EDUCADORES

29 abril, 2014

Liderar e inspirar em momentos difíceis


Olá, gente...

Existem momentos em que o que planejamos não saiu como devia, as metas não foram atingidas, as fraquezas se evidenciam. A equipe fica numa situação difícil onde todos constroem suas justificativas ou pior ainda, buscam-se culpados pelos erros e fracasso. Trata-se de um momento muito difícil onde as lideranças devem agir com rapidez e coerência e consistência.

            Vão aí algumas dicas para melhorar a liderança nesses momentos difíceis:


Fique atento ao que possa vir: É preciso conhecer as novidades tanto formais quanto legais, bem como os critérios que desses aspectos são demandados. Isso é muito importante para evitar aquelas “surpresas” desagradáveis. Identifique o próximo desafio ou meta, da forma mais concreta possível, e envolva a equipe nele. Construa um plano de ação coletivo, que possa conquistar a confiança de todos, dando uma razão para seguir em frente.

Aprenda com os erros: Errar é humano e acertar é ainda mais humano. Não tenha medo dos erros ou fracassos. São eles que nos motivam a avançar e a aprender. Descubra os pontos fracos e ataque-os imediatamente para que não se espalhem no interior da equipe.

Reforce os pontos fortes: Destaque os pontos fortes de sua equipe e invista neles, valorizando cada aspecto. E faça isso rapidamente, enfatizando as qualidades de cada membro. Faça das falhas pontos de motivação para novas aprendizagens.

Ouça: ouvir a equipe é fundamental. Ouça mais os comentários, as observações, as críticas, os desejos, os problemas, as propostas e sugestões. Converse e puxe conversa, ganhe confiança e fale menos para ser ouvido.

Resolva: Pare de mandar e lidere. Liderar é resolver. Portanto resolva os problemas ou peça soluções para isso. Tem sempre alguém na equipe ou fora dela que tem sempre algo a contribuir nas soluções de diversos problemas.

Renove os recursos e procedimentos: Analise os procedimentos e os recursos. Descarte o que não funcionou, corrija os disponíveis e aperfeiçoe os que trazem resultados. Se possível integre-os o quanto antes.

Reconheça o esforço de todos: Mesmo que não tenha atingido as metas esperadas, valorize o esforça de cada membro da equipe. Destaque sempre os pontos positivos de cada um e estimule-os à superação, pois todas as pessoas são dotadas desses aspectos.

Mantenha-se motivado: Dê exemplo. Mantenha sua mente sempre com pensamentos positivos e motivadores. É possível assimilar as perdas ou derrotas, levantar a cabeça e seguir em frente, mostrando que a natureza humana é capaz de superar-se cada vez mais.  

Você tem alguma sugestão? Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali


24 abril, 2014

Pesquisa on-line para alunos


Olá, gente...

Um dos aspectos relevantes do uso das pesquisas escolares on-line é a capacidade dos alunos avaliarem criticamente as informações coletadas.
Além de incluir habilidades de buscar, ler e interpretar as informações, é essencial avaliar o nível de precisão das mesmas bem como sua confiabilidade e, dependendo do caso, questões de preconceito.
Segundo Julie Coiro, professora Adjunto da Universidade de Rhode Island, pesquisas sobre o assunto com alunos adolescentes americanos sobre o material coletado online, apontaram que:

- Alunos do ensino fundamental estão mais preocupados com relevância de conteúdo do que com credibilidade.
- O material coletado raramente atende às características de origem, como autor, local ou tipo de publicação para avaliar a confiabilidade e perspectiva do autor.
- Quando eles se referem a recursos de origem e autoria em suas explicações, seus julgamentos muitas vezes são vagos, superficiais e sem fundamentação justificada.

Outros estudos destacam deficiências semelhantes de ensino médio e estudantes universitários nestas áreas. 

Diante desses indicadores, torna-se fundamental a elaboração de um plano ou um programa de intervenção educacional, visando subsidiar esse atividade escolar. 
Seja por iniciativa de uma área de estudos ou da escola como um todo, é fundamental que os educadores reflitam sobre o assunto com vistas a elaborar ações e metodologias para tratar da informação on-line.

Para isso, e reinterpretando Julia Coiro, encaminho uma lista de estratégias para usar ou adaptar às necessidades dos seus alunos, como uma sugestão de roteiro ajudando-os a refinar sua capacidade de pensar criticamente durante a realização de pesquisas on-line.

Perguntas que o aluno deve fazer ao site pesquisado:

- É este o local relevante para as minhas necessidades e propósito?
- Qual é o propósito deste site?
- Quem criou a informação neste site e o que é o nível de especialização de seu criador?
- Quando a informação neste site foi atualizada?
- Onde posso ir para verificar a precisão desta informação?
- Por que essa pessoa ou grupo colocou esta informação na Internet?
- Será que o site apresenta apenas um lado da questão, ou são múltiplas perspectivas prestadas?
- Como as informações e / ou imagens neste site são apresentadas pela posição do autor?
- Existe alguém que pode ser ofendido ou magoado com as informações neste site?
- Há indícios de preconceito?
- Como posso associar as ideias do conteúdo do site para minhas próprias perguntas e interpretações?

Então, o que você pode fazer para ensinar de forma mais explícita os adolescentes como para avaliar a qualidade da informação on-line?
Quais os critérios que você tem realizado para ajudar seus alunos a desenvolver o pensamento crítico sobre a informação on-line?
Tem sugestões? Encaminhe
Deixe seus comentários.


Postado por Michel Assali

10 abril, 2014

Defesa da Escola


Olá, gente...

A função social da escola está mudando?
O aprender a aprender reduzirá o papel da escola na sociedade do conhecimento?

Num período em que o conhecimento parece estar em toda parte, o docente da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá, Carlos Ernesto Noguera-Ramírez, critica os movimentos que defendem a aprendizagem fora das fronteiras escolares e diz que as instituições de ensino devem se reinventar e resistir.

Confira a entrevista acessando o endereço abaixo.

Encaminhe seus comentários a respeito do assunto.


Postado por Michel Assali

09 abril, 2014

Você é competente?

Olá, gente...

Você se considera competente no que faz?

Nunca se falou tanto em competência como nos dias atuais. Competência do aluno, competência do professor, competência leitora e escritora, etc.

Mas, o que é competência?

Vários autores definem o significado do termo. Porém uma definição bem didática é a encontrada em um artigo escrito pelos professores da USP Afonso Fleury e Maria Teresa Fleury, onde a competência é pensada como a intercessão entre conhecimento, habilidade e atitude. Essas três dimensões precisam se “misturar” para que possamos dizer que somos competentes em determinada área.

Aprender sobre as três dimensões que compõem a competência é importante para que se consiga trabalhar na direção certa do desenvolvimento profissional e pessoal. Vale pensar em alguns pontos interessantes:

O conhecimento é o saber. Envolve a educação formal, saber o que, saber o porquê, saber para que e a capacidade de aprender;

A habilidade é o saber-fazer. São as experiências, o saber como, as técnicas, o conhecimento tácito e o modelo mental;

A atitude é o saber ser. Ou seja, ter determinação, responsabilidade, comprometimento, motivação e iniciativa.


Pense bem sobre isso e responda: Você é competente no que faz?
Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali

27 março, 2014

Assertividade


     Olá, gente...

     Muito interessante a palestra de Patrícia Wolff sobre o tema que versa sobre “Competências” que, ao tratar sobre o conceito de assertividade nas relações interpessoais, a autora desenvolve uma linha de reflexão bem interessante.
     Afinal, o que é assertividade? Simples: dizer a coisa certa, da forma certa, na hora certa, para a pessoa certa no local certo. Parece fácil, não? Mas por que na hora de colocar em prática o simples se torna complicado?
     Na maioria dos casos isso acontece por dois grandes motivos:
  • O comportamento assertivo não é um comportamento natural, como por exemplo uma reação instintiva de luta (confrontar ou agredir) ou fuga (evitar ou reprimir). Ele requer um processo de aprendizagem e muita prática para tornar-lo espontâneo.
  • A sociedade acaba nos estimulando para dois extremos: excesso de individualidade ou de socialização. Para este último aspecto Freud em seu livro ‘O mal estar na civilização’ (1929) já dizia que socializar-se é reprimir-se. Exceder na socialização nos leva a dizer não para algumas necessidades nossas e sim para as necessidades do outro, sacrificando nossos desejos em prol dos desejos alheios. Ao exceder na individualidade optamos por impor nossos desejos, mesmo que para isso seja necessário invadir o território do outro.
     Qual seria então a melhor alternativa de comportamento diante deste contexto?
    Antes de responder vamos entender as diferenças entre os 4 tipos de comportamentos:
  1. Passivo: Caracteriza-se principalmente pela fuga diante do conflito. Faz-se de tudo para evitar a briga. O individuo não expressa suas necessidades, pensamentos e sentimentos, permitindo que os outros as determinem. Vive muito preocupado com a opinião dos outros a seu respeito.
  2. Agressivo: Seu comportamento, diante do conflito, é de luta, seja por suas idéias, interesses ou poder, é uma guerra que sempre terá um ganhador e um perdedor. Mais preocupado com os próprios desejos do que com os dos outros. Critica as pessoas e não seu comportamento, interrompe com freqüência e é autoritário.
  3. Passivo/agressivo: Tem um comportamento misto, com elementos de agressividade (quando acredita que precisa vencer o outro) e passividade (quando não tem coragem de confrontar as pessoas). Tem um jeito sedutor e manipulador de usar as pessoas para atingir resultados.
  4. Assertivo: É capaz de expressar suas necessidades, opiniões e sentimentos, confiante de que não está dominando, explorando nem coagindo o outro a agir contra a sua vontade. Busca defender seus desejos, sem ignorar os dos outros. É direto na abordagem de assuntos e problemas, mas demonstra respeito pelo chefe ou colega de trabalho, ouvindo e procurando entender sua perspectiva.
      Respondendo a pergunta acima, o comportamento assertivo, sem dúvidas, é uma boa alternativa, pois proporciona melhores chances de conseguir um resultado que satisfaça ambas as partes.
  
     E você? É assertivo? Deixe seu comentário.


   Postado por Michel Assali

14 março, 2014

Sugestões a fazer com alunos que não prestam atenção às aulas


Olá, gente,...

A distração em sala de aula é sem dúvida um dos grandes desafios da docência, motivada por diversos fatores. Desenvolvimento físico e psicossocial, alta produção hormonal, exposição excessiva às mídias e redes sociais, etc., afetam sensivelmente a formação de bons hábitos de estudos e concentração, colocando em risco o processo da aprendizagem.
Lidar com essa situação sem muito preparo tende a conduzir o professor a um desgaste físico e emocional, provocando um estresse precoce da docência com prejuízos à produtividade educacional.
Com o intuito de contribuir para a melhoria do trabalho docente, segue abaixo uma coletânea de atitudes que podem ser realizadas pelo professor visando minimizar esse problema e melhorar o trabalho docente.
O emprego de cada atitude sugerida depende do momento e da carga emocional do professor, levando-se em conta o caráter profissional e os objetivos do trabalho docente.
Vejamos:

1- Acompanhar: Pedir ao aluno repetir apenas o que foi ou acabou de ser dito.

2- Aproximar: Aproxime-se e fique ao lado dele e dirija uma pergunta a outro aluno mais afastado.

3- Expor: Prenda sua atenção, mostrando uma imagem, som, vídeo ou filme.

4- Pensar: Faça uma pausa e pergunte ao aluno se há uma situação problema para resolver dentro daquele conteúdo.

5- Perguntar: Faça uma pergunta desafiadora que leve vários passos para resolver.

6- Agir: Sugira a fazer algo relacionado com o tema.

7- Exemplificar: Estimule a exemplificar algo relacionado ou análogo ao tema tratado.

8- Remover: Tratar e remover a distração. Centralize ou mude o foco.

9- Agrupar: Coloque estudante em grupos para uma atividade.

10- Normatizar: Faça o grupo estabelecer regras ou normas para tempo, convivência e estudos.

11- Controlar: Coloque-o no controle visando fazer cumprir as regras.

12- Deslocar: Atribua funções aos alunos que se deslocam demais.

13- Jogar: Jogue um jogo envolvendo o aluno.

14- Criar: Crie um incentivo para chamar a atenção.

15- Pesquisar: Encaminhe uma pesquisa visando recolher informações.

16- Ensinar: Peça ao aluno ensinar a lição a outro com maior dificuldade.

17- Auxiliar: Peça ao aluno para ajudá-lo em alguma atividade para classe.

18- Ouvir: Instigue o aluno a encontrar uma música relevante e adequada ao tema.

19- Mudar: Mude o aluno de lugar.

20- Reconhecer (sem recompensar): Reconheça e valorize os que prestam atenção.

21- Perguntar: Pergunte por que o aluno não está prestando atenção.

Gostaríamos de aumentar a lista. Se tiver contribuições, encaminhe para compartilhar.

Lembrete:
Alunos envolvidos prestam mais atenção.
Submeta sempre sua aula a uma auto-avaliação.
Muitas vezes são os alunos que estão entediados ou a atividade não é lá muito agradável. Reveja o planejamento se for necessário. 

Tem outras sugestões? Encaminhe para compartilhar ou deixe seus comentários.


Postado por Michel Assali

13 março, 2014

Recuperação Escolar Contínua



                                                                                           

Olá, gente...

O ano letivo nem começou e já estamos chegando ao fim do 1º bimestre (e, até, trimestre)!

As interações e relacionamentos se ampliam e aproximam as pessoas da comunidade educativa. Os projetos pedagógicos marcam o início e dão o tom de sua concretização. É momento em que afloram as individualidades dos alunos evidenciando as diferenças acadêmicas sutis ou marcantes, das etapas reais da aprendizagem. Momento em que a docência se faz diferenciar pela forma de observar o fenômeno educativo.

Embora pareça ser precoce preocupar-se com a recuperação da aprendizagem, convém ressaltar que é esse justamente o momento pedagógico para ratificar toda a essência do Sistema Preventivo de D. Bosco.

“Em todo jovem, mesmo no mais rebelde, existe um ponto acessível ao bem; o primeiro dever do educador é descobrir este ponto, esta corda sensível do coração e tirar proveito disto.” D. Bosco

A recuperação da aprendizagem constitui mecanismo colocado à disposição do Escolas e dos professores para garantir a superação de dificuldades específicas encontradas pelo aluno durante o seu percurso escolar e deverá ocorrer de forma contínua ao longo do ano e intensiva ao final do ano letivo, em cada ano e série do Ensino Fundamental e Médio.

A recuperação contínua está inserida no trabalho pedagógico realizado no dia a dia da sala de aula e decorre da avaliação diagnóstica do desempenho do aluno, constituindo-se por intervenções imediatas, dirigidas às dificuldades específicas, assim que estas forem constatadas.

A recuperação contínua é composta por um conjunto de estratégias elaboradas pelo professor com o objetivo de recuperar conteúdos essenciais que não foram assimilados pelo estudante. Portanto, a recuperação contínua tem como foco a aprendizagem e não simplesmente a recuperação de notas.

Estratégias sugeridas para a recuperação contínua:

- Aulas de revisão e aulas adicionais.
- Atividades e pesquisas.
- Exercícios e trabalhos extras;
- Revisão – exercícios que retomam conteúdos importantes que já foram abordados anteriormente.
- Incentivo, reconhecimento e motivação à participação;
- Envolvimento dos familiares.
- Ensino de técnicas facilitadoras da aprendizagem: anotações, leituras, organização acadêmica, etc.

As atividades de recuperação contínua serão realizadas no decorrer de todo o ano letivo, com base nos resultados obtidos pelos alunos nos diferentes instrumentos de avaliação e discutidos nos horários coletivos com os pares e equipe técnica.


É fundamental que o planejamento das atividades de recuperação contínua leve em consideração:

- o plano de trabalho do Professor que expresse as expectativas de aprendizagem pautadas nas metas propostas no Projeto Pedagógico;
- a definição das intervenções pedagógicas do Professor necessárias à superação das dificuldades detectadas;
- o re-planejamento das atividades com vistas à organização do tempo e espaço na sala de aula;
- a participação do aluno no processo de avaliação dos resultados de aprendizagem, garantindo-se momentos de sua análise e auto-avaliação dos alunos a partir das expectativas de aprendizagem;
- os registros como instrumentos que revelem as ações desenvolvidas, o processo de desenvolvimento dos alunos, os avanços, as dificuldades e as propostas de encaminhamento;
- a divulgação dos resultados aos pais ou responsáveis, na busca de sua participação e colaboração nas atividades de reforço e na realização de tarefas complementares.

Em situações em que o aluno não apresentar os progressos previstos em relação aos objetivos e metas propostas, poderá ser recomendado para aulas de Reforço em horário de contra turno, julgada a sua conveniência em cada caso pelo Professor, após análise do Coordenador Pedagógico e S.O.E., com a adesão e autorização dos pais ou responsáveis.

É preciso refletir, discutir e, sobretudo, agir!
Você tem contribuições? Encaminhe para compartilhar.
Abraço!

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da república Federativa do Brasil. Brasília, DF, 21 dez. 1996.

DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. Porto Alegre: Mediação, 2004.

HOFFMANN, Jussara. Pontos e Conta Pontos.  Porto Alegre: Mediação, 2003.

LUCKESI, Cipriano Carlos et al. Processo Educativo: Desafios da aprendizagem e a avaliação significativa. In: XII SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO. 2011, Santa Catarina.

MELCHIOR, Maria Celina. A Importância da Avaliação. In: ______. Avaliação Pedagógica: Função e Necessidade. 3.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002. p. 14-17.

Postado por Michel Assali




05 março, 2014

A rubrica - como instrumento de avaliação


Olá,...

Encaminho abaixo, uma sugestão de rubrica para avaliar atividades realizadas pelos alunos, tanto no formato individual e melhor ainda, para trabalhos coletivos.

A rubrica tem origem na webquest (atividade online) e nada mais é que quadro com um conjunto de critérios para habilidades e competências previamente discutidos e apresentados aos alunos.

Tais aspectos são organizados pelo professor ou professores das áreas envolvidas na atividade envolvendo até sugestões dos alunos, conforme os objetivos do conteúdo, disciplina ou níveis de ensino.

A rubrica pode ser utilizada com alunos de todas as idades e se constitui num excelente instrumento para mensurar habilidades e competências (saber, fazer, conviver, atitudes, valores), exigindo para tanto que sejam:

- identificadas as habilidades e competências a avaliar;
- considerados os aspectos relevantes da atividade;
- claramente explícitos os critérios de referência para cada nível escolhido.

Observe a sugestão de modelo abaixo.





SUGESTÃO DE RUBRICA

ESCOLA / COLÉGIO .............................................................................................................(logo)..............
Profº ...................................................................   Disciplina / Área .......................................
Projeto / Atividade: .......................................................................................
Nota: ...........................

Pergunta(s) de condução
Descrever a(s) questão(ões) mobilizadora(s) e norteadora(s) da pesquisa, do problema ou do tema a ser tratado.
Descrição da atividade
Descrever o que e o como os alunos irão realizar a atividade.
Formato da apresentação
Detalhar a apresentação, introdução, conteúdo base, conclusão, bibliografia, etc.
Cuidados e posturas
Forma de apresentar, vocabulário, roupas, tecnologias, tempo, etc.


Critérios: tratados com os colegas professores e sê possível, com os alunos.
Conteúdo
Insatisfatório
Proficiente
Avançado
Descritores / critérios
● O conteúdo não é explicado.
● Explicou o conteúdo, mas para fora do contexto.
● Explicou o conteúdo, mas de forma incorreta.
● Explicou o conteúdo, mas em uma maneira simplista e superficial
● Descreveu sem análise.
● Explicou, mas apenas em uma limitada forma, roteirizado e decorado.
● Explicou conteúdo contextualizando o conteúdo ou a apresentação.
● Explicou o conteúdo em profundidade e em detalhes.
● Explicou o conteúdo de forma clara.
● Explicou de forma analítica.
● Fundamentou a explicação com dados e provas.
● Respondeu às perguntas de forma a demonstrar conhecimento e confiança do conteúdo.

● Explicou o conteúdo completamente.
● Justificou totalmente sua explicação.
● Explicou de uma forma contextualizada e ampliou relacionando o conteúdo com outras áreas de conhecimento.
● Respondeu às perguntas de uma forma a demonstrar flexibilidade, novos contextos e aplicações do conteúdo.

Normas / regras


Descrever o conteúdo base a ser explorado, subsidiando com bibliografia sugerida.

Pontuação
0 a 5,9
6 a 7,9
8 a 10


Existem rubricas de diversos modelos para as mais diversas situações de aprendizagem.
Pesquise sobre o tema e construa a sua.
Aproveite, também para compartilhar e enviar seus comentários.

Postado por Michel Assali


24 fevereiro, 2014

Guia para melhores projetos educacionais


Olá, gente...

Tenho insistido em diversos momentos que todo professor ou pedagogo, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, de forma a garantir a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe. Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho em esforços para produzir educação, ou seja, se envolver em elaborar projetos inovadores que produzam ações de impactos na aprendizagem e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência concretiza os ideais de qualificar cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo, um “passo a passo” com sugestões e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais.

Confira: 10 passos a considerar na elaboração de um projeto.


1.            Regimento do colégio: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

2.            Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

3.            Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de idéias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

4.            Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

5.            Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno. 

6.            Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

7.            Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

8.            Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

9.            Apresentações: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

10.         Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranqüilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros passos?
Encaminhe para partilhar.

Postado por Michel Assali
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