EDUCADORES

14 outubro, 2014

Feliz Dia do Professor!


Olá, gente...
Dia do Professor. Pensei na data...
Penso no papel, na importância, no trabalho, na reflexão, no fazer e no ser docente no mundo de hoje.
Ser professor é privilégio de poucos.
Por quê?
Porque professor é um ser...

Sublime, por ser repleto de paixão:
Intenso, por ocupar parte do trabalho além do horário;
Necessário, por que a sociedade não tem substitutos para seu trabalho;
Dedicado, por se faz necessário à profissão;
Lógico, porque precede de trabalho científico;
Imenso, pois seu trabalho não pode ser medido por técnicas convencionais;
Fundamental, por que não se compara à nenhuma das tecnologias;
Paciente, por lidar com relações humanas e seus conflitos;
Digno, pela nobreza ímpar de seu trabalho;
Eterno, por continuar sua vida na mente dos aprendizes;
Divino, por inspirar o coração de seus alunos.

Parabéns professores e professoras pelo seu dia.
Feliz Dia do Professor!


Postado por Michel Assali

13 outubro, 2014

Princípio de Pareto


Olá, gente...

Um tema curioso relacionado com a gestão, que tem sido utilizado em análise e solução de problemas em instituições, é o diagrama de Pareto.

O diagrama foi criado pelo economista italiano Vilfredo Pareto, no século XIX, é uma das sete ferramentas básicas da qualidade e constitui-se num gráfico que é utilizado para identificar quais os itens ou causas que devem ser sanadas e são responsáveis pela maioria dos problemas ou perdas. Trata-se de uma ferramenta muito simples e tem sua aplicação nas mais diversas áreas de gestão, inclusive em instituições educacionais.

Como Surgiu?
Pareto teria observado que 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população, mais tarde J. M. Juran que é um dos mais renomados teóricos do gerenciamento da qualidade teve importantes contribuições no desenvolvimento do método, batizando o fenômeno de “Principio de Pareto” baseando-se no princípio de que a maioria das perdas tem poucas causas, ou, como foi dito por Juran “poucas são vitais, a maioria é trivial”.

Hoje em dia o principio de Pareto é muito utilizado nas organizações para lidar com problemas internos como qualidade dos produtos, melhoria de processos, analise de falhas, avaliação de custos, analise de acidentes, gestão da manutenção, controle de vendas, rendimento escolar e etc. O método de Pareto também é conhecido como “Lei dos 20-80” ou “Curva ABC” e de forma determinística diz que na maioria dos eventos, 20% das causas são responsáveis por 80% dos efeitos.

Exemplo da aplicação do conceito
- No trânsito 80% dos acidentes fatais ocorrem com jovens entre 19 e 30 anos;
- Em vendas comissionadas, 20% dos vendedores ganharão mais de 80% das comissões;
- Estudos mostram que 20% dos clientes respondem por mais de 80% dos lucros de qualquer negócio;
- Mais de 80% das descobertas científicas são realizadas por 20% dos cientistas;
- Menos de 20% das celebridades dominam mais de 80% da mídia;
- Em livrarias de USA 80% dos livros mais vendidos são de 20% dos autores.
- Em educação, 80% de situações problemas decorrem de 20% de situações de gestão mal planejadas.

O Diagrama de Pareto tem como objetivo identificar quais causas que devem ser “atacadas” primeiro ou as que surtirão melhores resultados, no entanto, devem ser verificadas diversas classificações até a construção do diagrama final e problemas ou causas muito complexas devem ser estratificadas a fim de garantir a eficácia do método.

Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali


29 setembro, 2014

O professor competente


Olá, gente...

Recentemente, recebi a contribuição de um artigo escrito por Ilona Becskeházy no site www.gestaoeducacional.com.br, o qual faço questão de compartilhar com vocês.

Por se tratar de um artigo que abrange questões relacionadas com a competência docente, penso que sua leitura será provocadora para reflexões interessantes a respeito do tema.

Diz então, Ilona:

“Para discutir a formação de docentes, é necessário combinar de antemão uma definição do que seja uma sala de aula competente. No imaginário brasileiro, a sala de aula competente é um lugar onde os alunos se reúnem regularmente para, sob a coordenação de professores, engajarem-se em atividades como copiar do quadro, ouvir passivamente uma preleção e treinar algoritmos para resolver problemas. Geralmente, os objetivos pedagógicos não são claramente compreendidos pelos alunos (às vezes nem pelos professores), o tempo é apenas parte do cenário (e não um componente do planejamento) e as atividades são propostas mesmo que não estejam diretamente relacionadas aos objetivos pedagógicos que deveriam estar conquistando. Até porque não existe um currículo detalhado e obrigatório a ser perseguido.
Por causa dessa percepção, é mais frequente que a sala de aula se pareça com uma missa, um comício, uma balada, uma sala de espera (ou de tortura), ou seja, lá o lugar onde costumamos estar apenas de corpo presente do que com um local de trabalho mental conjunto e supervisionado, onde os alunos recebem desafios pedagógicos relacionados a objetivos muito claros, que os fazem usar a cabeça na maior parte do tempo e cujo processo de aquisição das habilidades e dos conteúdos é permanentemente monitorado. Chamemos esse tipo de sala de aula de “sala de trabalho”.
Uma vez claro que o papel dos professores é fazer com que os alunos exercitem seus cérebros para aprender, seguindo uma progressão de complexidade, como a proposta pela Taxonomia de Bloom, um segundo grupo de padrões comportamentais deve ser claramente compreendido por quem sonha em ser professor e, obviamente, por quem será responsável pela formação profissional deles. Assiduidade, pontualidade, cordialidade e apresentação pessoal são corriqueiramente negligenciados e ridicularizados por quem se pretende moderno, mas, sem que todos os membros de uma comunidade escolar se sujeitem a eles, não é possível institucionalizar a educação, uma escolha histórica das sociedades da era moderna.
Assiduidade é mais do que aparecer na escola todos os dias, é um compromisso moral com seus objetivos, seus pares e sua clientela. Pontualidade não é estar na porta da sala esbaforido em cima da hora, mas começar uma aula planejada no momento combinado e terminar idem. Cordialidade é tratar todos com a mesma atenção e com demonstrações explícitas de respeito, como olhar nos olhos, manter o tom de voz e o vocabulário afáveis, não se deixar levar por provocações dos alunos, não tomar como pessoal o que é um embate de gerações ou de grupos sociais diferentes, monitorar as dificuldades dos alunos e tratá-las de forma eficaz e acolhedora, mesmo que eles sejam “difíceis” ou “diferentes”. E apresentação pessoal não é apenas higiene, mas um conjunto de aparências e atitudes que transmite a mensagem de respeito próprio e à nobre tarefa de educar, com a neutralidade de um profissional que está na escola para servir a todos indiscriminadamente e que, portanto, não deve tornar óbvias questões de foro íntimo, como as esportivas, religiosas ou sexuais.
Ainda sem sair do básico negligenciado, lembro que o domínio da norma culta da língua portuguesa, no escrever e no falar, é característica inerente e essencial de docentes, que devem dar o exemplo e cobrar o mesmo de seus alunos. A conjugação errada do presente do subjuntivo, a flexão errada do verbo para o pronome em segunda pessoa e “comer” os “ss” no fim dos plurais não são regionalismos, mas sim erros de português e devem ser banidos do ambiente escolar. Isso não é “violência simbólica”, é um processo educativo responsável e equitativo.
Saindo do óbvio, valho-me de Schulman (Lee S. Shulman, Foundations of a New Reform. Harvard Educational Review, nº 57, vol.1, February, 1987) para listar o conjunto dos conhecimentos que os professores devem dominar para ter sucesso em seu ofício e sua missão: conhecimento do conteúdo; do manejo pedagógico da sala de aula; dos objetivos pedagógicos e de uma variedade de ferramentas, atividades e estratégias para alcançá-los; conhecimento pedagógico de como se aprende/ensina; do perfil de cada aluno; do contexto institucional (mantenedores, comunidade etc.) e dos fundamentos teóricos de sua área (filosofia, sociologia, psicologia). A ordem dos fatores importa e possivelmente a questão está, em parte, em termos invertido a importância de fundamentos teóricos em relação ao conhecimento do conteúdo, das formas de ensinar e do manejo de sala. Além de termos relaxado em relação às questões óbvias que valem para todos os profissionais que atuam em ambiente institucional.

O que Shulman propõe leva uma vida para se alcançar, mas pode ser usado como base para uma nova estrutura de formação inicial e continuada de docentes, bem como para a avaliação e a progressão funcional deles. Talvez seja essa a singela revolução educacional que buscamos.” (Ilona Becskeházy)

O que você achou do artigo?
Tem algum comentário? Encaminhe! Use o quadro verde ao lado direito, com o título de "Recados rápidos" para encaminhar mensagens.


Postado por Michel Assali

23 setembro, 2014

Estratégias simples de coleta de dados para avaliação da aprendizagem de uso diário


Olá, gente...

Em educação, falar sobre é sempre e muito mais fácil do que o ato de ensinar. Considerando a estrutura organizacional das nossas instituições educacionais, conduzir um trabalho eficaz e fidedigno de avaliação, torna-se complexo e difícil ao trabalho da docência. São programas extensos, classes ainda numerosas, excesso de carga horária, pouco tempo da carga de trabalho destinada à reflexão, elaboração e atendimento individualizado de alunos, etc.

Nesse mar de dificuldades, acompanhar o desempenho dos alunos com vistas ao diagnóstico e intervenções adequadas, torna-se um grande desafio principalmente quando o docente pretende inovar aspectos da avaliação e do uso de instrumentos de coleta de dados que possam refletir o real desenvolvimento da aprendizagem.
Nem sempre há tempo para corrigir as deficiências e intervir eficazmente e a tempo de permitir a superação das dificuldades.

Contribuindo com o trabalho docente, foram selecionadas algumas interessantes estratégias e dicas que podem ajudar o professor no uso de procedimentos de coleta de dados, (ou  instrumentos de avaliação), com impactos no planejamento curricular.

1- Uma questão em aberto que possa forçá-los a falar e escrever.
Evite perguntas em que o tipo de respostas seja “sim / não” e frases como "Será que isso faz sentido?" Em resposta a estas perguntas, os alunos geralmente responder "sim".  Para ajudar os alunos a compreender as ideias tratadas, faça perguntas abertas que possam exigir dos alunos habilidades de argumentar, organizar as ideias e expor verbalmente ou por escrito.

2- Reflexão para os minutos finais da aula.
Durante os últimos cinco minutos de aula perguntar aos alunos a refletir sobre a aula e anote o que aprenderam. Em seguida, pedir-lhes para considerar como eles iriam aplicar este conceito ou habilidade em um ambiente prático.

3- Teste relâmpago para os minutos finais.
Dê um pequeno teste no final da aula para verificar se há compreensão.

4- Elaboração de um breve resumo do assunto tratado.
Peça aos alunos resumir ou parafrasear conceitos e lições importantes. Isto pode ser feito de diversos modos: por via oral, desenhos, mapas conceituais, etc.

5- Cartões da resposta
Uso de cartões de índice, sinais, quadros brancos, quadros magnéticos, ou outros itens são simultaneamente realizados por todos os alunos da classe para indicar sua resposta a uma pergunta ou problema apresentado pelo professor. Usando dispositivos de resposta, o professor pode observar facilmente as respostas individuais dos alunos ao ensinar todo o grupo.
6- Posicionamentos de grupo
Uma visão rápida e fácil de compreensão do aluno, O professor oferece espaços de compreensão determinados e os alunos se deslocam para o espaço apropriado após a pergunta encaminhada. Exemplos de espaços: “eu concordo plenamente” , “eu discordo” , “eu preciso de mais dados”, “estou em dúvida”, etc.
 7- Cochicho
O professor encaminha a pergunta e determina um tempo para que os alunos vizinhos cochichem sobre a resposta. Após o tempo determinado o professor solicita as respostas.

8- Término da aula com pergunta única (para próxima aula).
Pergunte a uma única pergunta específica com um objetivo específico que pode ser respondida dentro de um minuto ou dois. Você pode examinar rapidamente as respostas escritas para avaliar a compreensão do aluno.

9. Seminário socrático
Os alunos fazem perguntas uns dos outros sobre uma questão essencial, tópico ou texto selecionado. As perguntas deverão dar início a discussões e seleção de respostas e novas perguntas a serem feitas pelos alunos. Isso possibilita aos alunos a reflexão e a formulação de questões.
10- Técnica do 3-2-1
Os alunos consideram que aprenderam, respondendo às seguintes perguntas ao final da aula: 3) as coisas que aprenderam com a aula; 2) coisas que querem saber mais sobre o tema; e 1) perguntas formuladas. 
11- Bilhete  de resposta instantânea
Os estudantes escrever em resposta a uma solicitação específica para um curto período de tempo. Professores recolher as suas respostas como "bilhete de fora da porta" para verificar a compreensão de um conceito ensinado alunos. Este exercício gera rapidamente várias ideias que poderiam ser transformados em mais pedaços de escrita em um momento posterior.

12- Equívoco em cheque
Localize possíveis equívocos conceituais e os coloque em discussão, sem constranger nenhum aluno. Pergunte-lhes se concordam ou discordam e que possam explicar o porque.

13- Instrumentos diversificados
Os professores devem usar técnicas de modo a envolver o aluno de forma grupal e individual e aplicar instrumentos diversificados de coleta de dados de forma a contemplar os variados estilos de aprendizagem. Evitar ao máximo as repetições de técnicas. 

Conhece mais alguma técnica? Compartilhe conosco!
Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

04 setembro, 2014

Coursera - cursos online gratuitos

 Courser - cursos online

Olá, gente...

Cada vez mais prolifera na internet, uma grande quantidade de cursos online totalmente gratuitos, elaborados por importantes universidades mundiais, com emissão de certificação.

Trata-se de uma excelente oportunidade para estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento que queiram buscar aperfeiçoamento profissional ou inspiração para ampliar suas possibilidades de colocação no mercado.

O Projeto Coursera Brasil é uma parceria entre a Fundação Lemann e o Coursera, uma das mais importantes plataformas de cursos on-line gratuitos do mundo. Foi criado pelas universidades norte-americanas de Stanford, Princeton, Michigan e Pensylvania, e hoje reúne 88 instituições de grande relevância mundial. Há cursos gratuitos em diversas áreas do conhecimento.

Quem quiser apenas acompanhar as vídeo-aulas e não fala inglês, deve seguir esse passo a passo em português para criar uma conta e  para acessar as vídeo-aulas e materiais do curso.

Confira a lista dos cursos já legendados:

Fundamentos de Estratégia de Negócios (Universidade de Virgínia)
Introdução a Finanças (Universidade de Michigan)
Machine Learning (Stanford)
Psicologia Social (Wesleyan University)
Programação em R* (Johns Hopkins)
Introdução à sustentabilidade (University of Illinois)
Introdução à programação interativa em Python (Rice) – começa em 15 de setembro
Model Thinking (University of Michigan) – começo em outubro
Introdução à lógica (Stanford University) - começo em outubro
Internet: História, Tecnologia e Segurança (University of Michigan) - começo em outubro
Design: Criação de artifatos na sociedade (University of Pennsylvania) - começo em outubro
Writing in the Sciences (Stanford) – foi traduzido, mas não houve uma sessão na plataforma do Coursera ainda.

Caso queira mais detalhes, acesse:

Tem mais a contribuir? Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

30 agosto, 2014

Situações em que as provas podem sabotar o trabalho do professor



Olá, gente...

Pedagogicamente, o objetivo da avaliação é fornecer um conjunto de dados que contribuam para a contínua revisão do planejamento educacional. Ou seja, verificar se o planejamento estabelecido está atingindo os objetivos propostos, e ou, a necessidade de corrigir e ajustar aspectos do mesmo.

Considerando que a prova seja uma coleta e a análise de dados sejam situações passíveis de imperfeições, os cuidados com o processo devem ser redobrados para que o professor possa agir coerentemente com o sua proposta de ensino.
Sabemos que essa tarefa não é tão fácil assim.

Há que se considerar uma série de variáveis como, a rotina do trabalho, a carga horária diária, os compromissos familiares e sociais, etc, que podem esgotar física e mentalmente o professor e sabotar seu trabalho.

Portanto, os cuidados com a coleta, análise e interpretação dos dados para a avaliação, prescindem de um bom plano, atenção e trabalho docente colaborativo, para a uma proposição de intervenções adequadas e eficazes.
Foram selecionados abaixo, alguns aspectos da prática avaliativa que podem sabotar o processo educativo.

Vejamos:

1-    Instrumentos de coleta de dados ruins
Provas escritas, objetivas ou dissertativas, projetos, etc, com baixa capacidade em revelar o que o aluno entende sobre o conteúdo ou que habilidades relevantes foram desenvolvidas. Se um percentual considerável não sai bem num determinada prova, cabe uma revisão do instrumento aplicado ou do trabalho docente realizado.

2-    As análises e inferências baseadas nos dados são errôneas ou “pobres”.
Mesmo com um instrumento bem elaborado, se a análise e interpretação dos resultados obtidos não sejam baseadas por teorias pedagógicas de aprendizagem e o próprio planejamento, os dados terão pouca ou nenhuma utilidade para a avaliação. O resultado será sempre desastroso, camuflando muitas vezes as reais necessidades e prejudicando as intervenções adequadas.

3-    Tempo demais entre uma coleta(prova) e outra.
Acompanhar a aprendizagem exige o uso de instrumentos de coleta que possam ser aplicados num menor espaço de tempo. Esperar um bimestre ou um trimestre para emitir um parecer sobre o desempenho do aluno pode prejudicar o acompanhamento do processo e prejudicar as intervenções para corrigir dificuldades.  Em um clima de avaliação contínua, cada prova um (teste,  mapa conceitual, desenho, conversa, observação, etc) oferece uma “foto instantânea” do que o aluno parece ou está entendendo.  Mas se essas avaliações são pouco frequentes, as oportunidades para demonstrar o progresso e domínio são limitadas. Quanto mais frequente a avaliação, maior a possibilidade superação de dificuldades,  melhor qualidade de ensino. 

4-    Instrumentos(provas) fora de época.
Uma prova correta no momento errado é avaliação errada. Em um ambiente ideal, a prova deverá atender ao conteúdo certo no momento certo,
Este é um desafio em um ambiente de escola pública onde os professores atuam com uma carga horária esmagadora, inviabilizando uma frequência de elaboração de instrumentos, considerando que a preparação de qualquer prova exige tempo e dedicação fora do expediente escolar.

5-    Pouca exigência de profundidade do conhecimento.
Cuidar para que o instrumento aplicado não seja superficial demais, mas exigir também do aluno, níveis elevados de conhecimentos, respeitando, logicamente, suas individualidades.

6-    Critérios e dados exclusivos do professor.
É de fundamental importância compartilhar e discutir os critérios de avaliação, as formas de coleta dos dados e análise dos mesmos, com os colegas de trabalho e superiores. Esses aspectos favorecem a crítica, a responsabilidade e a segurança do processo de avaliação do professor e da instituição escolar. Difícil?

7-    Currículo inflexível que resiste à "absorção" de dados
Se o currículo é rigoroso e obedece à uma estrutura inflexível onde o registro da nota da prova é preponderante ao processo, maiores as dificuldades para a absorção e utilização dos instrumentos de coleta de dados para uma avaliação coerente. Convém rever tais conceitos da instituição. 

8-    Excesso de dados. 
Os extremos serão sempre inadequados. O excesso de dados pode levar ao “afogamento” do trabalho docente. Provas “quilométricas), com enunciados que pedem as mesmas habilidades e competências, com certeza, trarão mais confusão às analise dos mesmos. Imagine uma prova com 10 itens de adição para uma criança do 3º Ano. O aluno acerta cinco e erra cinco itens. Pergunta-se: O aluno sabe ou não sabe adição?
Excesso de dados é pior do que nenhum dado.

Você tem mais algum aspecto a contribuir?

Encaminhe seus comentários!


Postado por Michel Assali

12 agosto, 2014

Livro: A prática educativa: como ensinar

 "A prática educativa: como ensinar" Antoni Zabala

Olá, gente…

O Autor espanhol Antoni Zabala, explicita em seu maravilhoso livro, a arte e a ciência de ser umprofessor.

Os argumentos do autor reforçam uma atuação profissional baseada no pensamento prático, porém, na capacidade reflexiva das análises teóricas e seus impactos diretos na prática docente.

A obra reforça o papel do professor fortalecendo o pensar e o fazer educação constituindo-se em um excelente material para interessados em aprofundar conhecimentos sobre docência.

Clique na imagem do livro para conhecer uma ótima  resenha do mesmo, escrita por Maria Angélica Cardoso.

Vamos lá! Se tiver comenários, encaminhe.


Postado por Michel Assali

11 agosto, 2014

Como tornar-se um professor medíocre


Olá gente...

Ser um professor medíocre não é fácil.

A maioria dos educadores, quer melhorar drasticamente seus primeiros anos através de uma combinação de esforço, imaginação, reflexão e desenvolvimento profissional constante, ou que saem da aula inteiramente.
Então você tem que admirar o professor medíocre em que existe em todas as escolas sejam elas públicas ou privadas. Trata-se de um sobrevivente no interior da escola, capaz de suportar qualquer tipo de programa estabelecido por mais autoritário ou mercadológico que seja gerados por políticas governamentais ou por devaneios de mantenedoras. Haverá sempre a ser encontrado um professor medíocre que os seguirá como se fosse um zumbi.
Então como é possível tornar-se um professor medíocre permanecer no emprego até a aposentadoria?

Siga esses passos:

1.  Tente agradar a todos
Faça o seu melhor para satisfazer a todos na sua instituição, de modo a se sentir rodeado por chefes de todos os lados. Concorde com todas as iniciativas e procure manter a rotina, considerando a frase de que “Sempre foi assim!”

 2.  Trabalhe sozinho 
Na educação, como professor você é ator, juiz, júri e carrasco. Em vez de simplesmente conectar alunos ao currículo e ao contexto, esqueça dos pais, administradores, gestores e funcionários e atue como porta-voz para tudo isso. Afinal, você é o tal do mediador. Justifique a mediocridade da escola para as lideranças da instituição e culpe os órgãos centrais e os governos pelos problemas.

3. Mantenha o aprendizado apenas no interior da sala de aula
Venha o que vier, faça o que fizer, nunca, jamais, projetar experiências de aprendizagem para que os alunos e suas famílias possam compreender e trabalhar juntos. Mantenha o aprendizado somente na sala de aula, onde ele pode ser medido e verificado por um complicado sistema de provas e médias.

4.  Esqueça que você está realmente lá para agradar os alunos
Você não está lá para despertar, inspirar intelectualmente ou motivar os alunos, já que isso é nato para cada estudante. Em vez disso, acredite que você está lá por causa das taxas de alfabetização, proficiência dos alunos e melhoria dos índices das avaliações externas. 

5.  Acredite que as crianças não são livros para serem lidos, mas os livros a ser escritos
Como adultos, nós sabemos o que é melhor para os alunos. Não estamos lá para descobrir ou ajudar na descoberta, ou apoiar as famílias na criação de padrões de aprendizagem sustentáveis ​​para o auto-aperfeiçoamento ao longo da vida, mas sim para ajudar os alunos a dominar o conteúdo. 

6.  Use as mesmas (ou semelhantes) unidades, atividades e lições a cada ano
Não há necessidade de reinventar a roda. Fique com o que funciona! Diversificar dá trabalho e perda de tempo.

7.  Não peça aos alunos novas ideias. Basta que siga o programa.
Pedindo aos alunos trazer e discutir ideias dá aos estudantes a ilusão de que eles estão no controle da aula. Isso pode gerar confusão e indisciplina e atrapalhar o programa.        Passividade é muito mais fácil para a gestão de sala de aula! 

8.  Minimizar a reflexão
Promover discussões e desafios é perda de tempo e enrolação. Melhor trabalhar com o conteúdo fixado evitando desperdício de trabalho e descumprimento dos objetivos.

9. Ignore o papel da família
Os pais somente se interessam pela nota obtida do aluno. Como somente os pais dos alunos bons aparecem em dias de reunião com pais, não perca tempo em estreitar relacionamentos com os demais.

10. Não se envolva com seu aperfeiçoamento profissional
Afinal, o aperfeiçoamento profissional que interessa é aquele que faz aumentar o salário. Somente esses interessam. Outras formas de formação deverão ser descartadas, pois pouco influirão na carreira.

Veja que não é tão fácil assim tornar-se um professor medíocre.

Pense sobre essa questão e encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

29 julho, 2014

Aprendizagem personalizada II


Olá, gente...

Sobre o tema do post anterior que trata de “ensino personalizado”, compartilhamos o artigo da Site: www.porvir.org, que esclarece o trabalho que vem sendo realizado pela instituição School of One em escolas públicas nos Estados Unidos.

O modelo vem sendo aplicado experimentalmente em algumas escolas de Nova York, Chicago e Washington, tendo por base a utilização das tecnologias, num novo espaço físico e, principalmente, na dedicação e treinamento dos professores.

Leia o texto de Marina Morena Costa com a colaboração da Fundação Lemann.

"Partindo da premissa de que cada criança aprende em um ritmo diferente e por isso o modelo atual de ensino – com um professor dando aulas para turmas com cerca de 30 alunos – não atende plenamente às necessidades dos estudantes, dois especialistas em educação criaram uma forma inovadora de ensino personalizado nos Estados Unidos. Joel Rose e Christopher Rush lançaram, em 2009, o School of One (Escola de Um, em tradução livre), um novo modelo de aprendizagem baseado em tecnologia e em mudanças no espaço físico e no papel do professor.

O projeto-piloto foi realizado em três escolas públicas da cidade de Nova York durante dois anos. Em 2011, a dupla fundou a New Classrooms (Novas Salas de Aula, em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos que trabalha auxiliando escolas a implantar essa nova proposta de aprendizagem, chamada de Teach to One (Ensine para Um, em tradução livre).

Com o uso de algoritmos de aprendizagem, as deficiências e os pontos fortes do estudante são detectados e um plano individual de estudos é traçado diariamente. O espaço físico também sofre alterações para que os alunos aprendam da forma mais eficaz para cada um: em grupos, duplas, com atendimento virtual de tutores ou presencial de professores e interagindo com softwares, vídeos ou materiais impressos.

Segundo seus criadores, para o professor é um desafio quase impossível dar conta de todo o currículo básico e ainda atender as necessidades individuais de cada estudante em turmas grandes. Com a divisão dos alunos, é possível ensinar múltiplas habilidades de forma simultânea e entregar uma abordagem de acordo com as necessidades acadêmicas dos estudantes.

Neste semestre, a New Classrooms começou a implantar o modelo em oito escolas públicas das cidades de Nova York, Chicago e Washington DC. “As salas de aula tradicionais tornam extremamente difícil para qualquer professor encontrar as necessidades únicas de cada estudante a cada dia. Mas ao combinar o talento e a criatividade dos professores com o poder e a capacidade da tecnologia, podemos imaginar novos tipos de sala de aula que são organizados para detectar as necessidades de cada um dos alunos”, disse ao Porvir Joel Rose, CEO da New Classrooms e educador há 15 anos.

O co-criador Christopher Rush defende em um vídeo do projeto que é praticamente impossível para um aluno do 7º ano absorver 100% dos conhecimentos ensinados. “O modelo de ensino da New Classrooms permite que você volte e preencha todas as lacunas, compreenda o que não entendeu”, afirma.

Em seu site, a organização cita exemplos de estudantes que compreenderam conceitos de formas não tradicionais, como em trabalhos com amigos, jogos educativos ou tirando dúvidas que provavelmente não teriam tempo nem a devida atenção em sala de aula com tutores virtuais. “O ensino liderado pelo professor é uma forma de aprendizagem. Ela pode ser a melhor maneira, mas não é o único caminho. Há outras maneiras de os alunos aprenderem”, sentencia a New Classrooms."

O que achou sobre o tema?
Encaminhe seus comentários sobre o assunto.

Postado por Michel Assali


25 julho, 2014

Aprendizagem personalizada I


Olá, gente...

Cada vez mais o termo “personalização da aprendizagem” ocupa espaços para discussões em educação apontando as novas tendências e conceitos para a pedagogia da aprendizagem.
A aprendizagem personalizada vem sendo considerada por muitos autores como uma grande e possível solução para a transformação da educação, uma vez que atende diretamente o aluno  na etapa da aprendizagem em que se encontra para, em seguida, ajudá-los a crescer em seus pontos fortes e desenvolver suas potencialidades. 
É descobrir os reais interesses de cada aluno desafiando-os visando o desenvolvimento de habilidades e competência individuais e coletivas.

Para melhor compreender superficialmente o conceito de “aprendizagem personalizada” convém compará-lo com outros conceitos relacionados com o tema:

Aprendizagem individualizada envolve a avaliação de aprendizagem. Espaço onde a avaliação somativa é baseada em uma sequência de provas e testes para confirmar o que os alunos sabem e não sabem. Todo o processo é centrado no professor.

Aprendizagem diferenciada envolve a avaliação da aprendizagem e do ensino. Esta é a avaliação que envolve provas e testes que permitem aos professores a análise das dificuldades e de intervenções para promover a aprendizagem. O processo ainda é centrado no professor.

Personalização da aprendizagem envolve a avaliação como processo de aprendizagem, para  aperfeiçoar a própria aprendizagem, ou seja o aprender a aprender. Este é o momento em que os professores desenvolvem a capacidade dos alunos para se tornarem sujeitos aprendizes, independentes que estabelecem suas metas, monitoram seus progressos e refletem sobre a aprendizagem. As avaliações são baseadas em momentos sistemáticos de análise do próprio aluno, considerando ser a aprendizagem e avaliação centradas no mesmo.

Nesse sentido as novas tecnologias tornam-se também, ferramentas que favorecem o aperfeiçoamento da mediação no trabalho docente.

Porém diante de tantos artigos e matérias sobre o tema, e principalmente quanto à conceituação dada à aprendizagem personalizada, algumas indagações são imprescindíveis para o contexto brasileiro:

- Como é possível desenvolver esse trabalho sabendo-se que um professor do ensino fundamental ou médio pode ter até 200 alunos?
- Como podemos viabilizar esse trabalho, dentro da diversidade sócio-econômica dos alunos da escola pública?

Você outras indagações?

Continuaremos a pesquisa sobre esse assunto e postaremos novos artigos sobre o tema.

Se você tiver alguma contribuição, encaminhe.


Postado por Michel Assali
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