EDUCADORES

30 agosto, 2007

Manipulando o genoma


Observe com muita atenção esta imagem...

A mensagem apresenta foto de uma pacata família de cachorrinhos recém-nascidos. Cachorrinhos ?

No entanto, ao olhar com mais atenção o rebento da esquerda vê-se um rosto. Isso mesmo: um rosto. Rosto humano. Pacato e risonho a sonhar o sonho dos anjos. Anjos?!

Uma aberração da natureza? Anúncio do final dos tempos?

Nada disso. A pacata família de cachorrinhos é, na verdade, The Young Family uma das obras de Patricia Piccinini, artista leoneza radicada na Austrália.

Ufa! Um alívio para todos, pois ainda não é o indício do final dos tempos.
Responda a enquete abaixo e depois deixe um comentário.
Postado por Michel Assali





22 agosto, 2007

Educação Ambiental (III)


Agenda 21


A iniciativa de articular os diversos setores sociais existentes nas comunidades, tendo como pauta os preceitos da Agenda 21, é sem dúvida uma das grandes possibilidades de enfatizar as questões ambientais locais.
A Agenda 21 é um documento que foi elaborado durante a ECO-92 realizada no Rio de Janeiro em 1992, ficando estabelecido o compromisso, a reflexão e a ação global e localmente sobre as soluções para as questões ambientais.
E isso não é apenas compromisso do país enquanto inciativa pública mas, com a participação da iniciativa privada, ONGs, e diversos setores empresariais, envolvendo esses estudos para a referida questão.
A Agenda 21 possibilitou planejamento de ações gradativas e negociadas de forma a valorizar a participação da sociedade para criar uma nova concepção de olhar para nosso mundo e de estabelecer relações tendo como foco a construção de ações humanas para um meio ambiente sustentável.
O encontro que aconteceu na Casa da Cultura da Freguesia do Ó, no dia 21.08.07, com a participação de representes dos diversos setores públicos se constitui com um marco inicial para a organização do fórum importante e necessário para a construção de um novo paradigma sobre Educação Ambiental nessa região.
Ainda como tarefa difícil fica a sedução da iniciativa privada para a participação intensiva das discussões e do fórum.
Gradativamente chegaremos lá.
Parabéns pela iniciativa.
Postado por Michel Assali

Quer saber das condições atuais do nosso planeta ? Clique aqui.

20 agosto, 2007

Ajuda para o Peru


A população do Peru atingida pelo terremoto precisa de ajuda.

Veja como é possível ajudar. Clique na imagem.

17 agosto, 2007

Educacao Ambiental ( II )


Meio Ambiente (II)

Ainda pensando sobre as questões ambientais, vem à cabeça uma indagação interessante: Que leva as pessoas ditas “civilizadas” a descartar coisas em direção ao chão? Será devido à força da gravidade? Que razões levaram ao entendimento que chão é sinônimo de lixo?
Ora, chão é Terra; Terra é natureza; Logo natureza não pode ser lixo.
Pesquisando na História e na Filosofia foi possível encontrar alguns pontos que permitem esclarecimentos sobre tais questões. Constatou-se que, em virtude do desenvolvimento da idéia antropocêntrica, o ser humano ocidental ao se afirmar como "imagem e semelhança de Deus", gradativamente vai se separando da “mãe-terra”,
sobrepujando-se à natureza (e aos animais). A idéia de senhor da Terra, viria favorecer uma série de atos praticados contra essa natureza da qual o ser humano já não faz parte. Nesse sentido, a natureza é desumanizada, submetendo-se ao homem, podendo então ser explorada, queimada, devastada.
Não tendo mais lugar junto ao homem, a natureza fica à sua disposição, tornando-se indigna, imprópria. A ela pode-se descartar o que é inservível ou impuro.
Essa dicotomia homem X natureza atravessou séculos, deixando um rastro de exploração, desmatamento, poluição, etc, resultando nos grandes problemas que estamos acompanhando nos dias de hoje.
Porém, nem tudo está perdido. Ainda é tempo de recuperar muita coisa do meio ambiente. Precisamos urgentemente “reatar” com a mãe Terra, com o chão, com a
natureza. Logicamente que reconstituir tudo é impossível,mas ainda há tempo de preservar muito criando a possibilidade de um ambiente sustentável para as próximas gerações.
Não basta acreditar. É preciso agir, individual e coletivamente.
Agir com urgência. Pense nisso. Envie seu comentário.
Postado por Michel Assali

OBS: Quer saber as condições do nosso Planeta agora, hoje? População? Doenças?
Poluição? Etc. ? Clique aqui ou na imagem



09 agosto, 2007

Educação Ambiental ( I )


A preocupação com o meio ambiente não é coisa nova. Há muito tempo escreve-se sobre o tema alertando-se para muitos problemas que envolvem questões ambientais.
Entretanto, tais preocupações permeavam a esfera das pesquisas científicas e diversas discussões teóricas. Somente após a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (que ficou conhecida como Eco-92) tendo como um de seus resultados a formulação de documentos muito importantes para a socialização de práticas necessárias, as questões sobre o meio ambiente tiveram maior divulgação, favorecendo sua socialização. Porém, muitos dos termos desses documentos ainda não foram colocados em prática. por tratarem de questões que estabelecem mudanças no comportamento dos países e, em especial, das pessoas em relação ao meio ambiente.
Mas, o evento não foi em vão. Muitas Organizações Não-Governamentais (ONG) surgiram e gradativamente contribuíram para divulgar a problemática.
Mas ainda há um grande desafio: Fazer com que tudo isso chegue aos educadores e à escola. E mais ainda, não basta chegar a teoria, é preciso que esta se torne prática.
A prática em Educação Ambiental nas escolas públicas ou privadas, ainda é teoria...
Falaremos mais sobre o tema. Acompanhe. Faça se comentário.
Postado por Michel Assali


26 julho, 2007

(Re) Planejamento


O ato de planejar é essencialmente humano.
Fazemos planos para o futuro. Planejamos nossas férias, viagens, trabalhos, casamento, filhos, financiamentos etc.
Para algumas situações, planejamos com rigor. Para outras, nem tanto. Alguns planos exigem registros para não serem esquecidos. Outros, deixamos na nossa memória, que por não ser lá muito boa, correm o risco de cair no esquecimento.
Em alguns casos individuais, tais planejamentos até que funcionam com êxito. Entretanto, em instituições organizadas e principalmente nas escolas, o planejamento do trabalho pedagógico, torna-se um instrumento de fundamental importância devido ao caráter e função social da escola.
Pois é nesse espaço onde as relações humanas se dão efetivamente no coletivo e em diversos setores, o planejamento tende a produzir resultados mais eficazes considerando os objetivos estabelecidos pela organização escolar.
Como o ser humano não é máquina, sendo passível de falhas, um planejamento necessita de registros sistemáticos, organização formal e acompanhamento permanente ao longo do processo, pressupondo momentos contínuos de avaliações e reorientações daquilo que foi planejado.
Portanto, além de se ser elemento fundamental na construção do Projeto Pedagógico da Unidade Escolar, a elaboração do planejamento se constitui como momento de reflexão, inclusão e de formação individual e coletiva dos educadores.
Pode-se concluir que planejar não é ato de escrever, mas de pensar, refletir coletivamente, sempre com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Os registros constituirão a memória e a nossa história, marcando nossa presença como seres pensantes.
Participe sempre. Saiba mais (aqui). Deixe seu comentário.
Postado por Michel Assali

27 junho, 2007

Avaliação e notas


Não...

Não entendo ser um retorno ao modo de avaliar, quando nas escolas públicas estaduais os numerais de 0 a 10 passam a ser expressão de medida da aprendizagem. Penso que as concepções sobre a avaliação já ultrapassaram a idéia de quantificação pura e simplesmente. Sabemos que as sínteses expressas em letras, símbolos ou números nada mais são do que formas de representações parciais do desempenho escolar necessitando portanto, de uma sistemática de acompanhamento contínuo. Nesse sentido, o conceito de média poderá ser um problema. Cipriano Luckesi, Jussara Hofman e outros estudiosos da avaliação,já afirmaram por inúmeras vezes a idéia falsa que pode existir ao representar a avaliação através de uma simples média.

Portanto, acredito que a média como expressão de aprendizagem é coisa do passado.O que precisamos compreender é a idéia de uma sistema representativo que tenha a melhor proximidade com a realidade da avaliação do aluno.

Penso que a expressão da avaliação por números é uma forma muito universal de comunicação de resultados, possível de ser compreendida pelo próprio aluno e pela sua família. Além de não se constituir uma prerrogativa dos educadores, a representação numérica integra as discussões da escola permitindo ao pais clareza na compreensão e compartilhamento do processo de avaliação e aprendizagem.

Então, não entendo ser uma volta, mas um passo adiante e seguro.

E você ? O que acha disso ? Responda a pesquisa abaixo e deixe seu comentário sê possível.

Postado por Michel Assali


18 junho, 2007

Aperfeiçoamento pedagógico - HTPC


O horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) como espaço de aperfeiçoamento tem mostrado seus resultados. Se nunca foi mensurada a atividade real do Professor Coordenador das escolas públicas estaduais (SP), o recente Concurso de Ingresso para Diretor de Escola revelou a importância do espaço e tempo do HTPC no aperfeiçoamento docente. Um porcentual razoável de candidatos promovidos no referido concurso, atuam ou já atuaram como Professores Coordenadores em escolas públicas. Isso vem demonstrar que a leitura, reflexão, discussão e ação do Prof. Coordenador e o HTPC se constituem como possibilidades de capacitação efetiva.

Embora seja um espaço ainda pequeno, o HTPC, quando bem organizado, controlado e devidamente subsidiado, tem se mostrado eficiente e eficaz em algumas escolas validando um trabalho coletivo de qualidade. É justamente nesse espaço semanal que os educadores podem discutir as diferentes concepções de ensino e aprendizagem necessários ao desenvolvimento pedagógico e profissional. Espaço que permite as trocas de experiências, textos, informações, discussões e avaliação das ações.

Mas somente isto não basta... É preciso que tudo isso chegue diretamente à sala de aula e aos alunos

Se mesmo pequeno, traz diversos benefícios educacionais, imaginem se ampliado?

Pense nisso e participe sempre. Deixe seu comentário e responda à enquete.

Abraços. (Postado por Michel Assali)

Postado por Michel Assali


13 junho, 2007

Da Finlândia à Brasilândia


Olá pessoal!
Recentemente li alguns artigos sobre avaliação referente ao PISA (Programa Internacional de avaliação de Alunos), que mede a condição de aprendizagem de alunos nos diversos pontos do planeta, observando a triste situação do sistema público de ensino de nosso país.
Apesar de não me preocupar com as diferentes interpretações estatísticas das pesquisas, os dados coletados são reais e devem ser levados em conta para reflexões e ações concretas. Sei muito bem que comparar os sistemas de ensino da Finlândia com o que temos na Brasilândia-São Paulo (mapa) é absurdamente inadequado, considerando todos os aspectos sócio-culturais, econômicos e históricos dessas localidades. O que existe em comum entre essas regiões é o espaço “escola”, com prédio específico, alunos e professores. E é justamente neste espaço público que deverá ocorrer o princípio básico da educação pública: a aprendizagem. A garantia do acesso e da permanência na escola já saiu do sonho e vem se tornando realidade, principalmente no Estado de São Paulo. Falta, agora, o investimento na qualidade da aprendizagem. Concentrar na aprendizagem na minha opinião, significa poucos projetos, bem definidos, específicos, dotados de profundidade e permanência. Que tenham objetivos claros e metas possivelmente mensuradas. Que sejam regulados e avaliados sistematicamente com parâmetros básicos mínimos, relacionado continuamente o princípios ação-reflexão-ação. Na condição de professor que atua em sala de aula, tenho observado junto aos colegas que durante o período de uma aula de 50 minutos, são gastos em média, 10 minutos solucionando problemas diversos de disciplina, 10 minutos de encaminhamentos de organização do espaço e tempo pedagógico, restando, portanto, 30 minutos para a concentração total da aula, correspondendo a 60% da aula e da carga horária diária. Considerando a semana e o ano letivo, esse dado vem representar o grande desperdício de tempo que o professor despende para a disciplina prejudicando sensivelmente o processo de aprendizagem. Sabemos que qualidade se faz com o tripé: planejamento, disciplina e dedicação. Se o professor (escola) articular esforços nessa direção é preciso que a família se esforce no sentido de preparar suas crianças para a frequência da escola, com apoio e acompanhamento. É bem possível que essa relação escola-comunidade atuando em conjunto num sentido único de valorização do seu papel e o papel da escola e do educador, com um bom e real planejamento, apoio técnico e avaliação adequada, poderemos desenvolver um sistema educacional em direção ao da Finlândia. Vamos à luta ! Deixe seu comentário.
Postado por Michel Assali
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