EDUCADORES

26 outubro, 2012

Aprendizagem com uso de gráficos.





Olá, gente...

Pesquisando nas páginas da rede, descobri um site muito interessante para Gestores, Educadores e Professores que lecionam História, Geografia, Sociologia e outros interessados.

Trata-se do site www.gapminder.org. Embora seja todo em inglês, o interessado pode utilizar dos programas de tradução do Google e obter um interessante resultado.

Substituindo as legendas dos eixos (abcissa-vertical ou coordenada-horizontal), você pode obter diversos dados e gráficos interessantes de todos os países do planeta. Ao clicar em play, é possível visualizar o evento escolhido ao longo de uma linha de tempo de forma bem dinâmica e parar no ano ou período de interesse.  
Isso permite ao educador elaborar junto com seus alunos uma série de interpretações a respeito dos países ou dos continentes os quais são classificados por cores.
O site também apresenta tutoriais e vídeos-exemplo para melhor uso e aplicação.
É muito interessante para desenvolver nos alunos as habilidades relacionadas à construção, utilização e interpretação de gráficos. 

Testei e achei muito interessante. Valeu a pesquisa.

Visite a página, explore e deixe seus comentários.


Postado por Michel Assali

11 outubro, 2012

Dia do Professor



Olá, gente...

Parabéns Professores e Professoras!

Minhas saudações se estendem a todos e, não somente aos professores, mas a todos os professores-educadores.

Não há fórmula capaz de definir a distância entre os dois substantivos.

Não basta ser professor! É preciso também ser o professor-educador. Ou seja, aquele que tem o dom e a magia de fazer aflorar o crescimento humano em cada aluno.

Aquele professor-educador que não implora respeito, antes de mais nada ele o exerce. Aquele que é ao mesmo tempo, o topo e a base da pirâmide, a fórmula e a raiz da equação, sujeito e verbo da ação. Um professor-educador que seja substantivo e adjetivo e que compartilha suas ideias e ideais, mas que sozinho, torna-se um paradoxo.

Que leva o aluno a pensar e a viajar nas emoções das histórias, das geografias, das ciências e das artes, tanto reais quanto fictícias. Professor-educador que estimula e provoca em seus alunos a sede do saber e do conhecimento em direção à formação digna, tornando-os cada vez mais, melhores.

Enfim, professores educadores movidos pela paixão e esperança em contribuir para uma construção de uma sociedade justa, digna e humana.

Parabéns pelo Dia do Professor!

Postado por Michel Assali





08 outubro, 2012

Metálogo da avaliação

Olá gente...

Bateson, no metálogo “!Pai, quanto é que tu sabes?” discute com sua filha, sobre a (im)possibilidade de mensurarmos o quanto sabemos. Os trechos deste metálogo que descrevo a seguir oferecem subsídios para refletir sobre questões referentes às práticas pedagógicas e aos processos avaliativos.

PAI, QUANTO É QUE TU SABES?

Filha: Pai, quanto é que tu sabes?

Pai: Eu? Hum! Tenho cerca de uma libra de conhecimento.

Filha: Não sejas assim. É uma libra em dinheiro ou uma libra em peso? O que eu quero é saber quanto é que tu sabes?

Pai: Bem, o meu cérebro pesa cerca de duas libras e suponho que só uso uma quarta parte dele, ou que o uso com cerca de um quarto de eficiência. Portanto, digamos, meia libra.

Filha: Mas tu sabes mais do que o pai do João? Sabes mais do que eu?

Pai: Hum! Conheci uma vez na Inglaterra um rapazinho que perguntou ao pai: “Os pais sabem sempre mais que os filhos?” e o pai respondeu: “Sim”. A pergunta seguinte foi: “Pai, quem inventou a máquina a vapor?”, e o pai disse: “James Watt”.Então o filho respondeu: “Mas então por que é que não foi o pai dele que a inventou?”

Filha: Isso já eu sabia. Sei mais que esse rapaz porque sei por que é que o pai de James Watt não inventou a máquina a vapor. Foi porque outras pessoas tiveram de pensar noutras coisas antes que alguém pudesse fazer uma máquina a vapor. Quero dizer que qualquer coisa como... Não sei... Mas teve de haver outra pessoa que descobrisse o óleo antes que alguém pudesse fazer um motor.

Pai: Sim, isso estabelece a diferença. Quero dizer que isso significa que todo conhecimento está como se fosse um tricô, uma malha, como se fosse um tecido, e que cada peça do conhecimento só faz sentido ou é útil por causa das outras peças e...

Filha: Achas que o devias medir a metro?

Pai: Não, não acho.

Filha: Mas é assim que se compram os tecidos.

Pai: Sim, mas eu não disse que era tecido. É só parecido, e certamente não é plano como o tecido, mas em três dimensões, talvez quatro.

(...) O que nós temos que pensar é como é que as peças do conhecimento estão entrelaçadas umas nas outras. Como é que elas se ajustam umas às outras.

Filha: (...) Pai, já alguém mediu alguma vez quanto é que qualquer outra pessoa sabia?

Pai: Oh, sim. Muitas vezes. Mas não sei exatamente o que é que esses resultados querem dizer. Eles fazem isso com exames e testes e questionários, mas é como tentar saber o tamanho duma folha de papel atirando-lhe pedras.

Filha: O que é que queres dizer?

Pai: Quero dizer que, se atirares pedras a duas folhas de papel à mesma distância e acertares mais vezes numa que na outra, provavelmente aquela em que acertaste mais vezes é maior que a outra. Da mesma maneira, num exame atiras uma série de perguntas aos alunos e, se acertares em mais pedaços de conhecimento num aluno do que nos outros, então pensas que esse aluno deve saber mais. É essa a idéia.

Filha: Mas podia medir-se uma folha de papel dessa maneira?

Pai: Claro que se podia. Até seria uma boa maneira. Medimos uma série de coisas desse modo.

Filha; (...) Mas então, porque é que não podemos medir o conhecimento dessa maneira?

Pai: Como? Por questionários? Não. Que Deus Nosso Senhor nos proíba. O problema é que esse tipo de medida deixa de fora o teu ponto: que há tipos diferentes de conhecimento e que há conhecimento acerca do conhecimento. Deveríamos dar notas mais altas aos estudantes que respondem às perguntas mais gerais? Ou talvez devesse haver um tipo diferente de notas para cada tipo diferente de perguntas.

Uma das questões que pode ser extraída desses fragmentos do metálogo de Gregory Bateson é sobre a necessidade de questionar se é possível saber o quanto sabemos e, sobretudo, quanto sabem os outros, ou seja, é questionar sobre a possibilidade de mensuração do conhecimento. Compartilhando da idéia do autor em relação ao conhecimento ser como um tricô, um tecido que só tem sentido ou é útil quando tramado com outras peças, acredito que é possível relacionar essa reflexão com o tensionamento atual que os processos avaliativos causam à prática pedagógica.

Nossos conhecimentos se tornam saberes quando conseguimos relacioná-los com as nossas experiências construídas nas relações interpessoais e, nesse sentido, qualquer forma de avaliação da aprendizagem dos alunos se torna arbitrária, pois, dificilmente, algum instrumento ou método utilizado para essa ação irá contemplar todas as possibilidades de relações construídas no ato de produção do conhecimento.

Não há como medir o conhecimento, o que é possível é investigar as ferramentas que os sujeitos utilizam no processo de construção do conhecimento. A noção de que avaliar é medir o quanto o outro sabe é tão arraigada que mesmo que tenhamos consciência de sua impossibilidade, essa parece a maneira mais “fácil” de mostrar aos professores, alunos e pais como a criança “está” na escola: bem ou mal.

Nem todos os fenômenos podem ser medidos, representados através de denominações numéricas, o desenvolvimento das crianças referentes à construção de conhecimentos é um exemplo dessa impossibilidade de mensuração. Há um equívoco ao se tentar reduzir a complexidade do processo de construção do conhecimento a uma prática de medição. A questão problemática nessa discussão não é somente acerca da utilização dessa maneira de representar a aprendizagem do aluno, mas questionar quais são os critérios, os instrumentos, as intervenções que estão em jogo no processo avaliativo. Será que todos nós, educadores, estudiosos e pesquisadores, temos consciência da necessidade de se ter clareza diante dessas questões? Paulatinamente, instrumentos de medição da aprendizagem são utilizados pela escola dando a falsa idéia de que, avaliar é medir e, pior, que medindo, temos o conhecimento sobre o conhecimento dos outros.

Gregory Bateson ressalta que muito se fala sobre conhecimentos, mas pouco sabemos sobre o conhecimento, ou seja, pouco nos movimentamos na direção de tentar compreender como se constrói o conhecimento, como se desenvolve esse processo que cada um estabelece para si. A prática pedagógica que tem como objetivo impulsionar as aprendizagens de todos os alunos, incita o professor a compreender a respeito de como os alunos podem entender aquilo que lhes é ensinado, já que compreendendo o processo de aprendizagem, pode-se avançar na compreensão sobre a construção de conhecimentos com intuito de melhor intervir nas elaborações realizadas pelos alunos.

O metálogo utilizado-Pai quanto é que tu sabes? - pode ser encontrado na íntegra em: BATESON, Gregory. Metadiálogos. Trajectos. Lisboa: Gradiva, 2 ed, 1989, p. 37- 45.

Deixe seus comentários!

Postado Por Michel Assali

05 outubro, 2012

Educação e tecnologia. Agora!

Olá, gente...

Há muito tempo tem se escrito e comentado sobre educação e novas tecnologias e a importância da socialização da informática, em especial para as escolas.
E os governos gastaram e ainda gastam muito equipando sistemas e redes de ensino com tecnologias de qualidade que se desdobraram em salas de informática, núcleos de tecnologias, banda larga de alta velocidade, computadores, tablets, lousas interativas, etc.
Porém, as pesquisas constataram que os impactos na melhoria da aprendizagem não foram suficientes para produzir mudanças significativas na educação.
Não resta a menor dúvida de que as novas tecnologias possibilitam potencializar o processo ensino aprendizagem e a gestão educacional.
Não basta equipar ambientes com o que há de mais moderno sem um adequado treinamento e capacitação das pessoas que farão uso desse material - os professores e gestores,
Veja no vídeo abaixo uma possibilidade que alia teoria e prática mediados pelo professor com o auxilio das tecnologias.    (http://youtu.be/BYMd-7Ng9Y8)
Assista e deixe seus comentários!
Postado por Michel Assali

30 agosto, 2012

Gestão da sala de aula


Olá, gente...

Diversas pesquisas têm apontado que, a incidência dos problemas disciplinares na sala de aula, impactam sensivelmente na qualidade da aula, colocando em risco a eficácia da mesma com prejuízo ao ensino e aprendizagem. Algumas pesquisas indicaram que, muitas vezes o tempos gasto pelo professor para a disciplina da sala é maior que o destinado à instrução e ensino, prejudicando todo o planejamento elaborado para dar conta do programa curricular.

O enfrentamento desses problemas tende a reduzir a preocupação com o plano de aula, prejudicando a metodologia e as técnicas de ensino, tornando a aula cansativa e enfadonha tanto para o aluno quanto para o professor.
Assim, os alunos são raramente incitados a discutir ou avaliar os conteúdos e materiais que eles estão aprendendo, dificultando também ao professor, o acompanhamento da aprendizagem individual e coletiva. Porém, nem tudo está perdido. Há luz no fim deste túnel.
Um programa de desenvolvimento de habilidades em gestão pode se tornar um forte aliado ao trabalho em sala de aula na medida em que, sendo bem planejado pela equipe docente podem reduzir sensivelmente os problemas disciplinares e aumentar a produtividade do professor: a gestão da sala de aula.
De acordo com os especialistas na área de educação, a gestão de escolas e a gestão da sala de aula têm como objetivo encorajar e estabelecer o autocontrole do estudante através de um processo de promoção das realizações e comportamento positivos do aluno. Desta forma, realizações acadêmicas, eficácia docente e comportamento docente e discente são diretamente ligados ao conceito de gestão da sala de aula e de escolas.

A gestão da sala de aula deve levar em conta três aspectos fundamentais:

- Gestão do conteúdo
- Gestão dos comportamentos
- Gestão do consenso

Gestão do conteúdo:

O tema aqui, não se refere apenas ao conteúdo disciplinar e específico de uma determinada disciplina ou componente curricular, mas a todas as habilidades e competências necessárias para o domínio daqueles conteúdos.
Como por exemplo, a manutenção da motivação e realização das atividades necessárias para gerar conhecimento e aprendizagem, envolvendo aspectos como compromissos, responsabilidades, envolvendo os alunos de maneira individual e coletiva, com respeito à diversidade intelectual.
As atividades precisam ser constantemente integradas, significativas e consistentes, envolvendo afinidades entre docentes, envolvendo atividades educacionais adicionais e problemas disciplinares relacionados à aprendizagem.
Neste sentido, o conteúdo refere-se à organização de um trabalho pedagógico voltado para produzir resultados no desenvolvimento de indivíduos respeitando sua diversidade.
Essa integração disciplinar levando em conta a diversidade humana tende a favorecer a elaboração de planejamentos eficazes, possibilitando aos professores conduzir suas salas de aula de uma forma melhor, mais efetiva e menos cansativa.

Gestão do comportamento:

Pesquisadores têm mostrado a importância de ajudar os alunos no que diz respeito a um comportamento positivo. Durante o planejamento da gestão da sala de aula, os professores devem considerar o uso de um estilo assertivo de comunicação e de comportamento. Além disso, eles devem sempre saber o que eles querem que seus alunos sejam capazes de fazer e envolvê-los nas respectivas atividades educacionais, sob as condições gerais de regras clara e explicitamente determinadas no âmbito da escola e da sala de aula.

Esse procedimentos explicitam aos alunos o papel do professor para sua formação, evidenciando a organização da aula focada no ensino do conteúdo, favorecendo desenvolver independência, autonomia e responsabilidades.

Um bom plano de comportamentos envolve também a controle do professor para gerenciar os conflitos, de forma a produzir fluxogramas para a solução dos mesmos, considerando todos os aspectos legais do Regimento Escolar. Tais como: reconhecendo comportamento responsável, corrigindo comportamento impróprio e irresponsável, admoestação verbal gentil, distribuição preferencial de lugares nas sala, tempo devido, tempo fora da sala de aula, notificação dos pais ou responsáveis, registros de comportamento, impondo limites, notificações aos superiores, etc.

Todos esses componentes são apresentados para que eles possam ser identificados nos exemplos das melhores práticas de ensino.

Gestão do consenso:

A concepção da sala de aula necessita de re-significação. Embora tenham ocorrido avanços significativos na concepção da aprendizagem, a visão da sala de aula permanece vinculada concepções obsoletas.

Envolvendo indivíduos que atuam constantemente em grupos, a sala de aula precisa ser compreendida como um pequeno sistema social onde, o papel do professor e dos alunos precisa deixar de ser caracterizado como antagônico e ser compreendido como um ambiente de aprendizagem para todos. A condução do trabalho na sala de aula deve ser visto pelos alunos e professores como um trabalho de todos e para todos os seus integrantes, buscando os mesmos objetivos, ou seja, o sucesso, onde a co-participação é fundamental.
A cultura da sala de aula necessita de concepções inovadoras.
Todavia, ela é diretamente influenciada pela cultura da comunidade social do entorno, que pressiona pela consecução dos objetivos educacionais.
A forte conexão entre a escola e a comunidade deve ser constantemente revisada e modificada de acordo com as exigências do dinamismo da sociedade. Enquanto as escolas se diversificam, professores e alunos devem aprender a abordar e integrar diversidade em um grupo social escolar ou de sala de aula que seja eficaz.
Algumas pesquisas têm concluído que as escolas de qualidade são definidas pela eficácia dos professores e realização dos alunos com o auxílio do desenvolvimento de fortes habilidades em relacionamento interpessoal. Isso mesmo! Enfatizam que o relacionamento entre professor e aluno é essencial para garantir um ambiente positivo na escola e na sala de aula, minimizando os problemas disciplinares e aumentando a eficácia do ensino.
Portanto, problemas disciplinares relacionados à gestão da sala de aula podem ser resolvidos individualmente (entre o professor e o aluno) ou através da solução de problemas em grupo (reuniões em sala de aula).
À medida que a confiança entre professor e aluno aumenta, os problemas com disciplina diminuem e a aprendizagem torna-se eficaz com a garantia de um trabalho pedagógico de sucesso.

Pense sobre isso e deixe seus comentários! (clicando em comentários ou no quadro verde ao lado direito)

Postado por Michel Assali.

16 agosto, 2012

O professor como organizador da aprendizagem


Olá, gente...

Podemos dizer que o papel do professor como transmissor de informação e do conhecimento já passou, ou está com os dias contados. Temos ainda muita resistência, muita dificuldade e muita insegurança para superar essa concepção de docência.

Cada vez mais o professor vem assumindo um novo papel que inclui a mediação, caracterizada pelo estabelecimento de conexões entre informações, conteúdos e conceitos e pela organização da aprendizagem.
Isso mesmo!
O professor precisa ser o conector e o organizador desse processo.
Isso porque a realidade é impregnada de informações potencializadas pelas mídias e novas tecnologias. Porém, a quantidade de informações não garante qualidade da apropriação de conhecimentos à criança e ao jovem.
Nessa atmosfera caótica carregada de informações desconexas de sentido, o papel do professor, se faz necessário como profissional que se dedique em conectar e organizar práticas pedagógicas visando assegurar a construção de conhecimentos e o sucesso da aprendizagem.
Tarefa nova, difícil, porém não impossível. Requer estudos, pesquisas, práticas e coragem para superar as resistências nas mudanças das situações e ambientes de aprendizagem.

Um professor enquanto organizador da aprendizagem, precisa desenvolver algumas habilidades profissionais como:

a) Não deve ser autoritário. Porém, deve ser firme e coerente. Não tomar todas as decisões. Promover a participação do aluno em situações de o quê, como e quando fazer, visando desenvolver a autonomia consciente.

b) Deve ser sempre o líder do grupo de aprendizagem. É preciso conhecer bem o grupo, seus integrantes, estabelecer objetivos, distribuir tarefas, desafios, metas, parâmetros, critérios e procedimentos de ação.

c) Precisa compreender as diferenças individuais no grupo de trabalho e proporcionar situações para que todos se envolvam no processo, apoiando, incentivando, motivando os integrante do grupo, coletiva e individualmente.

d) Precisa atribuir responsabilidades de forma equilibrada sem sobrecarregar os integrantes do grupo e valorizar a liderança compartilhada na medida do possível.

e) Avanços, progressos, iniciativas, criatividade, precisam ser constantemente valorizadas e elogiadas. Também encorajar nos momentos de dificuldades e intervir pedagogicamente nas situações necessárias.

f) Deve promover a auto crítica e a auto avaliação, a liderança e o reconhecimento e superação dos fracassos. Demonstra que as situações de fracasso geram oportunidades de sucesso, baseadas em dedicação e estudos.

g) Precisa sempre manter controle, acompanhamento, avaliação de todos os momentos do processo visando o aperfeiçoamento, a eficácia e a organização do trabalho pedagógico.

Pense sobre isso e deixe seus comentários!
Encaminhe sugestões pelo quadro verde ao lado direito.

Postado por Michel Assali


06 agosto, 2012

Pedagogia diferenciada


Olá, gente...

Embora muitos educadores acolham e digam teoricamente que a formação da sala de aula moderna deva seguir os princípios da heterogeneidade, considerando as diferentes características individuais, na prática a maioria dos sistemas escolares ainda adota tratamentos metodológicos e práticas de ensino para classes homogêneas. Ou seja, um único conteúdo para, um único programa, uma mesma metodologia, um mesmo calendário um instrumento de avaliação e provas para todos, etc.


O pesquisador Philippe Perrenoud, nos aponta que, toda situação didática proposta ou imposta de modo uniformemente a um gru¬po de alunos, será sempre inadequada para uma boa parcela deles. Alguns, a dominarão tão facilmente que em pouco tempo deixará de ser desafiadora, ocasionando dispersão e perda de interesse pela aprendizagem. Outros, por não conseguirem entender, jamais se envolverão com a atividade esperando as “explicações” do professor ou de algum adulto.

Mesmo quando um conteúdo é compatível com o nível de desenvolvimento e as capacidades cognitivas dos alunos, poderá parecer desprovida de sentido, de interesse. E pode ainda, não gerar nenhuma atividade notável em nível intelectual e, por conseguinte, nenhuma construção de novos conhecimentos nem um reforço do aprendizado adquirido.

O desafio do professor está em pesquisar e produzir metodologias e técnicas que ensino que favoreçam atender essa diferenças individuais, “pois, diferenciar é organizar as interações e as atividades, de modo que cada aluno seja confrontado constantemente, ou ao menos com bastante freqüência, com as situações didáticas mais fecundas para ele”. (Perrenoud)

Tarefa difícil para o trabalho individual, porém perfeitamente possível se tratada e discutida coletivamente.

Pense sobre o assunto e deixe seus comentários!

Postada por Michel Assali

25 julho, 2012

Infográficos como recursos didáticos

Olá, gente...

Estudos sobre a aprendizagem indicam que a nova geração de alunos tende a desenvolver habilidades cada vez mais visuais, onde a imagem ou representação passa boa parte da informação.

Nessa perspectiva, um dos recursos a ser explorado pelo professor visando aprimorar o processo de aprendizagem, está na utilização da infografia ou dos infográficos.

Infografia ou infográficos são representações visuais de informação. Esses gráficos são usados onde a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto.
No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato, quais suas consequências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto não conseguem detalhar com a mesma eficiência.

Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspectos da visualização científica.

Para a aprendizagem, o professor pode incentivar os alunos à produção e apresentação de atividades envolvendo infográficos, criar exposições ou divulgar pelos meios midiático da web.
Experimente!

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Infografia
Deixe seus comentários sobre o assunto.
Postado por Michel Assali



23 julho, 2012

Sobre o tempo e as jabuticabas


Olá gente...
Durante o período de férias, recebi um texto que achei muito interessante e que valeria a pena compartilhar.
O autor é desconhecido, mas tenho certeza de tratar-se de um texto que foi escrito por alguém que consegue captar e descrever a sensibilidade humana.

Título: "Sobre o tempo e as jabuticabas"
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena!    (autor desconhecido)
Deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

02 julho, 2012

PIXAR: um exemplo de gestão do conhecimento



Olá, gente!

Tenho garimpado na rede, assuntos sobre gestão para compartilhar com vocês. Penso que no mundo com tendências à Web 2.0, compartilhar é verbo que deve ser entendido em todas as suas conjugações.
Sobre o tema, chamou a atenção um artigo interessante na revista The Economist  explica razões para a PIXAR ter tanto sucesso.

Razões centradas em Gestão do Conhecimento e Inovação: 
1- Existe uma obrigação de mostrar diariamente o trabalho ainda inacabado para os colegas - e escutar críticas, que no final se tornam construtivas
2- Para todo o lançamento, por maior que seja o recorde de vendas nas bilheterias, a equipe conduz uma sessão de lições aprendidas no projeto: 5 coisas que deram certo, 5 coisas que deram errado. Para estas, não permitem que errem novamente.
3- Ambiente descontraído, libera a cabeça dos criadores para ... criar!
4- Erros não são motivo para humilhação pública, mas sim de aprendizado
5- A aquisição do conhecimento se dá no momento da contratação: gente criativa, curiosa e inconformada, além de detalhista e caprichosa. Com este contingente de 1200 pessoas criativas, não existe roteiro pobre, cenário simples ou animação vagabunda.

Com essas atitudes, a Pixar produziu não menos que 11 êxitos de público e crítica: os 3 "Toy Story", "Monstros S.A.", "Carros", "Os Incríveis", "Up-Nas Alturas", "Procurando Nemo", "Vida de Inseto", "Wall-e" e "Ratatouille".

É perfeitamente compreensível que o sucesso não se deve apenas à tecnologia ou marketing. Mas principalmente à gestão da condução dos trabalhos em equipe, com foco nas trocas de informação e na interação das pessoas, favorecendo a Gestão do Conhecimento da instituição.

É um bom benchmark?

Deixe seus comentários
Postado por Michel Assali
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