças?
Considere isto de seu próprio ponto da vista e do ponto de vista de outros. Não seja modesto. Seja realista. Se você sentir qualquer dificuldade, tente escrever abaixo uma lista de suas características. Algumas características representarão forças! Ao examinar suas forças, pense sobre elas com relação a seus concorrentes – por exemplo, se seus concorrentes fornecem produtos de alta qualidade, ou se possuem processos de produção com qualidade elevada.

Fraquezas: Que poderia você melhorar? Que você faz mal? Que deve você evitar? Avalie a situação com base interna e externa: As pessoas percebem as fraquezas que você não vê? Seus concorrentes estão fazendo melhor do que você? É melhor ser realista agora, e enfrentar todas as verdades desagradáveis o mais cedo possível.

Oportunidades: Onde as boas oportunidades estão? Quais são as tendências que estão lhe interessando? As oportunidades úteis podem vir de coisas como: Mudanças na tecnologia e nos mercados em uma escala ampla ou direcionada. As mudanças na política do governo relacionaram-se com a sua atividade As mudanças nos padrões sociais, perfis da população, estilos de vida, etc.. Eventos Locais Uma abordagem útil consiste em olhar as oportunidades, você deve olhar suas forças e avaliar se encontra oportunidades. Alternativamente, deve olhar suas fraquezas e perguntar-se se você poderia criar oportunidades eliminando ou diminuindo as fraquezas.

Ameaças: Que obstáculos você enfrenta? O que a sua competência está fazendo? As especificações requeridas pelo seu trabalho, produtos ou serviços estão mudando? A mudança tecnológica está ameaçando sua posição? Você tem ou pode vir a ter problemas no seu cash-flow? Algumas de suas fraquezas podem ameaçar seu negócio? Realizar esta análise frequentemente irá contribuir para melhorar seu auto conhecimento e ampliar as perspectivas.
Pense sobre o assunto. Você poderá chegar a conclusões bem interessantes.

Postado por Michel Assali

03 agosto, 2010

Para gestores e líderes



Olá gente.
Seguem abaixo frases e pensamentos coletados durante o Fórum Mundial de Gestão e Liderança organizado pela HSM que aconteceu em abri de 2010:
Ram Charam
- “Hábitos para uma execução efetiva: Foco, Fechamento e Acompanhamento”;
- “Nunca encerre uma reunião sem um fechamento, defina quem faz o que e quando. Atribua responsabilidades”;
- “Concentre-se nos pontos fortes de seus colaboradores”;
- “Invista 20% do seu tempo na formação do seu sucessor como líder”;
- “Não se torne obsoleto, aprenda.”;
- “Visite seu cliente e observe-o. Isso é vivenciar experiência do cliente, é mais do que identificar necessidade.”;
- “O banco central brasileiro é melhor que o banco central americano”;
- “O líder é um arquiteto da estratégia”;
- “A inquietação e o não contentamento com o sucesso atual devem ser características presentes nos líderes”;
Mario Sergio Cortella
- “Galileu negou o óbvio e nos tirou do centro do universo. Cuidado com o óbvio.”;
- “Gente não nasce pronta e vai se gastando. Gente nasce não-pronta e vai se fazendo”;
- “Líderes são aqueles que sabem manejar o estoque de conhecimento existente da empresa em QUALQUER nível”;
- “Velho é aquele que acha que sabe tudo e que não precisa aprender mais nada, portanto, afaste-se de gente velha e aproxime-se de gente idosa por causa da experiência”;
- “O mais poderoso ativo de uma empresa é o estoque de conhecimento que ela possui”;
- “É preciso estar o tempo todo em disponibilidade para o aprendizado”;
- “Dois princípios da liderança necessários às empresas : Quem sabe, reparte. Quem não sabe, procura”;
- “Só é um bom ensinante quem for um bom aprendente”;
- “Não se exima da sua responsabilidade e não entregue a sorte o seu destino. Tome as rédeas do seu sucesso”;
- “Mudança sempre existiu em larga escala, o que mudou foi a sua velocidade”;
- “Gente que diz que o mundo está perdido é porque, na verdade, está perdido nele”;
- “A mudança não só é permanente como também ela tende a se acelerar cada vez mais”;
- “Mede-se a inteligência de um indivíduo pela sua capacidade de suportar incertezas”;
Noel Tichy
- “Eu usei o twitter para assumir minha ignorância e tive ajuda do mundo inteiro.”;
- “O circulo virtuoso da liderança é ensinar e aprender”;
- “Líderes impulsionam e trazem a mudança”;
- “Liderança tem a ver com desenvolver o melhor das pessoas e construir confiança”;
- “Você precisa dar oportunidades as pessoas para desenvolverem todo o seu potencial”;
- “A maioria das decisões ruins são relativas a pessoas. Se você não toma boas decisões em relação elas, fica difícil tomar boas decisões estratégicas”;
Deixe seus comentários!
Postado por Michel Assali

28 julho, 2010

Frases proibidas



Frases proibidas para um gestor educacional:

“Precisava planejar?” – Sem planejar, você não controla. O planejamento deve ser sistemático quando estamos tratando de projetos;

“Faça do jeito que der, depois a gente arruma.” – Cuidado! O perigo mora nos detalhes.

“Nossa, o prazo do projeto venceu.” Isso é que é gestão de tempo. Cuidado com a procrastinação.

“Mas eu achei que tinha ficado claro!” – invista na comunicação, sempre em busca do entendimento comum;

“Nós acertamos verbalmente, por isso eu não documentei.” – Registre, documente, anote, …

“Não fiz porque ninguém mandou.” 70% das pessoas nas empresas faz somente o que lhes é mandado fazer, 20% nem isso fazem, 10% restantes fazem a diferença. Em que grupo você acha que o gestor escolar deve estar?

“Achei que não precisa te avisar.” – Atenção à comunicação mais uma vez;

“Deixa que eu faço tudo sozinho,” – Atitude lamentável. Trabalho de equipe em é fundamental;

”Aqui sempre foi assim!” – Perigo! Pessoas, que querem fazer a diferença, não se conformam com a mesmice.

Que frases você poderia acrescentar?

Deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

21 julho, 2010

Procrastinação



Buscava pela rede textos sobre procrastinação nas diferentes atividades profissionais.

Encontrei um texto de Christian Barbosa que aborda diversos temas sobre gestão, extraindo a classificação abaixo que considerei bem didática e interessante para uma reflexão, considerando o processo produtivo das pessoas.

Segundo Christian, uma forma fácil de entendermos o ritmo produtivo e evolução das pessoas é dividi-lo em três grandes grupos:

  • Os realizadores – são aqueles que saem do lugar e fazem alguma coisa seja para atingir seus objetivos, dar saltos na carreira, viver melhor seus relacionamentos e ter mais saúde e prosperidade em todos os sentidos.
  • Os conformados – são aqueles que já assumiram que simplesmente não dá pra mudar, que a vida é assim mesmo, que ele não nasceu com o “rabicó” virado para a lua e que acredita que time que está empantando pelo menos não tá perdendo.
  • Os procrastinadores – são aqueles que até tem vontade d e mudar, de fazer algo diferente, que se motivam para criar planos, mas na hora H alguma coisa os impede de dar o próximo passo.

A parte triste dessa divisão é que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já teve um desses perfis presente na sua rotina. Não é verdade? Ninguém é 100% realizador. Com certeza, o Bill Gates, Steve Jobs, Sílvio Santos, João Doria ou qualquer outro desses personagens que são extremamente bem sucedidos, já tiveram seus dias de procrastinadores e conformados.

Só que essas pessoas tem uma coisa em comum: eles conseguem administrar esses perfis e voltam rapidamente para o perfil realizador. Eles entendem que ninguém é inabalável, mas que todos tem uma capacidade inigualável de seguir em frente, no perfil adequado.

Em qual perfil você está vivendo hoje em dia? Que tal aproveitar que praticamente 50% do ano já foi embora para começar a viver no perfil mais adequado?

Postado por Michel Assali

13 julho, 2010

Cantinho da Leitura na Sala de Aula



Para escolas que ainda não possuem uma Sala de Leitura, uma dica muito interessante para tornar a leitura atraente para os pequenos é criar na própria sala de aula um canto para a leitura. Isso mesmo! Um cantinho que pode ser construído e decorado com as crianças com contribuições dos pais, APM ou outros parceiros que possam livros e outros materiais. Um conto onde as crianças possam ter a liberdade de ler o que querem e quanto querem.
Um espaço que possa contemplar, portifólios, painéis, varal de textos, etc.
Um espaço concebido na linha de pensamentos do pedagogo Celestin Freinet (1986-1966), que acolhe os alunos, possibilitando o desenvolvimento das competências leitora e escritora, que contribuirão com a melhoria da qualidade do que se aprende.
Ao terminar uma atividade proposta na aula, o aluno poderá se dirigir ao canto da leitura enquanto o(a) professor(a) atende aqueles que apresentam mais dificuldades. Todos ganham.
Não se preocupe! No início haverá um pequeno tumulto, mas rapidamente as crianças aprendem a se responsabilizar e deixar o espaço em ordem.
Seguem abaixo dicas sobre os direitos do leitor que podem ser discutidos com as crianças:

1º - O direito de não ler

2º - O direito de saltar páginas

3º - O direito de não acabar um livro

4º - O direito de reler

5º - O direito de ler não importa o quê

6º - O direito de "amar" os heróis dos romances

7º - O direito de ler não importa onde

8º - O direito de saltar de livro em livro

9º - O direito de ler em voz alta

10º - O direito de não falar do que se leu

Experimente. Você vai se surpreender!

Postado por Michel Assali

12 julho, 2010

Tempo de avaliar



Olá, gente.

A avaliação escolar será sempre um tema complexo que permite diversas reflexões, por se constituir em procedimento inerente ao trabalho pedagógico, independentemente da modalidade ou curso oferecido por qualquer tipo de escola.

Passaremos a seguir alguns pontos e lembretes para reflexão do tema bem como dicas ou sugestões que possam apresentar conteúdos relevantes às reflexões e discussões do assunto.

Vamos pensar um pouco. O que vamos avaliar?
Inicialmente, é preciso ter clareza do objetivo de avaliação. Vamos considerar como ponto de partida as quatro competências básicas fundamentadas nos PCN: pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas.
Partindo do pressuposto de que competências ou habilidades são desenvolvidas ao longo da escolaridade, é preciso compreender e acompanhar o processo que se dará a cada etapa do ano letivo.

Observar, mensurar e registra tais momentos requer do professor estudos e trocas de experiências sobre o assunto. Não é tão fácil porém, perfeitamente possível.
Segue abaixo uma lista de competências relevantes, apresentadas pelo Instituto Ayrton Senna, para o processo de aprendizagem do aluno:

Competências pessoais: auto-conhecimento, auto-estima, autoconfiança, querer-ser, auto-proposição, visão do futuro, autodeterminação, resiliência e auto-realização.

Competências relacionais: reconhecimento do outro, convívio com a diferença, interação, comunicação, afetividade, convívio em grupo, planejamento/trabalho/decisão em grupo, compromisso com o coletivo, com o ambiente e a cultura.

Competências cognitivas: leitura e escrita, cálculo e resolução de problemas, análise e interpretação de dados/fatos/situações, acesso à informação acumulada, interação crítica com a mídia, autodidatismo, didatismo e construtivismo.

Competências produtivas: criatividade, gestão e produção do conhecimento, polivalência e versatilidade, profissionalização, auto-gestão, co-gestão, heterogestão.
Sugerimos pesquisar e discutir esses temas ou termos e repensar a avaliação na sua escola.Este é um dos primeiros pontos propostos para discussão. Postaremos textos de continuidade ao assunto.

Aguardo seus comentários.

Postado por Michel Assali

09 junho, 2010

Melhorando suas apresentações



Olá, gente.

Pesquisando em diversos sites e blogs o tema apresentações para aulas, palestras, reuniões, etc., predomina o software Powerpoint, sem dúvida nehuma. Porém se não for bem utilizado, a apresentação tende a ser enfadonha, "chata" e sonolenta. Encontrei no Blog Efetividade algumas dicas que compartilho como vocês, com o objetivo de melhorar uma apresentação.

Aí vão:
-Os slides não são a apresentação. Nunca esqueça que a atenção deve estar em você, e não nos slides. Você não deseja competir com eles pela atenção do seu público.
-Siga uma seqüência lógica. Se possível, comece rabiscando num papel quais os pontos que você precisa abordar.
-Seja legível. Se você vai escrever algo no slide, todo mundo precisa conseguir ler. Mas escreva o mínimo possível. Use fontes sem serifa (Arial, Verdana, Helvetica…) nos títulos, e serifadas (Garamond, Goudy, Palatino…) no conteúdo.
-Slide não é relatório. Se você precisar comunicar um longo conteúdo textual, imprima-o e entregue à platéia – se possível, antes do início da apresentação. Nos slides, sempre que possível, substitua as palavras por um gráfico ou imagem, para complementar o que você vai dizer.
-Menos é mais, especialmente quando estamos tratando de efeitos visuais e sonoros. Faça todos os itens do slide aparecerem ao mesmo tempo – ninguém na platéia espera ser surpreendido 90 vezes durante a sua apresentação.
-Distribua um folheto – antes! - a não ser que sua intenção seja fazer surpresas, distribuir um folheto com todos os slides ANTES da apresentação ajudará a manter as pessoas prestando atenção em você, e não no slide. Se você tem dúvidas se o público prestará atenção na apresentação se já tiver imagens de todos os slides em mãos antes da apresentação, há algo errado com a apresentação, ou com o público.
-Conheça as estatísticas – estudos recentes mostraram que apresentações de slides apenas com títulos, gráficos e imagens levam a uma retenção de conteúdo 28% maior que a dos slides tradicionais com listas de itens, e uma capacidade 78% maior de aplicar a informação recebida.


Caso você tenha mais algumas dicas a acrescentar, deixe seu comentário clicando em comentários.

Postado por Michel Assali

28 maio, 2010

O desejo do mar



Uma das melhores formas de gerar capital social positivo parece passar pelo fomento da «ação propositada» que decorre de dois fatores. O primeiro é o interesse pessoal, o querer - isto é, a noção clara do que se faz e porque se faz. O segundo é um forte sentimento de que a motivação é pessoal, intrínseca e da responsabilidade própria. A pessoa motiva-se. Não precisa ser motivada.Como podem as organizações e os seus líderes estimular a ação propositada dos colaboradores?
Ghoshal e Bruch apontam uma imagem de Antoine de Saint-Exupéry, o célebre escritor e aviador francês, autor de O Principezinho:
«Se queres construir um navio, não mandes os homens para a floresta cortar madeira, aplaná-la e juntar as placas. Em vez disso, ensina-lhes o desejo do mar.»

Nesta perspectiva, em vez de arranjar soluções prontas, os gestores e professores devem suscitar questões e desenhar visões apelativas, ou seja, aflorar o desejo do mar.

O desejo do mar pode ser ensinado pelos seguintes meios:

-É necessário «dar espaço» às pessoas - para que elas criem interesses. Pessoas comandadas não têm escolha, não têm vontade (a não ser a de escapar ao controle!)
-É preciso, pois, que as instituições concedam liberdade de escolha às pessoas e que estas percebam que têm essa liberdade. Cada um dos autores deste livro pode dispor-se a fechar-se em casa durante uma semana para terminar a obra. Mas o sentimento seria seguramente de grande raiva e desconforto se o nosso «patrão» nos obrigasse a permanecer em casa para fazer o mesmo trabalho. O que nos perturba não é «ficar fechado em casa» - é «ser obrigado a ficar fechado em casa».

-É necessário facultar às pessoas a possibilidade de lidarem com proble­mas difíceis - ainda que situados dentro do seu limite de capacidades. Por regra, os problemas fáceis não são sedutores. As mentes e os corações das pessoas são ativados por desafios complicados.

-É importante que as pessoas tenham destinos relevantes. É por essa razão que a organização deve clarificar o ponto que deseja atingir. E deve fazê-lo de uma forma que seduza os seus membros. É provável que, para isso, necessite de envolver as pessoas na determinação desse mesmo destino.Quando o desafio é complexo e o destino partilhado, é mais provável que o esforço coletivo se sobreponha ao individual. O «nosso» trabalho passa a ser mais importante do que o «meu» trabalho.

In Cunha, Rego e Cunha (2007). Organizações Positivas, Lisboa: Dom Quixote e blog do Prof. José Matias Alves, de Portugal.

Faça seus comentários.


Postado por Michel Assali

20 maio, 2010

Registrando em Ata



Os registros são fundamentais para a construção histórica de uma instituição quer seja pública ou privada. Isso nos leva a considerar, dentre as diferentes formas de registro, a ata como um dos mais versáteis instrumentos de registro que preserva a memória dos encaminhamentos e decisões de um grupo de trabalho.

É conveniente lembrar que a ata não é uma transcrição de tudo o que foi falado, mas sim um documento que registra de forma resumida e *clara* as deliberações, resoluções e demais ocorrências de uma reunião ou outro evento. Após assinada pelo secretário e por todos os presentes, a ata constitui prova de que houve a reunião, das decisões nela tomadas, e das manifestações de todos os participantes.

Devido a ter como requisito não permitir que haja qualquer modificação posterior, o seu formato renuncia a quebras de linha eletivas, espaçamentos verticais e paragrafação, ocupando virtualmente todo o espaço disponível na página e reduzindo sua legibilidade, sob o ponto de vista tipográfico.

As características básicas da formatação de atas são:

  • texto completamente contínuo, sem parágrafos ou listas de itens – ou seja, reduzido como se o texto inteiro fosse um único e longo parágrafo;
  • números, valores, datas e outras expressões sempre representados por extenso;
  • sem emprego de abreviaturas ou siglas;
  • sem emendas, rasuras ou uso de corretivo;
  • todos os verbos descritivos de ações da reunião usados no pretérito perfeito do indicativo (disse, declarou, decidiu…);

Caso a ata esteja sendo registrada diretamente em livro de atas manuscrito, os confortos da edição do texto não estarão disponíveis. Neste caso, se houver erro do Secretário, o mesmo deverá ser imediatamente corrigido sem rasurar ou emendar, mas sim usando o “digo”, como no exemplo: “(…) O diretor propôs adquirir imediatamente vinte mil, digo, trinta mil unidades de matéria-prima (…)”. Caso perceba-se o erro apenas ao final da composição da ata, mas antes que a mesma seja assinada, pode-se retificar no término do texto, como no exemplo: “Em tempo: onde consta ‘vinte mil unidades de matéria-prima’, leia-se ‘trinta mil unidades de matéria-prima’”

Postado por Michel Assali

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