EDUCADORES

12 agosto, 2014

Livro: A prática educativa: como ensinar

 "A prática educativa: como ensinar" Antoni Zabala

Olá, gente…

O Autor espanhol Antoni Zabala, explicita em seu maravilhoso livro, a arte e a ciência de ser umprofessor.

Os argumentos do autor reforçam uma atuação profissional baseada no pensamento prático, porém, na capacidade reflexiva das análises teóricas e seus impactos diretos na prática docente.

A obra reforça o papel do professor fortalecendo o pensar e o fazer educação constituindo-se em um excelente material para interessados em aprofundar conhecimentos sobre docência.

Clique na imagem do livro para conhecer uma ótima  resenha do mesmo, escrita por Maria Angélica Cardoso.

Vamos lá! Se tiver comenários, encaminhe.


Postado por Michel Assali

11 agosto, 2014

Como tornar-se um professor medíocre


Olá gente...

Ser um professor medíocre não é fácil.

A maioria dos educadores, quer melhorar drasticamente seus primeiros anos através de uma combinação de esforço, imaginação, reflexão e desenvolvimento profissional constante, ou que saem da aula inteiramente.
Então você tem que admirar o professor medíocre em que existe em todas as escolas sejam elas públicas ou privadas. Trata-se de um sobrevivente no interior da escola, capaz de suportar qualquer tipo de programa estabelecido por mais autoritário ou mercadológico que seja gerados por políticas governamentais ou por devaneios de mantenedoras. Haverá sempre a ser encontrado um professor medíocre que os seguirá como se fosse um zumbi.
Então como é possível tornar-se um professor medíocre permanecer no emprego até a aposentadoria?

Siga esses passos:

1.  Tente agradar a todos
Faça o seu melhor para satisfazer a todos na sua instituição, de modo a se sentir rodeado por chefes de todos os lados. Concorde com todas as iniciativas e procure manter a rotina, considerando a frase de que “Sempre foi assim!”

 2.  Trabalhe sozinho 
Na educação, como professor você é ator, juiz, júri e carrasco. Em vez de simplesmente conectar alunos ao currículo e ao contexto, esqueça dos pais, administradores, gestores e funcionários e atue como porta-voz para tudo isso. Afinal, você é o tal do mediador. Justifique a mediocridade da escola para as lideranças da instituição e culpe os órgãos centrais e os governos pelos problemas.

3. Mantenha o aprendizado apenas no interior da sala de aula
Venha o que vier, faça o que fizer, nunca, jamais, projetar experiências de aprendizagem para que os alunos e suas famílias possam compreender e trabalhar juntos. Mantenha o aprendizado somente na sala de aula, onde ele pode ser medido e verificado por um complicado sistema de provas e médias.

4.  Esqueça que você está realmente lá para agradar os alunos
Você não está lá para despertar, inspirar intelectualmente ou motivar os alunos, já que isso é nato para cada estudante. Em vez disso, acredite que você está lá por causa das taxas de alfabetização, proficiência dos alunos e melhoria dos índices das avaliações externas. 

5.  Acredite que as crianças não são livros para serem lidos, mas os livros a ser escritos
Como adultos, nós sabemos o que é melhor para os alunos. Não estamos lá para descobrir ou ajudar na descoberta, ou apoiar as famílias na criação de padrões de aprendizagem sustentáveis ​​para o auto-aperfeiçoamento ao longo da vida, mas sim para ajudar os alunos a dominar o conteúdo. 

6.  Use as mesmas (ou semelhantes) unidades, atividades e lições a cada ano
Não há necessidade de reinventar a roda. Fique com o que funciona! Diversificar dá trabalho e perda de tempo.

7.  Não peça aos alunos novas ideias. Basta que siga o programa.
Pedindo aos alunos trazer e discutir ideias dá aos estudantes a ilusão de que eles estão no controle da aula. Isso pode gerar confusão e indisciplina e atrapalhar o programa.        Passividade é muito mais fácil para a gestão de sala de aula! 

8.  Minimizar a reflexão
Promover discussões e desafios é perda de tempo e enrolação. Melhor trabalhar com o conteúdo fixado evitando desperdício de trabalho e descumprimento dos objetivos.

9. Ignore o papel da família
Os pais somente se interessam pela nota obtida do aluno. Como somente os pais dos alunos bons aparecem em dias de reunião com pais, não perca tempo em estreitar relacionamentos com os demais.

10. Não se envolva com seu aperfeiçoamento profissional
Afinal, o aperfeiçoamento profissional que interessa é aquele que faz aumentar o salário. Somente esses interessam. Outras formas de formação deverão ser descartadas, pois pouco influirão na carreira.

Veja que não é tão fácil assim tornar-se um professor medíocre.

Pense sobre essa questão e encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

29 julho, 2014

Aprendizagem personalizada II


Olá, gente...

Sobre o tema do post anterior que trata de “ensino personalizado”, compartilhamos o artigo da Site: www.porvir.org, que esclarece o trabalho que vem sendo realizado pela instituição School of One em escolas públicas nos Estados Unidos.

O modelo vem sendo aplicado experimentalmente em algumas escolas de Nova York, Chicago e Washington, tendo por base a utilização das tecnologias, num novo espaço físico e, principalmente, na dedicação e treinamento dos professores.

Leia o texto de Marina Morena Costa com a colaboração da Fundação Lemann.

"Partindo da premissa de que cada criança aprende em um ritmo diferente e por isso o modelo atual de ensino – com um professor dando aulas para turmas com cerca de 30 alunos – não atende plenamente às necessidades dos estudantes, dois especialistas em educação criaram uma forma inovadora de ensino personalizado nos Estados Unidos. Joel Rose e Christopher Rush lançaram, em 2009, o School of One (Escola de Um, em tradução livre), um novo modelo de aprendizagem baseado em tecnologia e em mudanças no espaço físico e no papel do professor.

O projeto-piloto foi realizado em três escolas públicas da cidade de Nova York durante dois anos. Em 2011, a dupla fundou a New Classrooms (Novas Salas de Aula, em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos que trabalha auxiliando escolas a implantar essa nova proposta de aprendizagem, chamada de Teach to One (Ensine para Um, em tradução livre).

Com o uso de algoritmos de aprendizagem, as deficiências e os pontos fortes do estudante são detectados e um plano individual de estudos é traçado diariamente. O espaço físico também sofre alterações para que os alunos aprendam da forma mais eficaz para cada um: em grupos, duplas, com atendimento virtual de tutores ou presencial de professores e interagindo com softwares, vídeos ou materiais impressos.

Segundo seus criadores, para o professor é um desafio quase impossível dar conta de todo o currículo básico e ainda atender as necessidades individuais de cada estudante em turmas grandes. Com a divisão dos alunos, é possível ensinar múltiplas habilidades de forma simultânea e entregar uma abordagem de acordo com as necessidades acadêmicas dos estudantes.

Neste semestre, a New Classrooms começou a implantar o modelo em oito escolas públicas das cidades de Nova York, Chicago e Washington DC. “As salas de aula tradicionais tornam extremamente difícil para qualquer professor encontrar as necessidades únicas de cada estudante a cada dia. Mas ao combinar o talento e a criatividade dos professores com o poder e a capacidade da tecnologia, podemos imaginar novos tipos de sala de aula que são organizados para detectar as necessidades de cada um dos alunos”, disse ao Porvir Joel Rose, CEO da New Classrooms e educador há 15 anos.

O co-criador Christopher Rush defende em um vídeo do projeto que é praticamente impossível para um aluno do 7º ano absorver 100% dos conhecimentos ensinados. “O modelo de ensino da New Classrooms permite que você volte e preencha todas as lacunas, compreenda o que não entendeu”, afirma.

Em seu site, a organização cita exemplos de estudantes que compreenderam conceitos de formas não tradicionais, como em trabalhos com amigos, jogos educativos ou tirando dúvidas que provavelmente não teriam tempo nem a devida atenção em sala de aula com tutores virtuais. “O ensino liderado pelo professor é uma forma de aprendizagem. Ela pode ser a melhor maneira, mas não é o único caminho. Há outras maneiras de os alunos aprenderem”, sentencia a New Classrooms."

O que achou sobre o tema?
Encaminhe seus comentários sobre o assunto.

Postado por Michel Assali


25 julho, 2014

Aprendizagem personalizada I


Olá, gente...

Cada vez mais o termo “personalização da aprendizagem” ocupa espaços para discussões em educação apontando as novas tendências e conceitos para a pedagogia da aprendizagem.
A aprendizagem personalizada vem sendo considerada por muitos autores como uma grande e possível solução para a transformação da educação, uma vez que atende diretamente o aluno  na etapa da aprendizagem em que se encontra para, em seguida, ajudá-los a crescer em seus pontos fortes e desenvolver suas potencialidades. 
É descobrir os reais interesses de cada aluno desafiando-os visando o desenvolvimento de habilidades e competência individuais e coletivas.

Para melhor compreender superficialmente o conceito de “aprendizagem personalizada” convém compará-lo com outros conceitos relacionados com o tema:

Aprendizagem individualizada envolve a avaliação de aprendizagem. Espaço onde a avaliação somativa é baseada em uma sequência de provas e testes para confirmar o que os alunos sabem e não sabem. Todo o processo é centrado no professor.

Aprendizagem diferenciada envolve a avaliação da aprendizagem e do ensino. Esta é a avaliação que envolve provas e testes que permitem aos professores a análise das dificuldades e de intervenções para promover a aprendizagem. O processo ainda é centrado no professor.

Personalização da aprendizagem envolve a avaliação como processo de aprendizagem, para  aperfeiçoar a própria aprendizagem, ou seja o aprender a aprender. Este é o momento em que os professores desenvolvem a capacidade dos alunos para se tornarem sujeitos aprendizes, independentes que estabelecem suas metas, monitoram seus progressos e refletem sobre a aprendizagem. As avaliações são baseadas em momentos sistemáticos de análise do próprio aluno, considerando ser a aprendizagem e avaliação centradas no mesmo.

Nesse sentido as novas tecnologias tornam-se também, ferramentas que favorecem o aperfeiçoamento da mediação no trabalho docente.

Porém diante de tantos artigos e matérias sobre o tema, e principalmente quanto à conceituação dada à aprendizagem personalizada, algumas indagações são imprescindíveis para o contexto brasileiro:

- Como é possível desenvolver esse trabalho sabendo-se que um professor do ensino fundamental ou médio pode ter até 200 alunos?
- Como podemos viabilizar esse trabalho, dentro da diversidade sócio-econômica dos alunos da escola pública?

Você outras indagações?

Continuaremos a pesquisa sobre esse assunto e postaremos novos artigos sobre o tema.

Se você tiver alguma contribuição, encaminhe.


Postado por Michel Assali

07 julho, 2014

Líder: Pare de dar mais valor ao esforço que ao desempenho!


Olá, gente...

Recebi como sugestão um sugestivo texto de Augusto Campos, extraído do excelente blog efetividade.net, que achei oportuno compartilhar com vocês, visando aperfeiçoar as reflexões sobre liderança na educação.

“A cena é conhecida desde a infância: você é o irmão que sabe se virar sozinho em algum contexto, e se revolta ao ver o outro irmão receber reconhecimento porque quase conseguiu fazer aquilo que você faz sem o menor esforço e ninguém elogia.

Incentivar apenas o desempenho ensina a equipe a não tentar nada que já não tenham certeza de que conseguirão completar.

Reconhecer e incentivar também pelo esforço, e não apenas pelo desempenho e pelo resultado, é um traço da boa liderança, porque estimula as pessoas a se manterem comprometidas em relação aos objetivos até mesmo em situações que lhes parecem superiores à sua capacidade e posicionadas fora da sua zona de conforto.

A boa liderança conduz a equipe a uma atitude que valoriza o crescimento contínuo, e isso depende de fazer cada pessoa saber que o ambiente é favorável a que ela tente ir além do seu limite conhecido, e isso inclui valorizar o esforço bem empregado – por exemplo, ao reconhecer as lições aprendidas com uma falha.

O problema da valorização do esforço é a dosagem.

O esforço pode e deve ser valorizado, mas não pode superar a valorização do desempenho e do resultado, para evitar pelo menos 3 quadros de disfunção organizacional.

1.      A primeira consequência negativa de excesso de valorização do esforço é o desestímulo à aplicação dos talentos de quem tem competências diferenciadas.
É uma causa de desmotivação similar ao caso do irmão mais apto que vê o outro irmão ser recompensado por fazer algo que para si é trivial: para que continuar a fazer melhor e mais rápido do que o colega, se eles recebem mais incentivo do que você?
2.      Em seguida vem a popular “invenção de moda”. Se o desempenho em uma tarefa valiosa mas trivial não será reconhecido, a pessoa a quem couber desempenhá-la será naturalmente incentivada a criar uma maneira diferente de executá-la, mais custosa (em tempo ou recursos), mesmo que não aumente seu valor ou seu desempenho.
3.      Por último vem o mais grave: a saída das pessoas com o perfil capaz de ampliar valor e desempenho, e sua substituição por "yes people", aquela categoria de pessoas cujo talento é receber ordens e parecer ocupadas com sua execução.
Sun Tzu já dizia que o general inteligente vence suas batalhas com facilidade. Se você de vez em quando deixa de valorizar alguém que cumpriu sua tarefa1, porque pensa "isso aí até eu faço", ou "mas foi fácil demais", repense quais são os critérios que está desestimulando.

Afinal, é importante estimular que as pessoas errem em direção ao sucesso e que melhorem continuamente, mas isso jamais pode se transformar em desestimular quem já sabe fazer a continuar apresentando bom desempenho e resultados certeiros.”

Gostou do assunto? Tem a contribuir?
Encaminhe seus comentários.


Postado por Michel Assali

30 junho, 2014

Uma dúzia de erros no uso das novas tecnologias na aprendizagem


Olá gente...

A tecnologia bate à porta da escola há algum tempo. As reações frente ao seu acesso variam conforme a cultura de cada unidade escolar. Algumas escancaram as portas e a recebem de qualquer jeito com o intuito de “parecerem” modernas ou avançadas como um bom marketing para os pais e comunidade. Outras utilizam de cautelas e procuram organizar o acesso às tecnologias por meio de elaboração de projetos. 

Existem aquelas que por fatores e justificativas internas e externas, políticas ou financeiras, impedem radicalmente a entrada de qualquer tecnologia que não respeite a questão legal.
Porém, é impossível reverter o fenômeno dos impactos das tecnologias da informação e seus desdobramentos, sobre o processo de ensino e aprendizagem.

É preciso conhecer, discutir, analisar e elaborar projetos coletivos com envolvimento dos docentes e o administrativo da escola.
Contribuindo com os desafios para a produção de inovações em educação, seguem abaixo alguns cuidados a serem observados na elaboração de novos projetos evitando-se possíveis erros na prática pedagógica:

Erros que você provavelmente está cometendo com o uso das novas tecnologias:

1. Você está escolhendo a tecnologia.
Não se esqueça dos alunos. Eles provavelmente têm grandes contribuições no assunto.

2. Você está escolhendo a função.
É claro que cabe ao professor decidir pela metodologia mas se os alunos não podem controlar a tecnologia, seu uso nem a sua função, corre-se o risco de termos um aprendizado passivo desde o início.

3. Você está determinando o processo.
O processo deve ser determinado pelo professor uma vez que a ação educativa é diretiva. Porém, não pode haver exageros inibindo a participação dos alunos.

4. A tecnologia é uma distração.
Se a tecnologia faz mais sucesso que seu projeto ou processo, então é preciso repensar a metodologia e usar tudo ao seu favor.

5. A tecnologia não é necessária.
A literatura tem comprovado a importância da tecnologia como grande facilitadora da aprendizagem.

6. O processo é muito complexo.
Procure organizá-lo da forma mais simples.

7. Os alunos têm acesso a muita tecnologia e, por conseguinte, muita distração.
Elabore projetos coletivos que possam minimizar essas atitudes.

8. Você decide tudo. É o juiz, júri, executor, etc.
Facilite o processo e deixe o caminho livre à criatividade dos alunos. Incentive ao interesse e o desafio da descoberta, já que a tecnologia é atrativa aos alunos.

9. Você é uma ilha tecnológica.
Tecnologia conecta tudo a tudo. Use as redes sociais e aplicativos para vantagem pedagógica.

10. Você está limitando ao conteúdo programático.
Dê aos alunos a oportunidade da busca e da pesquisa de forma organizada e aberta.

11. A transição entre a tecnologia e não-tecnologia é complicada. Ou usa tudo ou, nada.
Não é preciso esperar as mudanças gerais para mudar a metodologia de trabalho. Estamos em fase de transição e momento de produzir novas metodologias de ensino.

12. Tecnologia está funcionando como um fim, não um meio.
Esse é um dos grandes equívocos a serem superados. É preciso ir além do marketing da “sala de informática” e concretizar as teorias com a participação efetiva da equipe docente e alunos.

Você tem mais algum erro a apontar no uso das tecnologias? 
Encaminhe suas sugestões e comentários.
Fico no aguardo!


Postado por Michel Assali

23 junho, 2014

Liderança, inovação e a Teoria U


Olá, gente...

Já postei anteriormente texto sobre a Teoria U, relacionada à gestão e liderança. Recentemente, recebi do site www.co-labore.net um material sucinto e explicativo sobre a Teoria U, que segue reproduzido abaixo.

“Muitos líderes têm enfrentado dificuldades para conseguir as mudanças que desejam, seja devido à complexidade das situações, às diferentes pessoas envolvidas ou à falta de soluções passadas que possam ser reproduzidas. A teoria U é um conjunto de teorias, ferramentas e práticas que podem auxiliar os líderes a enfrentarem os problemas atuais, não apenas intelectualmente, mas através de ações que gerem inovação.

Como uma resposta à dificuldade vivida pelos líderes, a teoria U foi desenvolvida ao longo de quase 15 anos por Otto Scharmer, Adam Kahane, Peter Senge e Joseph Jaworski.

Ela vem sendo utilizada em projetos de diferentes proporções: alguns envolvem apenas uma organização, outros envolvem toda a cadeia produtiva, enquanto outros envolvem todo um país. As mudanças nestes projetos foram obtidas através de processos da teoria U que possibilitam um grupo de pessoas a reconhecer as causas dos problemas atuais e como gerar inovações para resolvê-los.

A teoria U é uma “maneira de desenhar e conduzir profundos processos de aprendizado coletivo”. O processo em U é dividido em três fases, as duas primeiras são sentir e presenciar, e a última engloba a criação de protótipos e atuação em uma única etapa chamada de realizar. Estas etapas têm as seguintes características:

“sentir: questionar profundamente seus modelos mentais, vendo a realidade que está além do próprio filtro;”
“presenciar: mover-se dali para um processo profundo de se conectar com uma visão e um propósito, individual e coletivamente;”
“realizar: e então elaborar rapidamente um protótipo para traduzir essas visões em modelos de trabalho concretos, dos quais se possa receber feedback e fazer novos ajustes”.

O significado do U está relacionado ao processo de mudança e seu formato devesse ao fato de que ao descer o lado direito o indivíduo percorre um caminho para compreender seus modelos mentais e como eles estão relacionados à realidade na qual está inserido. O fundo do U é um espaço para reflexão, o indivíduo já tem um maior conhecimento sobre si e do ambiente, e agora tem a possibilidade de compreender a realidade atual e iniciar um processo de inovação, que é a subida do U. Nesta parte, todas as novas ideias são colocadas em práticas o que não significa o fim, já que o processo pode iniciar novamente ou etapas serem revistas se necessário.

A teoria U pode auxiliar líderes a melhorarem sua capacidade de compreender e ajudar além de gerar habilidades para lidar com diferentes desafios. Para isso o líder deve ser capaz de suspender suas formas habituais de ver, ou seja, ele não pode buscar apenas em sua experiência ou conhecimento informações para auxiliar os outros ele precisa ir além do que já sabe e começar a buscar informações que ainda não detém. Além disso, ele deve ser capaz de criar espaços de aprendizagem e inovação, nos quais ele e um subordinado, ou um grupo, possam co-criar novas soluções.

Portanto, para o líder auxiliar seus liderados, ele deve ser capaz de perceber que não tem toda a informação necessária e, portanto, deve dar ênfase no ouvir. Mas não basta apenas deixar os subordinados falarem, ele deve ser capaz de escutar sem criar julgamentos ou sem filtrar as informações através do seu próprio conhecimento. Caso ele não seja capaz de fazer isso ele irá apenas ouvir o que já sabe ou acredita, desperdiçando oportunidades para mudar ou inovar. Quanto maior for a capacidade de o líder ouvir sem focar em si e procurar estar atento ao outro, maior será sua capacidade de ajuda. ...”

Bem interessante a ênfase na forma de olhar e ouvir a instituição em seus diversos aspectos e promover a reflexão e a solução conjunta dos  problemas.  Vale saber mais sobre o assunto.

Se você tem alguma contribuição com relação ao tema encaminhe suas sugestões.

Postado por Michel Assali


16 junho, 2014

Pare com isso...


Olá, gente...

Este post foi intitulado como PARE de forma deliberada considerando alguns aspectos da cultura escolar contemporânea.
Não existe nenhuma intenção de crítica aos sistemas e modelos de ensino, mas apenas o ensejo de provocar reflexões sobre a rotina escolar, que possam resultar em ações de melhoria e inovação.
Então, vamos parar com algumas coisas:

- Pare de modelar a localização do aluno na sala. Permita que cada aluno seja responsável pela sua aprendizagem.
- Pare de impedir que os alunos possam usar smartfones. O problema não está na tecnologia, mas, no modelo de ensino e aprendizagem.
- Pare de racionalizar tanto o processo educacional, utilizando gráficos estatísticos para explicar e justificar problemas. O processo é mais humano que técnico.
- Pare para rever os momentos chatos e inaproveitáveis da aula. É possível transformá-los em momentos ricos de aperfeiçoamento profissional e melhorar a qualidade da aprendizagem.
- Pare de tratar os melhores professores, como meros cumpridores da obrigação. Incentive, elogie e aprenda com eles.
- Pare de responsabilizar somente você pelo insucesso da aprendizagem. Além de outros fatores, mostre a cada aluno que também é responsável por seu sucesso.
- Pare com as aulas improdutivas e monológicas. Procures desenvolver aprendizagens significativas e evolventes que despertem interesse e curiosidade.
- Pare de realizar provas apenas para classificar, mas que sejam indicadoras de intervenções necessárias visando superação de dificuldades e aumento da qualidade de ensino.
- Pare de simplificar o ensino e a aprendizagem e procure elevar as expectativas e os níveis de compreensão e melhoria.  
- Pare com aulas chatas e tristes. Promova a alegria, a curiosidade e a capacidade de fazer a pergunta certa no momento certo.
- Pare de considerar que pais e comunidades nada têm a contribuir na vida escolar. Convide-os a desenvolver temas e palestras considerando seus talentos individuais e conhecimentos profissionais.
- Pare de demonizar as mídias sociais e use-as a seu favor. Vídeos, podcasts, imagens, textos, etc, se tratados de forma pedagógica podem se transformar em poderosos recursos pedagógicos de aprendizagem.
- Pare de considerar apenas os professores como únicos responsáveis pelos problemas de aprendizagem. Faça um exercício de observação de sistemas, mas não espere o sistema ideal para começar a trabalhar bem.
- Pare de reclamar tanto dos gestores e administradores. Faça muito bem sua parte exija com justificativas relevantes as necessidades para um trabalho de qualidade.
- Pare de tratar a educação como apenas um serviço. Considere os objetivos da educação como possibilidades de auto-conhecimento permitindo sua visão de mundo.
Portanto, pare com isso!

Se você tem mais contribuições, encaminhe por favor.


Postado por Michel Assali

09 junho, 2014

Maus hábitos de ensino


Olá, gente...

Errar é humano!
Todos os profissionais erram. Logo, professores também erram.

Porém, muitos dos erros podem e devem ser corrigidos ao longo da vida e, principalmente, da vida profissional. Com um esforço consciente, todos os educadores podem seus erros em virtudes e em hábitos de prática e de pensamentos inovadores.

Parece mais fácil para dar uma palestra que uma aula. Parece simples pedir respostas à indagações por  alunos voluntários, ou ainda esperar que algum interessado levante a mão para um questionamento sobre o assunto.
Mas como essas situações são cada vez mais raras na sala de aula, principalmente em ambientes frequentados por adolescentes e jovens, convém repensar os erros pedagógicos mais comuns praticados pelos educadores.

Todos nós cometemos erros saudáveis, cada período de aula de cada dia. O objetivo é reconhecer a diferença entre esses erros e os erros que podem se tornar problemas maiores se não forem monitorados. Alguns dos seguintes erros você pode ser culpado, outros, você já pode ter eliminado, e alguns deles você pode ainda não ter encontrado.
Independentemente do seu  “relacionamento” com esses erros, faz-se necessário refletir sobre o assunto visando a superação dos maus hábitos de ensino e a melhoria profissional

Alguns erros que podemos e devemos superar:

Não aprender com colegas.
Não trabalhamos sozinhos. Observar profissionais experientes é fundamental para aperfeiçoar nossa experiência. Preste atenção aos colegas e aprenda o melhor com eles e compare suas aulas consigo mesmo, analisando os aspectos positivos e negativos.

Concepção de que uma lição ensinada é uma lição aprendida.
Já não cabe mais a velha frase “Eu, ensinei. Se o aluno aprendeu não sei. Mas, eu ensinei.”
Todos nós sabemos que há uma diferença entre fazer uma apresentação e realmente ensinando. Mas como é que vamos conseguir mais do último? 

Deixar de diversificar seu ensino.
Diversificar o ensino é uma forma de adicionar tempero nas aulas. Já foi comprovado que além de melhorar a aprendizagem e ser muito útil à memória, promove o envolvimento natural dos alunos no processo. 
Diversificar seu ensino significa diversificação da aprendizagem dos seus alunos.

Ensinar sem empatia.
Não se trata aqui, somente da empatia emocional. Mas, da capacidade de se colocar no lugar do aluno e procurar entender dos comportamentos possíveis de como receberão aquele tema.  Praticar essa reflexão contribui para aperfeiçoar o planejamento das aulas.

Envolvendo somente voluntários para responder aos questionamentos.
Quando você fizer isso, mais frequentemente do que não, alguns alunos vão sequer se preocuparam em pensar sobre a questão, uma vez que eles sabem que eventualmente alguém vai dar a resposta. É fundamental que sejam pensadas estratégias que envolvam todos os alunos. Observe como alguns colegas fazem.

Avaliando raramente.
Avaliação raras ou distantes uma da outra impedem a auto avaliação do aluno, desestimulando as possibilidades da superação das dificuldades. Instrumentos longos e cansativos provocam pressão e negligência nas respostas. Períodos menores entre avaliações e instrumentos mais precisos, facilitam o acompanhamento e o plano de intervenções adequado.

 Deixar de estabelecer relevância do conteúdo.
É fundamental realizar o “marketing” do tema a ser trabalhado, colocando-o num patamar de grande relevância para o desenvolvimento do aluno. É preciso relacionar habilidade e competências que o envolvimento com o tema pode realizar.  Também, organizar uma aula magna capaz de mobilizar os alunos de forma arrebatadora. Discuta com colegas e troque modelos e atividades.

Ajustar seu plano às baixas expectativas dos alunos.

Desenvolver conscientemente expectativas elevadas aos nossos alunos. Procurar um tratamento igualitário à todos, deixando bem claro que as altas expectativas têm o objetivo de melhoria da qualidade do ensino. Aí, entra o grande desafio de envolver os alunos difíceis e preguiçosos.  Mantenha suas expectativas altas, mas ajustar a sua abordagem em conformidade.

Você pode indicar outros erros a serem superados?
Encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali

04 junho, 2014

O espaço como ambiente de aprendizagem


Olá, gente...

Diversos autores têm defendido a importância do espaço escolar como recurso pedagógico de aprendizagem. Sempre defendi a ideia de que todo espaço escolar deve ser criado e organizado como um ambiente de aprendizagem.
Penso que assim que uma pessoa adentra no ambiente escolar, deve aprender alguma coisa com o mesmo, ou seja, todo o espaço físico deve ensinar alguma coisa. Seja na estética, na organização, no acabamento, etc.

Isso exigirá dos gestores de todos os setores relacionados com a educação atenção, estudos e cuidados com os mínimos detalhes na construção e organização dos espaços de aprendizagem.  
Cores, mobiliários, jardins, sinalização e ambientes especiais, devem ser pensados e repensados a favor de promover conexões que  promovam informações, conhecimentos  e aprendizagens.

Compartilho com você a matéria de Danilo Mekari – Portal Aprendiz – 23/05/2014 – São Paulo, SP a respeito da preocupação com o assunto:
Há quem acredite que uma das soluções para os problemas da educação no Brasil esteja no reforço da disciplina e na rigidez das regras aplicadas no interior das escolas. Por outro lado, há também aqueles que defendem a ideia de uma escola mais democrática, onde as crianças possam circular livremente, andar descalças, subir em árvores e pintar as paredes.
É o caso da arquiteta Doris Kowaltowski, professora da Unicamp e autora do livro “Arquitetura escolar – o projeto do ambiente de ensino”. Ela acredita que, além de primar pelos bons professores e alunos e ter uma gestão de qualidade, as escolas precisam de prédios bem projetados para se tornarem centros de educação de excelência.

“Se o espaço é mal cuidado, o prédio é vandalizado mais facilmente. Ao mesmo tempo, se tiver muitas grades, a criança se sente insegura. Os prédios escolares ruins incentivam a timidez entre as crianças e a prática do bullying”, afirma Doris.
Ao lado de Beatriz Goulart, urbanista e coordenadora do projeto Cenários Pedagógicos, e Pedro Barrán, arquiteto uruguaio e pesquisador do tema, Doris participou do debate “Prédios também ensinam – arquitetura voltada ao desenvolvimento pleno do aluno”, realizado no dia 21/5, durante a Feira Educar Educador 2014.

Conhecimento no claustro
Beatriz lembrou que a requalificação dos espaços escolares e urbanos deve ser feita em conjunto. “Não adianta o espaço ser lindo e a gestão e o currículo continuarem atrasados. Desse jeito, vai ser apenas um presídio colorido”, desabafa. “Notas, chamada, armário trancado, biblioteca fechada. Se o prédio for destinado a ensinar ordem e disciplina, ele estará falido. O edifício escolar moderno deve incentivar a convivência e a autonomia.”
Para Barrán, as escolas antigas, com arquitetura rígida e simétrica – um verdadeiro “claustro” –, são do tempo em que a educação era “simplesmente levar aos alunos o conhecimento que já estava dado. Hoje, em uma escola ideal, o protagonismo tem de estar no estudante.”

Aproveitando espaços
Doris elencou alguns exemplos que, de maneira educativa, aproveitam os espaços, as paredes e até os chãos da escola. Na Índia, o projeto BaLA (Building as Learning Aid) desenhou tabelas periódicas, linhas do tempo com a história do país e os ângulos que se formam com a abertura das portas – tudo isso na superfície dos edifícios.
Partindo de uma visão holística de como planejar e usar a infraestrutura da escola, o BaLa trabalha atividades baseadas na aprendizagem, na amizade infantil e na inclusão de crianças com deficiência. “No cerne, assume que a arquitetura da escola pode ser um recurso no processo de ensino e aprendizagem.”
A arquiteta também citou a importância da iluminação natural e a necessidade de haver variedade espacial para quebrar a monotonia. “Além disso, a criança que fica o dia inteiro na escola precisa de um espaço para descansar”, adverte. Lembrou ainda da acústica de uma sala de aula: “se ela não funciona, o professor precisa gritar e fica rouco. Desse jeito o barulho vai se instalando aos poucos”.

“Não pode”
“Em um espaço mais calmo e agradável as pessoas vão se sentir em casa. A ideia essencial é tornar os ambientes de aprendizados um verdadeiro lar”, reflete Doris. Para ela, como um museu, a escola deveria expor e valorizar o trabalho de seus alunos. “Apenas colar com fita crepe não é correto.”
“A vida fora da escola é tão rica, e quando a criança entra no espaço escolar é uma sucessão de ‘não pode’. Não pode brincar, não pode correr, não pode tirar o tênis, não pode subir na árvore”, afirma Beatriz.
Ao longo da discussão, um consenso emergiu entre os participantes: a necessidade de que os projetos arquitetônicos das escolas sejam debatidos entre todos os envolvidos com o processo de aprendizagem. “Principalmente o aluno”, reforça Doris.

E você? O que acha sobre a questão?
Encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali


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